ESTERILIZANDO A P0LITICA BRASILEIRA?
Programa cheio o dia
político de ontem. Caiu a empáfia de Eduardo Cunha, cassado no final da noite
por um placar acachapante de 450 (bastavam 245) votos a favor da cassação do
seu mandato contra minguados 10 votos contra e 9 abstenções. A tropa de choque de
Cunha o abandonou quando percebeu que votar nominalmente , sendo identificados no Painel de
Votação lhe traria prejudiciais ônus nas eleições municipais (muitos deputados
federais são candidatos a prefeito de seus municípios) e nas eleições gerais de
2018. O arrogante Cunha, que ameaçava levar “mais 150” com ele, recebeu sonora
vai ao sair do plenário já sem mandato .O Cunha tem aquela cara de pau que o País
inteiro passou a conhecer, e na entrevista à saída ameaçou os adversários
afirmando que iria escrever um livro contando a história do impeachment e falar
da participação de cada político na elaboração do processo. Marcus Feliciano,
que se auto define como defensor da moral e da ordem, votou contra a cassação
de Cunha. Esquecer Cunha, seus crimes agora serão julgados pela Justiça Comum
já que perdeu o foro privilegiado. E arrastará consigo sua mulher e sua filha.
Para compensar esse
desgaste, Carmem Lúcia se empossou ontem a tarde na presidência do Supremo
Tribunal Federal (STF). A nova presidência começou se posicionando contra o
próprio Poder Judiciária, afirmando que a “A sociedade está insatisfeita com o
judiciário) e lança esperança sobre mudanças nos ritos processuais que
eternizam julgamentos de processos e asseguram a impunidade. As duras críticas
da ministra foram ouvidas pelo corrupto Michel Temer e pelo vacilante Luiz
Inácio Lula da Silva.
Ontem mesmo,
manifestações pacíficas em São Paulo e em Brasilia reuniram milhares de pessoas
pedindo a saída de Temer e reivindicando eleições diretas já. A política
brasileira está em ebulição, oxalá essa “fervura” possibilite que o Brasil saia
“esterilizado”, e mostre que o verdadeiro dono do Poder não são os partidos,
mas a população que trabalha, estuda e vota.
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