NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sábado, 8 de outubro de 2016

“O NORDESTINO É SOBRETUDO UM FORTE”
-Euclides da Cunha (Os Sertões).
O Nordeste é seco, quente, quase incremente. Do litoral ao Sertão, passando pela Zona da Mata e pelo Agreste, o clima da região é áspero no seu conjunto. Em algumas ilhas climáticas, assemelha-se ao deserto. Mas apesar desse histórico ambiental, a Região é viável. Encaixotado entre a úmida Amazônia, o quente Atlântico e o temperado sul-sudeste, o Nordeste produziu riquezas que em décadas não tão distantes fizeram a grandeza econômica do Brasil. A cana-de-açúcar, o cacau, o caroá, a pecuária, a caça e a pesca, bem como formas de extrativismo contribuíram decisivamente para alicerçar essa riqueza. Tudo isso só foi possível graças ao espírito forte do Nordestino. E é o homem do Nordeste que hoje transforma áreas secas do Sertão em oásis de produção de frutas, entre elas manga, uva, goiaba, acerola, com a agricultura irrigada da microrregião do São Francisco. “Em se plantando, tudo dá”, como disse Pero Vaz de Caminha. O maior exemplo de resistência e pertinácia do nordestino é o vaqueiro, que em meio às intempéries da caatinga maneja o gado que lhe fornece carne e leite.

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