NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

DESCARACTERIZADA A MENTIRA VEICULADA EM VÍDEO POSTADO NO YOUTUBE E DENUNCIADO PELO MOVIMENTO DOS SEM MÍDIA  ATRAVÉS DO ADTV  O FAVORECIMENTO DA CANDIDATURA SERRA PELA REDE GLOBO DE TELEVISÃO E PELO SBT, É HORA DE ARREGAÇAR AS MANGAS E CAIR EM CAMPO BUSCANDO VOTOS PARA DILMA ROUSEFF. O BRASIL INTEIRO HOJE SABE QUE O DATAFOLHA E A FOLHA DE SÃO PAULO PERTENCEM AO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO, ADMINISTRADO PELO PSDB.
É IMPORTANTE LEMBRAR QUE A SOCIEDADE BRASILEIRA JÁ ATINGIU UM NÍVEL DE CONSCIÊNCIA POLÍTICA CAPAZ DE ENTENDER  ESSAS MAQUINAÇÕES DOS CORONÉIS QUE ESTAVAM INSTALADOS NO PODER HÁ MAIS DE 80 ANOS, E AGORA PRETENDEM VOLTAR PARA RESTAURAR O PODER DOS GRUPOS  CONSERVADORES. NO PRÓXIMO DOMINGO, O POVO BASILEITO VOTARÁ EM PESO EM DILMA ROUSSEFF, O QUE ASSEGURARÁ A CONTINUIDE DO DESENVOLVIMENTO DO PAÍS.
                            A DEMOCRACIA CONTA COM SEU VOTO.

domingo, 26 de setembro de 2010

O pensamento do dia

'OS CÃES LADRAM, MAS A CARAVANA PASSA"
                                                                          -Sêneca

A FARSA PONTO A PONTO

O vídeo citado afirma que "potestades do mal" invadirão o Brasil, trazendo para o País o reino do mal. Que profeta, ou vidente, tem capacitação para fazer esse tipo de afirmação. Por que só agora, quando Dilma atinge percentuais que a elegerão presidente da República já no 1º turno, esses profetas de última hora aparecem? Ou são serão a´respeito dos quais a Bíblia  adverte que aparecerão" falsos profetas?"
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Há bem pouco, intelectuais, inclusive evangélicos, diziam que o Brasil seria " O celeiro do mundo, Pátria do Evangelho". Esses pregadores mudaram de opinião de um dia para outro? Por quê será?
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O Brsil vive um dos seus melhores momentos  na economia, na industrialização, da melhoria das condições de vida da população. Melhora em todos os índices, embora ainda esteja bastante atrasado em matéria de educação, saúde e segurança. Mas já há projetos e ações nesse sentido, que serão refletidas nas próximas avaliações da ONU. Essas condições de melhoria foram introduzidas pelo presidente Lula. Dilma, principal executiva de Lula durante seus dois mandatos, coordenou essas ações. Nesse período o Brasil viveu, e vive os seus melhores momentos de liberdades individuais.
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Se Dilma, secundando Lula, formatou e coordenou a política social do governo Lula, inclusive na área dos direitos humanos e de cidadania, como agora pode ser o bicho-papão das liberdades públicas, já que ela mesma irá executar o que projetou em todas as áreas da vida publica brasileira?
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Dilma, uma viúva que tem uma filha e acaba de ganhar uma netinha a quem tem dedicado toda atenção e carinho, é essa figua tétrica que a oposição e os radicais religiosos a serviço do PSDB  querem  agora satanizar?
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Onde estão os autores do vídeo postado no Youtube? Por quê não mostram a cara, não se identificam? Por quê serã? E os agoureiros, que travestidos de profetas, prevêem a morte da presidente "por um câncer escondido"? Não sabem que Dilma, como tantas outras mulheres neste País, já teve um câncer, tratou-se e foi dada como curada?
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Não tem como evitar a derrota de José Serra! Os seus seguidores deveriam entender que há um trabalho de consolidação da economia e da democracia do Brasil, e bem que eles  poderiam colaborar para isso. Afinal, que tipo de cidadãos somos nós?

RADICAIS FUNDAMENTALISTAS MENTEM A RESPEITO DE DILMA

O Movimento não vote em Dima pretende fazer a cabeça de pessoas incautas contra a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff. A partir de um vídeo postado no Youtube que apresentaria uma enrevista com Dilma e na qual ela teria  definido suas opções sexuais e defendido temas fortemente polêmicos como o abordo, casamento gay, dia do orgulho Gay e se posicionado contra a liberdade religiosa no País, ganha corpo e é difundido em contas do orkut de pessoas ligadas a alguma igreja evangélica. O vívdeo divulgado no Youtube, uma montagem grosseira, apócrifa e anacrônica, acabou sendo retirado do ar por decisão judicial. Mas as pessoas ainda podem acessar esse vídio através de sites marginais, provavelmente financiados pelos partidos de oposição e divulgados ao pé-de-ouvido por grupos evangélicos de várias denominações. É notório o alheiamento (para não dizer apolitização) de uma parcela considerável de frequentadores de certas  igrejas evangélicas. Essas pessoas formam sua opinião através do que escutam das pregações durante os cultos. Todas as notícias referentes ao vídeo que o blog recebeu foram captadas de páginas do orkut pertencentes a algum membro de alguma igreja evangélica, o último, o blog colheu do orkut de Jonatan Mendes, que consta da  lista de amigos virtuais do autor destas linhas  e que tem uma banda gospel. Felizmente, um número sgnificativo de evangélicos têm conciência política, porque têm pastores experientes, altamente politizados e conscientes de suas responsabilidades como condutores de massas humanas. A coordenação nacional da campanha de Dilma, conforme foi repassado há pouco ao blog por assessor de um vereador local, reuniu-se nesse final de semana com as lideranças evangélicas que apoiam a candidata de Dilma, buscando uma forma de mostrar a farsa veiculada pelo citado vídeo do Youtube. Aliás, o vídeo, de tão capcioso e radicalizante, só foi reproduzido pelo jornal Folha de São Paulo. Vovê sabe que a Folha de São Paulo, bem como o Datafolha, pertencem à Fundação Padre Anchieta, uma organização do governo de São Paulo? Portanto, ligados à candidatura Serra?
Entre os absurdos divulgados pelo vídeo postado no Youtube, Dilma "aprovaria leis permitindo aborto, casamento gay e proibiria manifestações religiosas em praça pública", além de mandar prender pastores que se negassem a realizar casamento gay, perserguiria obreiros, tornaria crime "pregar espiritismo, feitiçaria e outras manifestações proíbidas pela Bíblia Sagrada".E mais uma porção de baboseiras, misturando religião, direito, sociologia, escatologia, teologia, história, numa nova versão do samba do crioulo doido. É importante lembrar a essas pessoas que Dilma, eleita presidente, não "criará leis a favor de aborto, casamento gay e outras "apreensões" induzidas pelo video citado, simplesmente porque fazer leis é prerrogativa exclusiva do Congresso. Além do mais, sendo um país laico, o Brasil proporciona amplas liberdades individuais, não intervdindo o governo em questões religiosas. Tranquilizem-se os religiosos de todos os matizes!
Muitas dos que difundem essas notícias pertencem à militância política do PSDB e envidam todo esforço para que "as informações" atinjam o  maior número possível de pessoas. Infelizmente, porém, a maioria dessas pessoas não sabe que está colaborando para estabelecer um clima irrespirável na sociedade brasileira, defendendo sem saber o País da religião única e do partido teocrático, o que importa dizer institucionalizar o fundamentalismo político-religioso. Essas idéias não são boas para uma Democracia ainda em processo de formação como a nossas. É importante lembrar aqui, como advertência a esse tipo de ações de grupos religiosos radicais, o que acontece nos países árabes, principalmente no Irâ de Mahmoud Ahmadinejad, que vem declarando de público que "quer a distruição de Israel" e onde pregar a bíblia é crime punido por prisão e chibatadas em pração pública. Sem falar no Mulá Omar, do Afeganistão, ou ainda na ação do grupo terrosrista de  Osama Bin Laden, inimigos figadais do Cristianismo. Você, que tá colando nesse Movimento não vote em Dilma, sabe que está concorrendo para estabelecer no Brasil essa política da perseguição e do ódio?
O Brasil é um País solidário, onde convivem culturas as mais diversas, e é uma democracia ainda dando seus primeiros passos. Somos nós, os brasileiros, e somente nós, que contribuiremos (ou não) para consolidar essa democracia. Ou levar o País ao fundamentalismo odioso.












 ódio?

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O pensamento do dia

"PARTIDOS POLÍTICOS SÃO TODOS IGUAIS"
                                               -D. Helder Câmara.
                                         
                                      POLÍTICA EM DOSES HOMEOPÁTICAS


A Rede Globo de Televisão não esconde sua preferência pelo candidato Serra. Poderia até ser mais discreta, já que tem um equipe de profissionais competentes.Mas depois de não conseguir do governo Lula aquele subsídio que FHC deu aos bancos, espera tirar suas contas do vermelho num hipotético governo Serra. Aliou-se ao Datafolha, e vai manipulando resultados de pesquisas de intenções de votos tentando induzir o leito ao erro de conclusão. Encomendou uma rodada de pesquisa, certamente combinou manipulação de resultados através de mudança de metodologia. Deu com os burros n'água!

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A pesquisa de intenções de votos realizada no mesmo período pelo Sensus segue a mesma trajetória do primeiro evento quando mostrou as tendências do eleitorado. E essas tendência se mantêm, dentro da chamada "margem de erro" e de variações momentâneas de opinião determinada pelo comportamento dos candidatos presidenciais durante momentos da campanha eleitoral. Na avaliação do institutos Sensus, o cenário eleitoral para a presidência continua mostrando a candidata Dilma com boa margem de vantagem em relação a Serra. Praticamente, o quadro se mantém.

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Perdido no meio de um grupo de militantes do PSDB, Serra parece um homem abatido, sem rumos. Seu discurso agora tem uma nota só: "vou aumentar o salário mínimo para 600 reais". O economista Serra sabe que dentro do atual cenário econômico nacional isso é implausível. Ele sabe que para cada real que adicionar ao mínimo aumentará em bilhões de reais o deficit da Previdência Social. E terá de tirar mais dinheiro dos cofres públicos, aumentando os índices inflacionários. Você acredita que, se fosse eleita, Serra, um economista conservador, faria uma loucura dessas? É por essas e por outras que ele só faz cair nas pesquisas.

