O
CAMPO E O MAR
O mar me encanta. Aquelas
águas verdes-azuladas parecendo não terem fim exercem sobre mim intenso fascínio. Não sei de onde vem essa minha atração pelo
mar. Já que, menino de engenho, me criei
entre as belezas daquele tapete
verde dos canaviais, o encanto
dos rios serpenteando entre vales e com suas cachoeiras espumantes, as matas
fechadas e o som amedrontador da voz dos guaribas, o convite das campinas e
montanhas para correr e respirar ar puro. Talvez seja por isso! A coloração
vegetal da paisagem interiorana, o reboliço das águas. Essa mística
da natureza exuberante !
O mar parece mais saudável. Suas
águas mornas agitadas pelas ondas que
arrebentam na praia são mais do que
oxigênio e hidrogênio; são um composto
químico rico em substâncias minerais que compõem o organismo dos seres vivos.
Proporciona o sal para nossos alimentos e uma gama de componentes energéticos
que restabelecem a saúde depauperada das
pessoas ou equilibram a distribuição de nossas energias corporais.
O campo é um ecossistema mais
abundante, com variações de espécies na sua superfície. Será? Quem conhece a fundo as profundezas dos
oceanos? Parece que o canto da folhagem das matas é o mesmo canto
das águas do mar! Ambos os sistemas se complementam no incomensurável de suas grandezas. Ainda
assim, na majestade de seu domínio sobre o Planeta, águas e matas precisam
ser preservadas pelo homem. Dessa preservação depende a saúde dos seres
vivos, senão a própria vida deles. Viver com qualidade é palmilhar os caminhos
de oceanos limpos de impurezas produzidas pelo homem e de paragens interioranas não agredidas
pelos interesses econômicos de
pessoas ou empresas. Juntos, matas e oceanos escoimados de sujeiras farão nossos pulmões respirarem com liberdade e irrigarem nossos
cérebros, corações e mentes.