E A GUERRA RELIGIOSA...
Esses últimos anos, principalmente o corrente, têm
apresentado um dado no mínimo indesejável. Os líderes religiosos dos mais
diversos matizes se embrenham numa guerra de ações e acusações que em nada
recomenda a postura de pregadores da “Boa Nova”. Jornalistas, citados por
pastores em seus cultos, respondem aos pregadores no mesmo tom de desrespeito.
Isso é péssimo para a integração étnica e até para a paz entre setores, grupos
e etnias. Cada passo dado por esses pregadores no intento de quererem parecer
santo mais e mais os aproxima do pecado – para não dizer, do inferno que
eles apresentam como destino final de quem não os segue. Pastores que
enriquecem com as doações dos pobres fiéis, que
deveriam ser usadas para e pela igreja; setores ditos “evangélicos” dão um show
de intolerância ao agredirem verbal e fisicamente pessoas indefesas que não
rezam por suas cartilhas. Nem precisa citar o Estado Islâmico, o Boko Haram e
outros grupos islâmicos de posições radicais; a arrogância está aqui dentro,
desunindo, “em nome de Deus”, uma sociedade eclética e multirracial que não faz muito tempo vivia em relativa coexistência
pacífica.
Se existe um céu onde vão descansar os justos, com certeza
não será o lugar que espera esses líderes religiosos, de todos os matizes –
repetimos, que estão transformando a Terra num Inferno.