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De um certo modo, Serra já está abandonando o discurso da violação do sigilo fiscal. Isso não lhe estava rendendo voto, depois que Carta Capital denunciou que esse expediente é antigo e tem como papa sua filha, que durante o governo FHC andou engordando a conta vendendo "facilidades" gravadas em DVD e vazadas da sua empresa Decirdir.com. Deixou essa tarefa de explorar a violação fiscal para a Rede Globo, que em certos dias da semana consome metade do tempo dos seus noticiários, principalmente o Jornal Nacional, batendo nessa mesma tecla, sem mostrar quem realmente entregou a procuração para costumeiro praticante de maracutaias pedir a quedra do sigilo de centenas de pessoas, e não somente da filha de Serra. E isso no ano passado, apresentado agora como matéria requentada.

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No cenário pernambucano, as coisas andam do jeito que o blog já previa desde o começo da campanha eleitoral. Jarbas, sempre raivoso e pretendendo ser o pai das iniciativas econômicas que atualmente dinamizam o governo de Eduardo Campos, não passa de um fanfarrão ridicularizado pela população pernambucana e até por boa parcela dos seus eleitores. Depois de idas e vindas, arranjos e traições, acabou isolado. Desce a ladeira escorregadia da derrota acachapante , arrastando com ele Marco Maciel que acreditou ser ele, Jarbas, um puxador de votos para sua campanha. Coitado do Marco Maciel, antes ereto e de discurso consistente, agora encurvado, sob o peso da primeira derrota eleitoral de sua carreira política. Quanto a Jarbas, bem, Jarbas já era!.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O pensamento do dia

"O SONHO DE VIVER BEM É UM PESADELO CRUEL"

HOJE É DIA DE DESCONTRAÇÃO

O blog, hoje, esquece um pouco a política, fala de literatura e homenageia uma pessoa que faz da arte de curar um exercício de carinho, respeito e responsabilidade solidária.
                                                     MASSELA – A ANALOGIA


                                                              Emílio J. Moura



Massela - assim mesmo, sem erre e com esses - passava longas horas diante do espelho. Moça sensível que adorava flores e levava sempre ao colo uma gata siamesa. Mas, apaixonada por si mesma, não se cansava de admirar a própria beleza. Começava a se pentear após o demorado banho matinal com sabonete hidratante de essências variadas. Escovava lentamente as longas e densas madeixas, alisando-as com as mãos finas de uma fada; sutilmente, de cima para baixo. Sua fixação não estava apenas nos cabelos. Ela reverenciava todo o seu corpo marrom de linhas caprichosamente simétricas. Como se tivesse sido esculpido pelas mãos hábeis e firmes de um artesão atento.

Despida diante do espelho longo na vertical, fixado à parede do seu banheiro, conferia cada detalhe do corpo lindo. Começava alisando suavemente os seios quase em botão como se estivesse entrando na adolescência; usava as duas mãos para sentir na ponta dos dedos o detalhe dos bicos escuros dos mamilos naturalmente intumescidos. Depois, escorria as delicadas mãos busto abaixo. Palpava a cintura delgada como se a mensurasse na sua autopaixão. Tocava o umbigo e ia escorregando a mão até às coxas. Afastava-se um pouco do espelho para apreciar as pernas roliças e simétricas roçando uma na outra. Afastava-se mais um pouco, e curtia orgulhosa a sua silhueta sinuosa e harmônica, bela e estonteante. Não esquecia de olhar seus peszinhos de unhas diminutas, e, tais quais as das mãos, quase só visualizadas pelo toque lilás do esmalte. Os dedos, perfeitos, bem posicionados dentro do todo.

Agora, já mais perto do espelho, Massela acariciava seus braços longos e uniformes; os antebraços e as mãos lisas como seda. Voltava a vista para o busto, e finas listras brancas subindo dos seios e descendo pelas costas contrastavam com a cútis jambo da garota denunciando exposição aos raios solares na praia. Volvia o olhar para o rosto, e com uma pontinha da língua entre os dentes se deleitava com seu nariz regiamente em alinho com a boca de lábios finos e delicados. Os olhos, azuis e brilhantes, pequenos e ímpares movendo-se dentro de uma órbita protegida por cílios naturalmente cintilantes se assemelhavam aos da sua gatinha de estimação. As delicadas orelhas quase se perdiam em meio aos cabelos finos e lisos concentrados numa porção caída sobre o lado esquerdo do busto. Os traços uniformes do corpo da moça se definiam nos seus cincoenta e seis quilos e um metro e cincoenta e seis centímetros de altura. Nos seus vinte anos, nada sobrava. Nada faltava.

Massela era aluna de uma escola filantrópica num arrabalde da cidade. Freqüentava um curso de preparação para os exames supletivos do então ensino secundário do segundo ciclo (artigo 99). Moça de origem humilde, tentava um certificado para se inserir no mercado de trabalho. Já havia feito o curso de datilografia e o certificado a habilitaria a um emprego de melhor remuneração. Vestia-se bem, dentro das limitadas condições financeiras da família. Comportada e de mente centrada, não tinha esses hábitos já na época tidos por “moderninhos”. A família dela era ajustada, com os pais pacientes e conselheiros, vigilantes e severos. Sua única irmã tinha menos idade e... era adotada. Esta não confessava, mas nutria uma pontinha de inveja de Massela. Também era bonita. Mas ficava muitos anos-luz aquém da irmã.

Aprovada nos exames supletivos e sem maiores problemas empregada no escritório de uma famosa loja de material de pesca da cidade, Massela passou a conhecer um mundo diferente daquele do seu bairro. A esposa do patrão que também dava expediente no escritório, controlando a contabilidade, gostava muito da moça e a levava para as festas que freqüentava. Eram festas comportadas, sem muita bebida, e fumaça de cigarros só do lado de fora da sala de danças. O que importava era a emoção do convívio com os amigos. Conectada ao mundo social da classe média, Massela elegeu a dança sua arte de expressão corporal. Mas preferia dançar solta, sem formar um par. Logo arranjou um namorado, rapaz educado, estudante universitário; bem intencionado.

Mas a mente de Massela não se desgrudava da auto-admiração. Sexo era coisa que não visitava sua cabeçinha de moça bem educada. O namorado percebeu que Massela não estava muito interessada num casamento – objetivo maior de uma moça dessa época – e desfez o namoro. A menina nem se abalou. E continuava sem namorado, apesar do assédio da rapaziada das rodas sociais a que ela comparecia acompanhando a patroa. Agora bem vestida, no meio daquela gente bonita e perfumada, Massela se via espelhada na juventude alegre e divertida das noites festivas. Mas, não enxergava ninguém na sua frente que fosse tão bonita quanto ela. Gostava da companhia daqueles amigos, só não via neles nenhum que se equiparasse a ela em termos de beleza. A idéia do belo em Massela não estava associada à noção da utilidade real da beleza.

Com o passar do tempo, Massela ia cada vez mais se empolgando com sua própria imagem. Os amigos já iam se afastando, seus espaços sociais diminuindo. Como numa dinâmica que foge a qualquer controle, Massela não percebia o abismo em que estava caindo. Num ritmo quase frenético, dançava cada vez mais. Agora, desgarrada dos amigos, movimentava seu corpo em passos cada vez mais alucinantes. Exercitava sua necessidade de dançar nos salões já quase vazios dos finais de festas; na sala ou em qualquer cômodo da casa da família. Subia nos ônibus já agitando o corpinho perfeito. Aos poucos ia se desligando do mundo real em que vivia e entrando num mundo idealizado por ela como o lugar que a merecia. Agora, já sem emprego, começava a dançar pelas ruas ao compasso de qualquer som que ouvia.

Internada num sanatório para doentes mentais, Massela fazia os pacientes se mexerem ao som das músicas tocadas através de um rádio instalado na enfermaria. Sem responder a qualquer tratamento prescrito pelos médicos, teve a alta recomendada. Não se adaptando mais ao convívio da família, foi levada para um sítio em interior distante de propriedade de parentes. Nada nem ninguém a segurava. Correndo pelos campos floridos em sua volta, sequer parava para admirar uma das muitas flores de toque sutil abundantes ali. Ignorava os animais diversos e as plantas multicoloridas. Nem cachoeiras nem lagos; nem matas nem rios. Nada daquilo tinha significado para ela. Ela era a única coisa realmente bela que existia sobre a face da Terra. Exposta ao calor do sol a pino ou às chuvas torrenciais daqueles últimos dias, a moça corria montes e prados, vales e matas; sempre dançando. Aos farrapos e desfigurada, depois de alguns dias ausente da casa dos parentes, Massela foi dada como desaparecida. E desapareceu para sempre. As circunstâncias desse sumiço da garota tresloucada nunca foram devidamente esclarecidas. A única coisa que ficou na memória das pessoas que a conheceram foi que, apaixonada por si mesma e apartada da realidade existencial, Massela se afogou com sua beleza no grande espelho d’água da vida.



18.01.2008



-última página do livro Tipos e tópicos – perfis femininos que conheci (coletânea de contos ,editada e ainda não publicada)
                               UMA FADA-DENTISTA CHAMADA MARINA


Faz uns 30/40 anos que um dentista me aconselhou fazer uma recauchutagem mandíbulo-buco-facial. Essa nomenclatura complicada queria dizer que eu deveria repor dentes mastigadores (queixais, no popular), que me foram erroneamente extraídos entre a infância e a adolescência e recuperar os dentes "cortadores" (caninos, aqueles da frente). Era que eu, sem ter mais os dentes mastigadores, passei a mastigar com os dentes cortadores. Claro que o resultado seria o desgaste dos dentes de frente. Há coisa de doze anos cheguei a fazer um tratamento na clínica de Dentística II do profº Adolfo (Curso de Odontologia da UFPE). Uma aluna delicada me adensou os dentes desgastados, mas o fim do semestre foi também o fim do tratamento.

No começo do ano passado, com dor de dente, fui a uma dentista. Ela se recusou a extrair o dente, afirmando que havia nele um canal ainda fechado e que eu procurasse um serviço especializado em reabilitação oral, indicando-me a Odonto Cape. Condições econômicas pouco favoráveis me inibiram de tomar a iniciativa de buscar o tratamento indicado. Até que, já com dificuldades nutricionais por não mastigar adequadamente os alimentos e prejudicar a absorção de nutrientes, resolvi tomar uma atitude. Marquei uma consulta, e passei por uma bateria de exames clínicos e radiológicos, bem como a uma moldagem da estrutura dos dentes, ossos da boca, etc. Primeiro fui atendido por dra. Luiza, um doce de pessoa, que me mandou para o dr. Eduardo; este é minha referência no Odonto Cape. Mas Dr Eduardo acabou me encaminhando à drª Marina Peregrino, que por sua vez me encaminhou para um trabalho de "limpeza", a ser realizado por drª Marluce, o que foi feito em duas sessões. Finalmente, marcaram a cirurgia.

No dia da cirurgia, numa tarde de 5ª-feira, cheguei à Clínica Odonto Cape algo apreensivo. Não sabia exatamente como seria o procedimento cirúrgico. Além do mais, tinha horror àquela maquininha com suas brocas fazendo ruídos desagradáveis dentro de minha boca. Instalado numa cadeira de dentista, inclinado para trás e para baixo (olha que tenho problemas de labirinto), confesso que não senti o horror da cadeira do dentista. E tudo isso tem uma explicação: a cirurgiã que me operava, uma moça bonita, simpática, de mãos de fada, depois de fazer a anestesia de praxe, manobrava os instrumentos com a habilidade que Deus lhe dera. Drª Marina Peregrino não parecia operar minha boca, mas massagear minhas gengivas. Aliás, enquanto operava, drª Marina cantava música da MPB, com uma voz suave e tranquilizante, e isso teve na cirurgia um efeito tão positivo quanto o da própria anestesia. Só não dormi porque precisava odececer aos comandos de "fecha a boca, abre a boca, morde lentamente, abre devagar". Quinze dias depois, me submeti a nova cirurgia, e em ambos os casos tive um pós-operatório rápido, sem inchaço, sem dor, tranquilo.

Quando voltei para a 2ª cirurgia, disse na sala de cirurgia uma brincadeira que fez rir quem lá estava. Falei que disse aos amigos que naquele dia estava voltando à "câmara de tortura". Feliz de quem é "torturado" pelas mãos da drª Marina! Na verdade, estava confiante nas mãos habilidosas de drª Marina, e certo de que, no meio da cirurgia, sua voz ao meu pé-de-ouvido seria um lenitivo para aquelas minhas horas como paciente num ato cirúrgico. Drª Marina Peregrino, bonita, sensível, competente, solidária, continue cantando ao ouvido dos seus pacientes na cadeira de cirurgia. Eles se sentem mais seguros assim. Você me fez decidir por um tratamento que eu adiava há décadas. Receba, nesse agradecimento, o testemunho de minha admiração e do meu respeito. E como  costumo sempre terminar minhas mensagens do orkut, permita-me dizer: "Beijos, linda".

domingo, 19 de setembro de 2010

O pensamento do dia

"POLÍTICA É UMA CIÊNCIA DE PROJEÇÕES NEBULOSAS"

OS DESENCONTROS NOS NÚMEROS DAS PESQUISAS TÊM EXPLICAÇÃO

Oa números aparentemente conflitantes de intenções de voto apresentados pelos diversos órgãos que fazem esse tipo de pesquisa podem ser explicados de forma racional. Cada órgão utiliza uma metodologia própria, que difere da metodologia dos demais. Um dos fatores mais importante na consolidação dos dados é o universo dos eleitores pesquisados. Os quadros de pesquisas com reduzido número de pesquisados altera a base do erro percentual para mais ou para menos, concentrando ao extremo um número que não reflete a verdade. Já um universo de grande número de eleitores pesquisados dilui os números proporcionalmente a cada candidato, apresentando um resultado mais exato e diferenciado.
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As pesquisas de intenção de votos do IBOP, bem como do Data-Folha, além de um número reduzido de pesquisados, são viciadas em função dos interesses dos seus contratantes, apresentando variáveis de queda e subida de números percentuais que embora não alterem muito o resultado final, induz o leitor a erro de conclusão. O importante é que a metodologia utilizada não se desvie dos padrões estatísticos, resvavlando para a camuflagem. A marca de uma pesquisa séria revela sobretudo uma tendência. De queda ou de subida.E é essa tendência que formata a expectativa de vitória ou derrota do candidato  pesquisado.
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Assim é que Dilma mantém uma tendência de crescimento, enquanto Serra oscila, mas sempre com tendência de queda. Essa situação, na qual parece que Serra parou de cair, reflete o pequeno universo dos eleitores pesquisados, pouco mais de mil e cem pessoas. Ampliando-se esse universo pesquisado, os números se modificam e a posição de Serra se torna ainda menos confortável.
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Se pegarmos um quadro mais amplo de pesquisados, com equivalente índice de erro estatístico, vericaremos que os números se movem com mais celeridade e apresentam resultados mais positivos.Toemos por exemplo, a pesquisa para governador e senadores realizada pelo Núcleo de Estatística e Processamento de Dados  da Universidade Federal de Pernambuco (NEPD/UFPE). Nesse cenário, Eduardo soma 63,34% das intenções de votos, enquanto Jarbas Vasconcelos amarga rídiculos 16,35% dessas intenções. Já a pesquisa recente do IBOP e do Data-Folha apresenta números relativamente menores.                    
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Nesse mesmo cenario do Núcleo de Estatística e Processamentode Dados para a projeção dos candidatos ao Senado, há uma tremenda discrepância de números em relação aos demais órgãos de pesquisa. E a explicação é a mesma: o universo pesquisado é bem mais amplo, aproximadamente dez vezes maior do que o utilizado pelos demais órgãos, com metodologia própria. Nesse quadro, o candidato Marco Maciel cai 9 pontos percentuais redondos em relação ao seu contendor pela 2ª vaga no senado. Raul Jungmann sobe para 10,5% e os do andar de baixo apresentam índice acima de 1%.
Mantida essa tendência, Armando Monteiro ganha a 2ª vaga com uma vantagem bem significativa.
                                  REMOVENDO A LAMA DA CAMPANHA


              EM DESESPERO, E NA CURVA DESCESSIVA, SERRA BAIXA O NÍVEL

           AS IRREGULARIDADES DE HOJE VÊM SE REPETINDO HA DÉCADAS

O semanário Carta Capital em sua edição do dia 15 do corrente comenta os bastidores da política brasileira nas últimas décadas, e explica o mar de lama que corre por baixa da campanha eleitoral em curso. E mais: revela que a quebra de sigilo fiscal utilizada por José Serra para tentar reverter os números das pesquisas de intenção de voto para a presidência d República não é um fato novo, é um requente de sujeiras semelhantes que vem sendo praticadas desde o governo de FHC. Pior ainda: Os personagens desse novo e nada confortante cenário de denúncias têm muito a ver com os mesmos personagens que enlamearam as campanhas eleitorais desde que Lula ingressou na disputa pela presidência. Ao usar a quebra do sigilo fiscal de sua filha Verônica Allende Serra como uma manobra para prejudicar sua campanha, o candidato de PSDB esconde que essas quebras de sigilo vinham sendo praticadas há tempo pela mesma Verônica Serra. E com um detalhe muito importante: Verônica Serra sempre trabalhou associada a outra Verônica, a Verônica Dantas, mulher do banqueiro Daniel Dantas, dono do banco Oportunnity e autor de uma série de crimes contra o sistema econômico brasileiro.

As acusações contra a Ministra da Casa Civil Erenice guerra não deixam de ser um capítulo lamentável de burla dos procedimentos protocolares do governo federal. É de um certo modo incompreensível que uma funcionária do alto escalão da República não tenha cumprido os trâmites legais antes de assumir o cargo, sem declarar seus bens e informar que tinha parentes trabalhando em funções importantes da gestão. Isso mostra uma falha do governo e do PT no trato da coisa pública. Mas o presidente Lula demitiu a ministra e o órgão corregedor do governo fez uma censura pública à conduta da ex-ministra. Defensores da candidatura Serra afirmam que a censura veio "muito tardia", porque censura se faz a funcionário em exercício; acontece que Erenice Guerra é funcionária de carreira do palácio do Planalto. Mas a oposição quer mais. Quer que a candidata Dilma, que antecedeu Erenice Guerra na Casa Civil vá prestar esclarecimentos sobre o vazamento do sigilo fiscal de José Serra e sua filha aos senadores. É o caso de se perguntar: esses vazamentos de informações confidenciais de contribuintes foram pedidos por quem e a quem beneficiariam? A oposição e o próprio Serra insinuam que tais vazamentos visavam prejudicar sua candidatura. De que forma isso poderia acontecer, se nenhum dado financeiro do candidato foi exposto? A vítima, no caso, seria a própria Dilma acusada de ter dado ordens para que procedimentos incorretos como esse e outros mais fossem feitos.

É curioso notar que o personagem que seria diretamente prejudicado pela violação dos seus dados fiscais, no caso, Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB tenha sido, ele próprio, a primeira pessoa a promover o vazamento das informações que ele obteve da Corregedoria do Governo Federal. E mais curioso ainda é que esse vazamento, que incluiria o nome de Serra, de sua filha e de outras pessoas ligadas ao PSDB tenha sido correlacionado a um chamado esquema São Paulo/Minas Gerais, envolvendo no seu início as demandas do partido de oposição para a escolha do seu candidato à presidência. A postulação era feita por José Serra e Aécio Neves. Aécio, estribado nas pesquisas sobre sua mesa, já previa situação difícil para a sigla e não se arriscaria a deixar o governo de Minas para entrar numa campanha presidencial duvidosa. Optou pelo senado, e saiu do páreo para presidente.

E por falar em esquema, nada mais vergonhoso do que foi feito por Verônica Serra quando ocupava importantes cargos em atividade privada durante o governo de FHC. Ela e a Verônica Dantas, criaram uma empresa chamada Decidir.com e sediaram a mesma na Argentina, de onde se expandiu para o Chile, a Florida e paraísos fiscais do Caribe. Criaram ainda outras empresas em vários outros países. Tanto na decidir.com como em outras empresas, Verônica Serra vendia no exterior a idéia de "investimentos seguros e sem sustos" no Brasil, principalmente em São Paulo, onde Serra era secretário de planejamento do governo paulista. Posteriormente, Verônica atuou de forma mais ostensiva em suas empresas de promoção de investimentos no Brasil, mostrando que o País era um mercado promissor na área de saúde. Claro: seu pai, o Serra, era o ministro da saúde do governo FHC. Principalmente na época de quebra de patentes dos genéricos, o tráfico de influência de Verônica foi mais vigoroso. Por essa época, a Decidir.com deixou expostos no seu site os dados fiscais de 60 milhões de pessoas, brasileiros de todas as tendências, incluindo ai o então presidente Fernando Henrique Cardoso. Esse vazamento de sigilo fiscal propiciado por Verônica, gravado em CD, era vendido por camelôs no mercado livre da zona da 25 de março/estação da Luz, centro de São Paulo.

Vem agora a parte mais escabrosa da história. Para prejudicar a candidatura de Lula à presidência da República, numa de suas investidas para isso. Inventou-se um chamado Dossiê Caimã, segundo o qual pessoas ligadas ao PSDB estariam abrindo contas secretas no exterior para depósito de dinheiro supostamente desviado de órgãos públicos. E a autoria desse dossiê foi atribuída ao PT "num propósito deliberado de prejudicar o candidato do partido concorrente". O documento "forjado" pelo PT, era na verdade parte de um livro escrito pelo jornalista Amaury Junior a ser lançado em 2011. Essa aparição de Amaury Junior serviu para esclarecer muita coisa que se propalou na época e ainda se fala hoje. Quem, a essa altura dos acontecimentos, pode afirmar que o atual caso de vazamento do sigilo fiscal não tenha relação com os mesmos delitos do grupo da Decidir.com? Serra afirmou em entrevista que esse vazamento de dados sigilosos era trabalho de "quadrilha", o que despolitizaria o fato. Mas agora, na curva acentuadamente declinante apontando sua inevitável derrota nas eleições de 3 de outubro próximo, Serra requenta o caso da violação do sigilo fiscal atribuído à funcionária Adeilda Ferreira da Receita Federal em Mauá, SP, e coloca como vítima sua filha Verônica e depois seu esposo. Mas, toda essa manobra tem como objetivo induzir a sociedade brasileira a acreditar que a maior vítima é ele próprio, Serra. Só não diz que esses vazamentos ocorreram entre março e outubro do ano passado, quando Dilma ainda não era candidata. E ele, Serra, já brigava com Aécio Neves por sua indicação como candidato. Uma pergunta: Como a Decidir.com teve acesso à informações sigilosa sem ser empresa de recuperação de crédito? Supõe-se que as atividades de Verônica Serra teriam o aval de FHC, que deveria ter determinado um procedimento de investigação, e nada disso fez. Ao contrário, FHC tentou silenciar o procurador da Justiça federal Francisco Assis Pereira, que começou a cobrar providências para os delitos praticados contra a base de dados da República.

Não é preciso citar aqui outros nomes de pessoas e autoridades que tiveram seu sigilo violado por funcionários da Receita Federal. O fato mostra que há a necessidade de um controle mais rigoroso do acesso às informações sigilosas. Mas também se adverte para a necessidade de maior responsabilidade do governo no trato da coisa pública. Diferente de FHC, Lula mandou apurar as violações, demitiu a chefe da casa civil e colocou a polícia federal nas investigações. Nunca é demais afirmar: Verônica Serra e Verônica Dantas fizeram ( ou fazem?) parte de uma quadrilha que agia com fins econômicos, políticos e eleitorais, em proveito próprio ou de terceiros. Elas foram processadas por vários delitos dessa natureza, mas o procurador-geral da República Geraldo Brindeiro, também conhecido como o engavetador-geral da República nunca deu andamento a esses processos. O caso ainda recente da operação Satiagraha expôs os crimes praticados por Daniel Dantas, que passou poucos dias na cadeia beneficiado por medida liberatória proferido pelo presidente do STF, Gilmar mandes. E as duas Verônicas foram indiciadas pela polícia federal em 2008, e respondem a processo por crimes de lavagem de dinheiro,evasão de divisas, sonegação fiscal,formação de quadrilha, gestão fraudulenta de instituição financeira e empréstimo vedado. É essa figura notável que Serra coloca como coitadinha, vítima de armação de petistas. O site da Decidir.com, criado em Miami por Verônica Serra, divulgava um aviso bastante curioso" Encontre em nossas bases de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado". Era um verdadeiro balcão de negócios facilitados nos Estados Unidos dirigido por Verônica Serra, cujo pai era então ministro da saúde, uma pasta recheada de um enorme potencial licitatório. E a filha de Serra trabalhava em parceria com Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas com poder de fogo por participar das privatizações realizadas no governo FHC. Repita-se: um balcão de negócios que rendeu muito dinheiro a essa gente que agora se apresenta como vítima de sujeiradas do governo atual. Esses velhos personagens, fisgados em maracutaias pela polícia federal e respondendo a processos na justiça, voltam à cena política brasileira, tentando enlamear a campanha eleitoral em andamento. A Rede Globo de Televisão e o SBT, como já foi dito aqui no blog, beneficiam a campanha do tucano, dão destaques ao que interessa ao candidato do PSDB e omitem a origem e a natureza dos fatos que estão sendo apurados pelo governo.O ADTV divulga esses fatos e informa que um grupo de cidadãos pertencentes a um "Movimento dos sem mídia" entrou na justiça com uma queixa contra o favorecimento do candidato tucano por essas redes de televisão. A sociedade brasileira, aos poucos, vai despertando para a necessidade de renovação dos quadros políticos e reformas políticas, eleitorais e aperfeiçoamento das instituições públicas. Renovar, é a palavra de ordem.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

NA EDIÇÃO DESTE DOMINGO O BLOG ESTARÁ FAZENDO SENSACIONAL REVELAÇÃO SOBRE A VERDADEIRA HISTÓRIA DO VASAMENTO DO SIGILO FISCAL UTILIZADO POR JOSÉ SERRA PARA TENTAR INVERTER SUA QUEDA NAS PESQUISAS DE INTENÇÕES DE VOTOS. VOCÊ VAI CONHECER QUEM É REALMENTE A FILHA DE JOSÉ SERRA E AS SACANAGENS EM QUE ELA JÁ ANDOU ENVOLVIDA ( E AINDA ESTÁ ENVOLVIDA) DESDE O GOVERNO FHC, QUANDO SERRA ERA MINISTRO DA SA[UDE.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

                                                  A FILHA DO CORONEL


                                                          Emílio J. Moura



Letícia aparecia de vez enquanto no engenho. Moça de belo perfil físico, tinha uma origem algo nebulosa. Sempre trajando roupas finas, de modos delicados e impressionando com sua linguagem esmerada as meninas do lugar. O velho engenho de cana, com um rico plantel bovino, mais parecia uma fazenda aos olhos de quem passava pela esburacada estrada de barro lá na frente. O dono do engenho era tio de Letícia, e demonstrava prazer em a moça ir passar as férias em sua casa. Algumas vezes, no final do ano, Letícia não aparecia no engenho. Segundo o capitão Tancredo, a moça, nessas ocasiões, iria para a fazenda Boa Esperança, no agreste de Alagoas. O fazendeiro, Coronel Virgílio, era um desses homens sagazes, astutos. Chefe político do município, dono das principais lojas do centro da cidade e principal fornecedor de gado de abate para toda aquela redondeza, o coronel tinha lá seus apetites estranhos. Gostava de caçar, junto com outros fazendeiros e senhores de engenho – todos seus subordinados políticos -, e em sua mesa farta não faltavam carnes de pacas, veados, porcos-do-mato e até jacaré. Mas sua principal excentricidade estava na sua estirpe violenta. Sem qualquer pudor, o coronel mandava matar quem se atrevesse a ostensivamente contrariá-lo politicamente nos seus domínios eleitorais. Economicamente, não havia naquele município, nem num raio que incluía cinco ou seis outras cidades, qualquer pessoa que pudesse concorrer com ele.

Difícil naquela época encontrar um desses latifundiários que não tivesse um ou mais filhos fora do casamento. Como viviam em permanente movimentação, se deslocando a grandes distâncias para negociar bois ou outros produtos de suas fazendas, não lhes faltavam motivos para justificar suas escapadelas amorosas. Essa era uma cultura arraigada na sociedade nordestina dos anos trinta do Século XX. Não que o costume tenha desaparecido nos dias atuais, mas arrefeceu e só é detectado em situações localizadas.

Pedro do Linho, mascate famoso por toda aquela área do semi-árido pernambucano, apareceu um dia na fazenda no coronel. Já foi um atrevimento ir lá nos domínios do coronel vender alguma coisa. Exibindo luxuosos tapetes estendidos sobre o dorso do cavalo, Pedro do Linho atraiu a curiosidade de dona Genoveva; quando o coronel chegou para o almoço, já estranhando aquele quarteto de cavalos carregando mercadorias que ele vendia em suas lojas da cidade postados em frente de sua casa, foi entrando enfezado. Mas a mulher o acalmou com um simples olhar. A coisa poderia tomar um rumo diferente, quando Pedro do Linho, explanado para o fazendeiro suas andanças por terras sem fim indagou da fina senhora sobre sua filha. Filha? Que filha? Não tenho filhos!, exclamou a nobre senhora. Um olhar do coronel sobre o mascate o fez entender a situação, e ele que conhecia a fama do coronel tentou primeiro salvar a própria pele e depois dissipar qualquer dúvida a respeito de filhos do casal anfitrião. –Ah! Doideira minha, quem tem uma filha é o coronel da fazenda Angico, lá nos cafundós de Pernambuco. E querendo ser gentil: -Desculpe, digníssima senhora, o transtorno que eu trouxe aqui. O coronel não disse nada, mas sorria entre os dentes, feliz pela saída inteligente do mascate. E quando este já ia longe, em vez da costumeira emboscada e limpeza de arquivo, o vendedor itinerante recebia a visita do coronel, agradecendo-lhe o manejo daquela situação inusitada na casa grande. Entregou um envelope com dinheiro para ser levado à sua filha e pagou por uns tecidos finos que o mascate entregaria a moça quando chegasse à cidade onde ela estudava. E foi ai que ele ficou sabendo que quando Letícia não ia passar férias no engenho do capitão Tancredo, estava em sua companhia nas cidades históricas da Bahia. Naturalmente, acompanhados de Anita, uma marchand de Salvador, mãe da garota.

06.01.2010

O pensamento do dia

"A  DEMOCRACIA  É UM SISTEMA FALHO, MAS ATÉ AGORA NÃO NOS APRESENTARAM NADA MELHOR"
                                                        - Winston Churchill, 1º minitro inglês durante a  2ª guerra mundial.

MOBILIZAÇÃO COMUNITÁRIA NAS URs DO IBURA

Grupos de jovens residentes nas comunidades das URs 11, 06, Parque Recreio e adjacências se mobilizam para eleger nas proximas eleições municipais um vereador radicado na área agrangida pelas vilas. Muitos são estudantes universitários (direito, história, psicologia, pedagogia, geografia, etc.). O movimento que vem atraindo a atenção de muita gente pretende fazer um trabalho casa a casa, pessoa a pessoa, é suprapartidário. Só depois que o grupo, em discussões democráticas internas, escolher um candidato, que deverá ser apoiado por todos os que assinarem o manifesto em preparação para ser divulgado depois das eleições, verificada a musculatura política do grupo, é que se definirá por uma legenda partidária, escolhida pelo grupo. Não será aceita a interferência de partidos políticos na fase de preparação e discussão. O grupo é  independente, e pretender arregimentar os cidadãos dessas comunidades. Mapear os problema dessas comunidades, estudar as alternativas de solução dos mesmo, ouvir técnicos e especialistas em palestras que estão sendo programadas, esse será o caminho a percorrer por uma mobilização ampla das pessoas residentes nas áreas do núcleo e entorno das vilas. Os líderes estão dispostos a exercitar uma maneira nova de fazer política e de levar a democracia a ser enxergada pela óptica social.
Jarbas Vasconcelos perdeu mais três oprotunidades de ficar calado e não sair por ai a dizer loas sobre seus governos. Seus programas de rádio deverão perder alguns minutos para direito de resposta ao oposicionita de sua candidatura.
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No dia 20, Jarbas trará Serra para fazer campanha em Jaboatão dos Guararapes, reduto do PSDB governado por Elias Campos. É de se espera que Jarbas não reivindique  a paternidade do sisterma viária que o governo do Estado implanta em Prazeres, Jordão e outras localidades. Mas, como Jarbas, raivoso como anda, já não pensa o que diz, é possível que queira ser o "pai" daquele vultoso empreendimento que vai melhorar a vida de motoristas, pedestres e empresas que usam aquele trajeto.
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Raul Jungmann, quem diria, amarga a laterna na caminhada a uma vaga no senado. Já Marco Maciel dança e balança nas pesquisas. Tá a ponto de perder para Armando Monteiro a corrida ao senado. É que o "partido decente" do qual Jungmann faz parte não é tão decente assim.
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O prefeito Elias Gomes, talvez a única voz com altivez do PSDB em Pernambuco, tá tentando mudar a face de Jaboatão dos Guararapes. Mas é preciso que os verdadeiros amigos de Elias o advirtam dos equívocos em que sua administração vem incorrendo. Seus assessores, muito cheios de si, parece que querem mandar mais do que o prefeito. Desagradam, e isso repate na avaliação do honrado edil. A secretária de mobilização, Conceição, bem que poderia dá uma ajudazinha ao prefeito, chegando mais próximo possível das lideranças comunitárias e ouvir as queixas que elas têm de muitos dos assessores municipais.

O DEBATE NA REDE TV E AS SUJEIRAS DA FAMÍLIA SERRA

 A propósito da onda de denúncias  de quebra de sigilo fisca de pessoas ligadas ao PSDB, principalmente ao candidato José Serra, que vem ocupando grandes espaços do noticiário da imprensa, capitaneada pela Rede Globo de Televisão, o blog chama a atenção de quem o acessa para o que diz a revista Carta Capital desta semana. A filha de José Serra, colocada pelo pai como a coitadinha, vítima nesse episódio, é useira e vezeira de incursões ilícitas na área de quebra de sigilo e responsável pelo vazamento de informações confidenciais que ela acessa ilegalmente. Nos próximos dias, estaremos detalhando aqui a ação contumaz  de Verônica Serra e seu marido nesse trabalho sujo de fazer as coisas e buscar colocar a culpa em outras pessoas, principalmente gente ligada à candidatos que sejam adversários do seu pai. E o Serra, cinicamente, explora o fato do vazamento do sigilo com fins eleitorais, sem ter a ombridade de dizer que esses vazamentos ocorreram em anos anteriores. Por falar em Serra, o candidato do PSDB, DEM e companhia se transformou naquele "músico" de uma nota só. Sem propostas, sem explicar porque seu governo é privativista (veja o caso das estradas privativadas de São Paulo) e mentindo com relação às ações de saúde que pretendewria implantar no País caso fosse eleito (as emergêngias estaduais de São Paulo são um caos  ),  Serra se apega ao caso do vasamento de sigilo fiscal ocorrido no ano passado para desqualificar a sua opositora Dilma Rousseff. Observem o semblante abatido de José Serra, sem dúvida fruto de muitas noites insones diante do quadro das pesquiosas de intenções de voto em sua mesa de trabalho e maquinando as inverdades que deverá dizer no dia seguinte em seus programas eleitorais. E principalmente, omitindo a ação criminosa de sua filha Verônica Serra e sua trupe, useira e veseira de tais expedientes. Foi notório o comentário do analista de pesquisas da Folha de São Paulo após o debate do mingo na RedeTV com o patrocínio do citado Jornal. Ele citou o candidato do PV, Plínio de Arruda Sampaio como o rande perdedor; elogiou Marina Silva, pela qualidade de suas respostas; afirmou categoricamente que Dilma "Com certeza assegurou mais votos" e não citou Serra, para não ter que afirmar ter sido ele o grande perdedor por não apresentar propostas e se ater a repetir o requentado caso da quebra do sigilo fiscal. Essa conduta do ananlista tem suas explicações: tanto a RedeTV quanto a Folha de São Paulo são ligadas ao esquema político do governo paulista e a elementos do PSDB.

domingo, 12 de setembro de 2010

O pensamento do dia

 " FAZER  POLÍTICA É A ARTE DE ENGOLIR SAPOS"
                                                        -Agamenon Magalhães, citado por Aldemar Paiva,
                                     O P P S   PÓS-DECENTE  DE ROBERTO FREIRE


O Partido Progressista Popular (PPS) de algum tempo para cá adotou o lema de "partido decente". E seus integrantes se apresentam como de mãos limpas, fichas limpas. Mas, será mesmo? Já foi Partido Comunista Brasileiro. Com a implosão da União Soviética, o PCB de Roberto Freire renegou o socialismo e passou a defender posições mais liberais. Trocou de nome e de parceiros. Aliou-se ao que há de mais retrógrado na política brasileira. Renegou seu passado de lutas, quando Roberto Freire discursava com ardor da tribuna da câmara, depois do senado, defendendo o capital nacional, os trabalhadores, os recursos naturais do País e pugnando por uma política independente, com uma diplomacia atuante e corajosa.

Hoje, o PPS assina em baixo tudo o que os grupos entreguistas, reacionários e que torcem o nariz para os trabalhadores planejam ou fazem. O PPS forma frente com o PSDB, o DEM ( cuja prática quando estão no poder todos os brasileiros conhecem) O PPS já contou em suas fileiras, por um tempo limitado é verdade, o deputado federal cearense Ciro Gomes, um exímio discípulo de Oxford. Milita lá também Raul Jungmann, ex-ministro de FHC e oriundo de família proprietária de terras no Nordeste.Quando ministro teve suas atividades investigadas pelo Ministério Público e Tribunal de Contas e foi citado por uma CPI. Foi absolvido por um colegiado nomeado por FHC, portanto suspeito para julgar um ministro que o País inteiro sabe ser corrupto. Onde está a decência dessa gente?

Finalmente, Roberto Freire, dono da sigla, transferiu seu domicílio eleitoral para São Paulo. Advogado, não se sabe o que ele faz para viver, já que está sem mandato. Renegou o Estado que o elegeu várias vezes deputado federal e senador. Quando vem aqui é para engrossar as ações políticas de Jarbas Vasconcelos ou Raul Jungmann. E ambos encorregam ladeira abaixo empurrados pela vontade popular. Escorregar que Roberto Freire já experimenta sob o ponto de vista moral. Os grupos que cerravam fileiras pregando a defesa do mandado de Freire hoje querem vê-lo pelas costas.No Recife, hoje, Roberto Freire, que já postulou a prefeitura, o governo do Estado e até a presidência da República, não se elegeria nem vereador. Assim, depois de comunista e pós-socialistas, o PPS passou a ser adesista ou pós-decente.
                                                  A POLÍTICA DO DESESPERO


José Serra finalmente mostrou sua verdadeira face. Em entrevista a um jornal do Sudeste, mudando a tática de campanha, atacou o presidente Lula e fez uma afirmação no mínimo curiosa. Disse que Dilma é tão incompetente que se for eleita presidente, nas eleição seguinte Lula "não conseguirá se eleger nem deputado federal". Não é mesmo curioso?

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Todo dia se descobre novo personagem do "drama" da queda do sigilo fiscal no qual Serra quer fazer de sua filha Verônica a grande vítima para auferir dividendos eleitorais. Agora é o marido de Verônica que também teve seu sigilo violado. Só não se diz à população que o tipo de negócios do marido de Verônica implica em frequentes pedidos de certidões cadastrais. Depois, ninguém vai se lembrar de ter pedido a certidão. Também foi há mais de um ano!.

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Os candidatos ditos alternativos ao governo do Estado não têm chance mesmo de melhorar nas pesquisas. Adotam uma estratégia equivocada. É que em vez de se concentrarem no debate dos seus programas de governo - aliás, cada um mais irreal do que o outro - centram fogo no candidato a reeleição Eduardo Campos. Poupam Jarbas de suas críticas. A atuação desses candidatos se limita a pequenas aparições em público e a sucessivas reuniões com assessores. O que é mesmo que eles discutem nessas reuniões?

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Jarbas ganhou um minuto e meio do tempo de Eduardo Campos no Guia Eleitoral dessa 5ª-feira. É que o governador teria dito em seu Guia que "tirou do papel a Refinaria Abreu e Lima". A Justiça eleitoral entendeu que Jarbas tinha razão quando afirmou que foi ele quem "lançou a pedra fundamental" da refinaria. Talvez até que tenha sido. Só não se sabe onde a pedra caiu.

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Depois de dizer que o governo de Eduardo Campos era "virtual", Jarbas partiu para outra tática. Sua trupe quer agora passar a idéia de que o Pacto pela Vida de Eduardo Campos não
teve nenhum efeito prático no controle da violência no Estado.. E mostra cenas dominantes do cenário policial da Cidade e do Estado querendo fazer acreditar que a violência aumentou, em vez de cair. E por falar em virtual, pergunta-se onde estão as 100 mil casas que Marco Maciel construiu em Pernambuco. E quando.
                                                 AS CACHORRADAS DE DONA DIKA


                                                                   Emílio J. Moura




Dona Mora chegou correndo à sala de sua casa. Leocádio lia sossegado seu jornal de domingo. A mulher estava pálida, suando frio, soprando feito papa-vento. Indagada pelo marido, ela apenas respondeu:

-As cachorradas de dona Dika!

Vidinha sem graça aquela na parte alta da vila onde morava o casal mais respeitado dali. Também pudera! Dona Mora gostava de um rala-bucho, o que era reprovado por seu Leocádio. O velho – na verdade, um homem de meia idade – gostava mesmo era de uma pelada. Mas a esposa o proibia de sair de casa nas manhãs domingueiras. Esse era um dia exclusivo para o convívio em família. Só que a mulher não pára em casa. Trocando receitas com as vizinhas, dona Dika mal tinha tempo de preparar a feijoada que caia bem no gosto do marido. Os filhos se mandavam para a praia logo cedo, embora voltassem para casa na hora da xepa, sempre lá para uma hora da tarde dos domingos. Marquinhos,18 anos, era o terror das garotas do bairro. Todas, e cada uma, desejavam o cara. Mas o moço era sacana demais para uma moça decente permitir sua aproximação. E ele ia se virando com as meninas de outros lugares, até que estas chegassem a conhecer quem ele era de verdade. Já Míria – Miloca, na intimidade – era mais pacata. Só um pouco. Aos 21 anos, namoradeira estava ali. Fingindo ser uma moça pudica, Miloca não ficava atrás das diabruras de Marquinho. Ao seu modo, metia medo aos rapazes com quem namorava, depois de algum tempo de relacionamento Que será que ela fazia! Mas deixemos a garotada prá lá.

Seu Leocádio, sentado em sua espreguiçadeira, sozinho lá num canto de sala da casa, não tinha outra opção. Lia o jornal como se degustasse um bom prato. De vez em quando tomava uma caninha, para espantar o sono. E nessa pisada acabava ingerindo um tubo inteiro de pinga toda manhã de domingo. À tarde iria ao futebol na liga. Iria! A pinga lhe subira ao quengo, e ele acabava adormecendo depois da feijoada, dormindo ali mesmo na espreguiçadeira, embora a algazarra do casal de filhos contando aos amigos reunidos na sala suas peripécias amorosas na praia. Ferreiro, e dos bons seu Leocádio era um homem comportado. Na oficina que mantinha em rua movimentada da cidade, fazia ouvido de mercador para as indiretas ditas por seus trabalhares a respeito dos seus filhos. Principalmente, a Miloca. Naquele domingo, 7 de setembro, o bairro ficara vazio. Foi todo mundo à praia; ou à parada militar. Quase todo mundo. Dona Mora e o marido, dona Dika e seu esposo seu Dega da mercearia pareciam os únicos presentes no bairro. Pensando que o barraqueiro fechara o estabelecimento e fora também à praia, dona Dika tratou de ir comprar cerveja para o marido, já de quengo cheio da suada que vinha tomando desde cedo. Exatamente quando dona Mora foi conversar com a vizinha. Como de costume, entrou pela porta dos fundos, passou pelo oitão esquerdo onde dona Dika mantinha meio presos os cachorros que criava. Ao entrar, teve sua atenção voltada para o papagaio que dizia o de sempre: muitos cachorros, cachorradas. E sem perceber, esbarrou de frente com seu Deda, que sob os efeitos dos quequéus a agarrou pela cintura, Quando já ia beijando o pescoço da amiga de sua esposa, dona Mora escapa dos seus braços e corre para casa. Passou correndo pelo corredor perto da casa dos cachorros que começaram a latir. Entrou em casa feito uma bala, e pôs-se ao lado de Leocádio, que percebeu aquela danação da mulher.



02.05.2009

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O Pensamento do dia

    'A INDEPENDÊNCIA DE UM PAÍS  SÓ TEM VALOR QUANDO ESSE PAÍS ASSUME SUA GESTÃO SEM INTERFERÊNCIAS EXTERNAS DE QUALQUER NATUREZA"
                                                           TAPETÃO


Sem propostas para enfrentar os graves problemas que travam o desenvolvimento econômico e social do nosso País, e escorregando ladeira abaixo nas preferências da população captadas pelas pesquisas de intenções de votos que a cada semana mostram essa tendência, as oposições buscam agora o velho e suado recurso do tapetão. Isto é, querem ganhar as eleições de qualquer jeito, mesmo que esse jeito não se enquadre naquela atitude ética que os arautos da oposição tanto trombeteiam, mas esquecem de exercê-las quando estão no poder. José Serra não fala de outra coisa que não seja o vazamento do sigilo fiscal de sua filha, como se sua filha fosse a única que teve o sigilo violado. E agora deu para aparecer sempre junto de sua filha, que pretende transforma em garota-propaganda. O cinismo dessa gente não tem limites. Toda a população sabe das armadilhas que essa gente preparou para prejudicar Lula em suas postulações para chegar à presidência de República.E se esconde da população que esses vazamentos não são coisas recentes. Ocorrem a partir de março de 2009, e entre as pessoas que tiveram seu sigilo violado estão pessoas de todos os partidos e algumas que nem pertencem a partidos. Afinal, esses políticos da oposição são raposas astutas e sem nenhum escrúpulo para conseguirem seus objetivos. Deixam de lado a discussão dos problemas nacionais que deveriam ser discutidos em campanhas para informação dos eleitores, passam o tempo todo a bater numa tecla desgastada, tema requentado. A grande imprensa, à frente a Rede Globo de Televisão, esquece o salutar debate dos problemas que devem ser enfrentados pelo próximo governo, e dá espaço para esse tipo de política que infelizmente não contribui para melhorar o País. Mas eles sabem como fazer sujeiras e pôr a culpa em outras pessoas; não falam se as funcionárias que descumpriram com seus deveres de auditores fiscais têm envolvimento com partido, e qual partido. Não dizem que esse vazamento, em sua origem em 2009, foi uma manobra do PSDB paulista em Minas Gerais para influir na decisão de Aécio Neves e turbinar sua candidatura, como denunciou Elio Gaspari na sua coluna do último domingo. E não se fala nos 51 bilhões retirados dos cofres públicos, quer dizer; do bolso do contribuinte, para salvar bancos falidos como os de Salvatori Cacciola e Daniel Dantas, entre outros criminosos beneficiados pelo governo FHC do qual José Serra era ministro. E foi o grupo de José Serra quando estava no poder que renegociou as dívidas dos usineiros, utilizando os recursos oriundos do tesouro, dívidas, aliás, que nunca são pagas. Usineiros e banqueiros, bem como outros agentes do capitalismo brasileiro que espolia a nação e dilapidam os cofres públicos, em detrimento de melhores condições sociais para a nação. Gente, tapetão não é tapete voador das estórias cinematográficas, nem inverte a tendência natural dos fatos. O Brasil tá buscando seus rumos. E não quer retroagir aos interesses de grupos políticos que o infelicitaram durante tantas décadas.
                                                            M I M O


A Mostra Internacional de Música de Olinda (MIMO) que termina nesta 3ª-feira, reeditou com enorme sucesso este ano a grandeza do movimento artístico de outros anos. Música clássica da melhor qualidade, interpretada por grupos orfeônicos de várias instituições e orquestras sinfônicas locais, de outros estados e até de países outros, regidas por maestros consagrados internacionalmente, encheram de sons suavizantes os templos e as praças centenárias de Olinda. Este ano, o festival internacional ultrapassou as fronteiras da Marins dos Caetés, chegando ao Recife e se fazendo presente em João Pessoa. Um público diversificado e aficionado da boa música, fez fila para conseguir um lugar onde pudesse assistir de graça e com mais conforto a exibição das orquestras.

Este ano, a MIMO contou com o suporte do cinema que exibiu filmes musicais, ampliando as oportunidade de o público em maior número poder assistir boas produções e músicas seletas. Ao lado de outros festivais que ali se realizam, Olinda, berço de grandes talentos, reafirma sua condição de liderança nacional no cultivo das artes, da cultura e da música. A importância do MIMO não é só para Olinda e Pernambuco, mas para todo o Brasil, pois torna a Cidade Monumento Cultural da Humanidade cada vez mais conhecida no mundo inteiro, atraindo para suas ladeiras embelezadas por casas de arquitetura colonial um público de referência nacional e internacional.
                                                O DIA DA PÁTRIA


Milhares de pessoas de todas as classes acorreram ao centro do Recife para assistirem aos desfiles militares, estudantis e de trabalhadores em homenagem ao Dia da Independência do Brasil. O centro das comemorações nacionais, naturalmente, foi Brasília, capital da República. Ali foram exibidos maiores contingentes das forças armadas, e se apresentaram também colégios exibindo suas bandas marciais, os pracinhas e grupos outros.

Como nos anos anteriores, as comemorações do Dia da Independência vêm sendo coadjuvadas por atividades civis e exibição de grupos de defesa dos direitos humanos, principalmente o denominado Grito dos Excluídos que protesta contra a opressão sofrida pela maioria da população e reivindica solução para problemas como a falta de habitação condigna para os trabalhadores, uma maior democratização do ensino, com a ofertas de mais vagas nas escolas de todos os níveis e melhoria da qualidade da educação ministrada no País, transporte de melhor qualidade e atenções à saúde aproveitados os progressos da tecnologia, como o diagnóstico por imagem, o aperfeiçoamento da medicina, da cirurgia, da nutrição e o aparelhamento dos hospitais do País. O Grito dos Excluídos também protesta contra a violência que parece não ter fim. Grupos alternativos aproveitam a oportunidade para também se manifestarem.

Pena que não se tenha muito o que comemorar neste dia. Os índices de desenvolvimento humano do País ainda são muito baixos em comparação com nações bem menos expressivas do que o Brasil. Ainda temos parte da população excluída dos benefícios de uma nação que cresceu economicamente e se projetou no cenário internacional nos últimos anos. Os brasileiros, entretanto, trabalham para que um dia possam comemorar esse dia batendo no peito com orgulho.

domingo, 5 de setembro de 2010

             MODERNIDADE, SIM; DEPRAVAÇÃO DOS COSTUMES, NÃO


Não esperava que tanta gente acessasse meu blog. Fiquei surpreso com as reações de alguns frequentadores do blog ao artigo intitulado Mundo pós-moderno; que sacanagem, postado no blog do dia 19 de agosto. A profª de história Luiza Lucena questiona minha posição diante da sociedade atual, "lembrando-me" que "o progresso social é permanente e irreversível" e lamenta que o autor não reconheça os progressos registrados e negue os valores conquistados pela sociedade atual". Marcos Acyole da Cunha, também professor de história, critica o que chama de "saudosista, conservador empedernido, idéias retrógradas", e insinua que o autor "gostaria que a sociedade regredisse aos costumes do século 19, quando os senhores de engenho matavam os pobres negros escravos e os enterravam na beira do rio". Outros, menos contundentes, também externaram suas opiniões a respeito do citado artigo, sempre contrárias às minhas posições ali expostas.

Agradeço a todos que acessaram o blog. Mas cabe aqui alguns reparos.Não desconheço os progressos registrados nessas últimas décadas nem nego a existência dessa nova sociedade. Também não sou retrógrado, saudosista nem conservador empedernido. Muito menos, almejo que se retorne aos costumes do século 19. Menino do campo, filho de administrador de engenho, fui testemunha ocular de ações bárbaras praticadas por senhores de engenhos e usineiros que exploravam o trabalhador, tratando-os como escravos; sei das torturas e mortes de trabalhadores do campo, que eram enterrados em meio ao canavial ou nas margens do rio.E isso entre os anos 30/40 do século passado, muitas décadas depois do fim da escravidão. Conheci a sujeição do ser humano ao patrão desalmado e perverso, prendendo o trabalhador ao barracão do engenho; quando terminava a semana, o miserável estava pendurado na caderneta do barracão, sem saldo para receber, necessitando de um "vale" fornecido pelo administrador para poder comprar produtos que não satisfaziam suas necessidades mínimas em termos de nutrição. Só levava pra casa farinha, café, sal e querosene.No máximo, um quilo de bolacha. Para alimentar a família sempre numerosa, que se virasse pescando à noite no rio em meio à escuridão. E precisava ter sorte, pois nessa fase a calda das usinas já tinha feito estragos na fauna do rio.

Oponho-me, isto sim, à degradação dos costumes sociais, à favelização do trabalhador que deixou o campo em busca de melhores dias nas cidades; às drogas, leves e pesadas, que destroem a vida de milhares de jovens e adultos escravizados ao vício que sustenta "empresários" malvados; aos desregramentos sexuais que levam à prostituição adolescentes, jovens e até crianças. Não aceito um sistema educacional sem compromisso com a ética, que gera promiscuidade e zomba dos valores morais indispensáveis à formação do caráter do aluno. Rechaço a permissividade ou essa falsa liberdade do tudo pode. Sou a favor da família, como célula- mater da sociedade; família estruturada na estabilidade moral e emocional do casal com seus reflexos positivos na educação dos filhos. Louvo o progresso da ciência e da tecnologia; sei que sem ele a vida das pessoas seria bem mais curta e muito mais sofrida. A informática, como ferramenta do desenvolvimento, retira o ser humano da verticalização do conhecimento e o insere na horizontalidade do saber, abrindo oportunidades para muitos. A medicina, a cirurgia e a nutrição estariam ainda empobrecidas se não fosse o concurso, a ajuda da tecnologia.

Finalmente, esse mundo pós- tudo, por não aceitar mecanismos de orientação ou controle social, é responsável por situações vexatórias como as que produziram os desregramentos que levaram à morte as adolescentes Maria Eduarda E Tarsila Gusmão e tantas outras jovens e crianças que diariamente são assassinadas neste e em outros países.

Obs.: O blog continua aberto às discussões. Infelizmente, não posso fornecer números de telefone fixo nem de celulares. O link do blog é suficiente para abordagem dos frequentadores às matérias aqui postadas.

O pensamento do dia

 O MUNDO SERÁ MELHOR QUANDO AS PESSOAS ENTENDEREM QUE PERTENCEM A UMA SÓ RAÇA
                                                                
EVOCAÇÃO


Emílio J. Moura

( Á memória de Lívia Vergueiro)





Vejo-te, longos anos decorridos...

Nitidamente qual te via outrora

Eras carinho, tormento, eras aurora

Eras odores embalando-me os sentidos...



Vejo-te, longos anos decorridos...

Nunca foste tão minha quanto o és agora

Saudade que me compunge hora por hora,

Minuto e minuto, dos por mim vividos.



Hoje és morta, entanto como te vejo:

Os teus lábios nos meus pousando, lentos...

Como sinto o perfume de teus beijos!



Viva- eras a vida que pra mim sorria,

Morta- és memória eterna dos meus pensamentos,

Doce lembrança que me acaricia.



(Primavera de 1957)
                           REQUENTARAM OS VAZAMENTOS FISCAIS


O desespero toma conta das oposições. No País e, em particular, em Pernambuco. Velhos caciques da política pernambucana estão sendo removidos para a lixeira da história, onde ficarão arquivados. Antigos coronéis da cena política local que arrotavam poderes e pisoteavam seus subordinados trabalhadores estão tendo baixa das fileiras das elites políticas imposta pelo voto popular. Como era de se esperar, nem todos (quase nenhum) se conforma com essa situação. E tenta revertê-la de qualquer modo, inclusive sem modo nenhum. Depois dos vários escândalos personificados por políticos de todos os partidos, eis que surge agora, requentada, a questão da quebra do sigilo fiscal de pessoas ligadas ao candidato da oposição José Serra. Requentada e imprópria para ser utilizada eleitoralmente agora. Porque esse episódio teria ocorrido em fins do ano passado, e perpetrado por tucanos paulistas em Minas Gerais para influir na candidatura de Aécio Neves. Elio Gaspari, em sua coluna deste domingo no Jornal do Comércio, aborda a questão.

O que se sabe é que milhares de pessoas tiveram sua privacidade fiscal violada ao longo dos últimos anos. DVDs com detalhes dos registros financeiros de pessoas endinheiradas e de todas as tendências políticas, eram vendidos em feiras e ruas do comércio de São Paulo. O registro desses vazamentos foi feito pela imprensa, mas ninguém deu a eles a importância que se dá hoje. A Receita Federal é um órgão da instituição republicana; está acima de governos e de partidos. E deve ter um controle mais rígido do que esse que ai está e que é tido como seguro, de padrão idêntico aos dos órgãos internacionais congêneres. O que a sociedade brasileira já não engole é o uso político-eleitoral de episódios não bem explicados, de manipulações de informações que as raposas que hoje reclamam são craques em executar. É ridículo ver-se políticos como Álvaro Dias, que protagonizou não faz tempo cenas das mais lamentáveis quando tentava eleger-se governador do seu Estado "indignado com o que ocorre hoje". As pesquisas de intenções de voto apontam para a definição do quadro eleitoral, e isso tá deixando a oposição de cabelos em pé. Bem ou mal, a população tá aprendendo a escolher seus dirigentes. E eleições se decidem nas urnas, não no tapetão, para onde as oposições querem levar a decisão.
                                                                  TÓPICOS


Os irmãos kombeiros Marcelo e Valfrido Lira foram absolvidos da acusação de terem assassinado as adolescentes Maria Eduarda e Tarsila Gusmão, ambas de 16 anos de idade. O longo júri popular que durou cinco dias foi tumultuado, com lances às vezes cômicos, outras vezes trágicos. O processo originado no inquérito realizado pela polícia civil e depois repetido pela polícia federal é apontado por operadores do direito como uma peça falha.Essas falhas possibilitaram à defesa dos réus provarem sua inocência.

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Segundo o promotor Ricardo Lapenda, a presença de possível parente dos réus no corpo de jurados torna o julgamento nulo. E se as diligências a serem efetuadas confirmarem essa hipótese, será pedido novo julgamento dos acusados. Não é o caso de se perguntar: esse processo eivado de falhas servirá pra quê no caso de um novo julgamento.

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Antes do início do julgamento, o blog afirmava que os réus seriam condenados. Depois das discussões em torno dos elementos de prova existentes no processo, quando se levantaram as primeiras suspeições sobre a metodologia utilizada nas investigações realizadas pelas polícias civil e federal, o blog já expunha suas dúvidas sobre o resultado do julgamento.

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Finalmente, veio o resultado do julgamento, com a absolvição dos acusados. Esse foi um caso que em nada engrandece a cultura jurídica e a credibilidade do judiciário pernambucano. Não houve seriedade no trato desse caso que comoveu a sociedade pernambucana e a manteve em suspense durante sete anos. Afinal, duas adolescentes foram assassinadas, a polícia investigou e não foi capaz de apontar os verdadeiros assassinos das garotas; e agora?

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O Pensamento do dia

"O  NORDESTINO É SOBRETUDO UM FORTE".
                                                    -Euclides da Cunha, in Os Sertões (1909)
                                              IBURA RESPIRA CULTURA


Bairro fundado nos anos 40, quando lá aportaram levas de famílias tangidas de Casa Amarela para expandir o centro daquele populoso e antigo bairro do Recife, o Ibura é na verdade uma área complexa em sua composição física e populacional e polêmica no que diz respeito às suas fronteiras e dependência administrativa de duas cidades. Não passava de extensos canaviais que cercavam o centro do Recife pela sua faixa norte e avançava para o sul e oeste. Ali ficavam engenhos produtores de cana-de-açúcar e bem perto, uma usina de açúcar- a Muribeca.

Hoje, o Ibura é um bairro disforme, sem planejamento e com uma população de vários níveis de renda, algo gigantesca que cresce cada vez mais. O Ibura alto compõe em sua maior parte as Unidades Residenciais (URs) construídas pela antiga COHAB. URs 1, 2, 3 4, 10, 06 e 11. Na parte plana ficam a URs 05 e 12, esta também conhecida como Lagoa Encantada. Dois pequenos veios d'ágau, que se encontram na extremidade sul da UR 05 formam o que antes se conhecia pelo nome de Dois Rios. Nas vilas da COHAB, abandonadas à própria sorte pelo poder público, floresceu o gosto pelas artes e transformou várias comunidades em verdadeiros centros de cultura popular. Dança, quadrilha junina, música e teatro são manifestações que formam um caldo cultural multicolorido e rico do folclore nordestino, principalmente de Pernambuco e podem ser assistidas nos fins de semana nas principais comunidades do Bairro.

Vários são os produtores culturais - muitos deles ainda anônimos - que dão vida à arte e enriquecem a cultura nessas comunidades. Na UR 11, maior celeiro dessas manifestações, encontramos: Paulo França, um artista plástico que se formou em turismo, produzindo teatro e dirigindo quadrilhas juninas; Kátia Marinho, que criou e dirige a quadrilha Brincantes e o grupo de danças, Brincantes A, além de grupos de pastoril e de teatro infanto-juvenil. Tem o Eduardo, conhecido com DU, que dirige a quadrilha Pingo D'água. E outros mais.

Destaque neste cenário artístico, para Jorge Braz, diretor cultural que criou e dirige a CIA DE FOLGUEDOS, um grupo de danças com um figurino simples e característico que executa coreografias lembrando as raízes populares do Nordeste. O Nome de Jorge Braz já ultrapassou as fronteiras da Região Metropolitana do Recife, e participa ativamente de vários eventos culturais do Estado. Essa fama de Jorge fez com que sua Cia de Folguedos passasse a coadjuvar as apresentações do Palhaço Chocolate em sua programação cultural-infantil da Rede Globo de Televisão.
牋牋牋牋牋牋牋牋牋牋 A 蒔OCA DA ''DITA''D赗A !!!



HOUVE UMA 蒔OCA QUE NO IBURA INTEIRO SE RESPIRAVA O BOM AR DA CULTURA POPULAR, OU SEJA; SE PRATICAVA EM DETERMINADAS 罵EAS OU PONTOS DE LAZER, UMA MANIPHESTA敲O PHOLCL覴ICA OU DE DAN茿 DIPHERENTE...

ERA A MESMA 蒔OCA EM QUE O ROCK NACIONAL AUCAN茿VA AS R罝IOS POPULARES E AT?OS PROGRAMAS INPHANTIS DADA SUA TAMANHA DIPHUS肙...

LIDERADOS PELA LEGI肙 URBANA, OS JOVENS EXALAVAM SEUS GRITOS DE PROTESTOS E SUAS DESVENTURAS AMOROSAS EM PHORMA DE VERSOS E MELODIAS DOS ANOS 80 E 90 PRECISAMENTE...

OS ANOS 90 LAN茿RAM UMA PHEBRE CHAMADA DE ''FUNK CARIOCA'' E UM TAL DE ''AX?MUSIC BAHIANO'' LEVANDO UMA BOA PARTE DOS JOVENS A SE ALI蔔AREM PELA VULGARIDADE DO SEXO EXPL虲ITO EM ''RITMOS E REBOLADOS'' XULOS...

LIDERADOS POR DJ MALBORO (FUNK BRASIL E PHURAC肙 2000) E BETO JAMAICA (UMA ESP蒀IE DE LUIZ CALDAS CIBORG)...

VIERAM COMO PHORTES CANDIDATOS A DIMINUIR, DIGAMOS ASSIM; NOSSO 翹IMO EM RELA敲O A CULTURA POPULAR... ALIMENTADOS PELO PODER DA M虳IA QUE INSISTE EM PHAZER PROPAGANDA DE NOSSAS BUNDAS PHEMININAS PR'OS GRINGOS PAGAREM BARATO...

A BANALIDADE DO COMPORTAMENTO SOCIAL AINDA IMPERA NAS R罝IOS E TELEVIS誆S DE TODO PA蚐 E NOSSOS PHILHOS E PHILHAS S肙 PRESENTES E PHUTURAS V蚑IMAS DO ''REBOLATION, TION'' E DOS ''BREGAS DE BOTECO'' QUE ROLA NAS PERIPHERIAS DE NOSSO ESTADO...

NO COME荗 DOS ANOS 90 J?SE VIA NAS TARDES E NOITES DE S罛ADOS E DOMINGOS, QUER DIZER; O HOR罵IO NOBRE DA PHAM蚅IA BRASILEIRA, GESTOS OBS蔔OS ''SUIGADOS''; M赟ICAS COM INTEN钦ES TOTALMENTE LIGADAS AO SEXO E O PALAVR肙... E O PIOR; ?QUE VENDIAM MILH誆S DE DISCOS,ULTRAPASSANDO AT?GRANDES ARTISTAS COMO: DJAVAN, F罛IO JR, MARIA BETH翹IA, REGINALDO ROSSI, Z?RAMALHO, ENTRE OUTROS...

E PIOR AINDA... VIROU CULTURA POPULAR E PHOI AT?PRODUTO EXPORTADO...

(A QUE PONTO O BRASIL TINHA CHEGADO)...



TUDO ISSO ERA MOTIVO PR'A GENTE PARAR DE PHAZER CULTURA N??

MAS, MUITO PELO CONTR罵IO; NOSSA ''罵VORE'' ?DE RA蚙, PROPHUNDA E PH蒖TIL...

ONDE MAIS SE ESCUTA, POR EXEMPLO: ''O CANTO DA CIDADE'' DE DANIELA MERCURY,SEM PHALAR NOS CAMINHOS DIPHERENTES QUE ELA TRILHOU NA M赟ICA PR'A PODER MANTER O STATUS... QUEM A?OUVIU ULTIMAMENTE PHALAR DE NETINHO SEJA QUAL PHOR DOS DOIS; E O TAL DO BONDE DO TIGR肙 ALGU蒑 SE LEMBRA DA LETRA ???

S肙 S?ALGUNS EXEMPLOS DO QUE J?J?VAI ACONTECER COM O REBOLATION E SEUS SEGUIDORES... ACABAR; (?) S?QUANDO O BRASIL PHOR EDUCADO SOCIALMENTE PR'A ISSO... AGRADE荗 MUITO, EM PRIMEIRO LUGAR A INTERNET, QUE NOS OPHERE荅 BAIXAR DISCOS E AT?COLE钦ES E RARIDADES E DEPOIS A PIRATARIA QUE AJUDA-NOS A ENCHER O SACO DESSA GENTE E AINDA TIRA DELES A PESPECTIVA DE SEREM MILION罵IOS COM A VENDA DE SUAS BOBAGENS ARTIPHICIAIS E REPRESENTAR NOSSO PA蚐 EM GRANDES PR蔒IOS...

ENQUANTO O FREVO, A QUADRILHA JUNINA, O CAVALO-MARINHO EST肙 CADA VEZ MAIS ACESS蚔EIS E CONSUM蚔EIS PELOS JOVENS DO NOSSO NORDESTE... PHORTES DE ESTRUTURA E IM贜EIS AO MODISMO...

VOU TERMINAR PHALANDO DO IBURA, ENT肙;...

VIVA A NOSSAS MANIPHESTA钦ES CULTURAIS E PHOLCL覴ICAS QUE VENCE O PRECONCEITO E O PODER DA M虳IA E PROCR虯, RECICLA, E ACREDITEM ! VENDE... COM PAIX肙 ORGULHO, TALENTO E MUITA CRIATIVIDADE...VENCEMOS A VIOL蔔CIA URBANA E AT?A PHALTA DE INSENTIVO POL蚑ICO E COMERCIAL, ANDAMOS COM NOSSAS PR覲RIAS PERNAS AT?TERMOS O 贚TIMO NORDESTINO VERDADEIRO E HERDEIRO DE UMA HIST覴IA RICA E DIVERSA DE R蚑MOS, CULTOS, DAN茿S E PALAVRAS ESTAR VIVO E DE BEM COM ELE MESMO...



POR; PAULO PHRANÇA

-Nota do editor: Paulo França, também conhecido como PH 13, é artista plástico e produtor cultural. Cursado em turismo pela antiga Escola Técnica de Pernambuco, Paulinho tem seu nome ligado às manifestações culturais do Ibura. Dirige quadrilhas juninas, faz teatro popular e participa de atividades culturais nas comunidades artísticas do Ibura. Seu nome é reconhecido em grande parte  da Região Metropolitana do Recife.
TÓPICO A TÓPICO


Semana difícil essa! Só noticias ruins. Os kombeiros de Ipojuca sendo julgados pelas mortes de Maria Eduarda e Trasila Gusmão; um ninho de intrigas familiares, onde serpentes simulam papéis de pais. A fogueira das vaidades de promotores e defensores arrotando sapiciência; mídia ávida por escândalos. E famílias alienadas no que tange a maneira de educar corretamente seus filhos.

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A bandidagem cada vez mais ousada. Quadrilhas explodem caixas-eletrônicos e levam o dinheiro do pagamento dos aposentados, viúvas e pensionistas. Gente afoita, agindo em várias fontes. Preferem, claro, os lugares menos vigiados pela polícia, mas não tardam a atacar os shoppings. A ousadia deles não tem limites.

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Caminhão com explosivo desaparece da frente de fábrica licenciada. São toneladas de dinamite! Para onde levaram esse material perigoso? É uma mera coincidência de troca de veículos ou um plano urdido pela bandidagem? Aquele material explosivo vai para o trabalho em alguma pedreira ou mina? Ou seu destino é servir aos instintos criminosos da bandidagem?

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Nova plataforma de petróleo explode no Golfo do México, em áreas territorriais norte-americanas. As primeiras informações dizem que não há vazamento, mas quem acredita mais nas autoridades do Estados Unidos quando falam em petróleo, "ajuda humanitária", fim da guerra Iraque, "rodadas de negociações" entre israelenses e palestinos?

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Políticos inescrupulosos esses do atual quadro brasileiro. Perdem uma eleição que ainda não se realizou, e, como acontece toda época de eleição, arranjam pretextos para "melar" o pleito. Ganhar no "tapetão". Antes era dossiês, agora é vazamento de informações sigilosas da Receita Federal de pessoas ligadas ao candidato que tá descendo a ladeira como tatu-bola em dias de tempestade. Seriam muito ingênuos os agentes da situação se fizessem uma coisa dessas agora, com uma imprensa ativa e um ministério público vigilante. Detalhe: o vazamento teria ocorrido no ano passado, e só agora é denunciado. Não é estranho?

                       

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O pensamento do dia

"NAS COISAS SIMPLES, LIBERDADE; NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM; EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO".

SERRAMBI, SERRAMBI!!!

Mais intrincado do que parecia, o Caso Serrambi evidencia não apenas os problemas pertinentes a um processo dessa natureza, mas também expõe as mazelas de uma sociedade fingida, sem rumo. As famílias das duas moças assassinadas têm posições diametralmente opostas. O pai de Tarsila, que chega acompanhado da esposa ao fórum tem certeza que a justiça será feita; e justiça para ele é a condenação dos irmãos kombeiros.

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A mãe de Maria Eduarda, que chega desacompanhada do pai da inditosa moça, garante que os réus serão absolvidos, pois acredita na inocência deles. O pai de Maria Eduardo, conhecido usineiro daquela área, chegou ao fórum sozinho e não quis falar com a imprensa. Não se sabe o que ele pensa a respeito do assassinato de sua filha. O casal é separado, e parece haver uma guerra surda entre os ex-cônjuges.

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Essas diferenças de atitudes dos pais das duas adolescentes mortas em condições ainda desconhecidas chama a atenção da sociedade para uma maior reflexão sobre o valor da família e da necessidade de se observar padrões éticos no rito de educação dos filhos. Ali estão duas famílias com os mesmos problemas, o mesmo sofrimento, o mesmo drama. Mas divididas em suas perspectivas psicológicas e morais, com objetivos diversos daqueles que se era de esperar dos genitores de duas garotas assassinadas. Que há por trás dessa diversidade de comportamento? Afinal, eles sabem das filhas que tinham. Será que interesses outros, diferentes do sempre esperado resgate da verdade sobre o que realmente aconteceu naquela noite fatídica há sete anos, estão a lançar sombras sobre o julgamento?

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O promotor garante que há nos autos provas suficientes para condenação dos réus. E ainda sinaliza para provas "bomba"que constariam de gravações autorizadas pela justiça de conversas entre os acusados e o ex-promotor Miguel Sales; essas gravações comprometeriam os acusados. Já o advogado de defesa tá seguro de que não existe nos autos nenhum elemento de prova de que os irmãos kombeiros tenham algo a ver com o crime. A tomada de depoimento foi finalizada. Agora o processo entra na fase de debates, e ai vai-se ver quem é que tem mais bala na agulha; se a promotoria ou a defesa. A decisão dos jurados vai depender da qualidade e da consistência desse confronto de argumentos.

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Seja lá qual for o veredicto do caso, restará sempre uma dúvida: quem realmente matou Maria Eduarda e Tarsila Gusmão? Onde elas morreram? E de que morreram? Quem escondeu os cadáveres? Como e por que os corpos foram transportados da cena do crime para um canavial do engenho Camela? Houve mesmo o exercício de força bruta capaz de ceifar as vidas das duas adolescentes? Ou tudo foi resultado de orgias sexuais, muito álcool e overdose de sabe-se lá quantas drogas pesadas? Serrambi, Serrambi, vigia tuas famílias e as visitas que recebes!