NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

                      O  CAMPO E O  MAR
O mar me encanta. Aquelas águas  verdes-azuladas  parecendo não terem  fim exercem sobre mim intenso fascínio.  Não sei de onde vem essa minha atração pelo mar.  Já que, menino de engenho, me criei entre as belezas  daquele tapete verde  dos canaviais,  o encanto  dos rios serpenteando entre vales  e com suas cachoeiras espumantes, as matas fechadas e o som amedrontador da voz dos guaribas, o convite das campinas e montanhas para correr e respirar ar puro. Talvez seja por isso! A coloração vegetal da paisagem interiorana, o reboliço das águas.  Essa  mística da natureza exuberante !
O mar parece mais saudável. Suas águas mornas  agitadas pelas ondas que arrebentam na praia são  mais do que oxigênio e hidrogênio; são  um composto químico rico em substâncias minerais que compõem o organismo dos seres vivos. Proporciona o sal para nossos alimentos e uma gama de componentes energéticos que restabelecem a saúde depauperada  das pessoas ou equilibram a distribuição de nossas energias corporais. 

O campo é um ecossistema mais abundante, com variações de espécies na sua superfície. Será?  Quem conhece a fundo as profundezas dos oceanos?  Parece que o  canto da folhagem das matas é o mesmo canto das águas do mar!  Ambos os sistemas  se complementam  no incomensurável de suas grandezas. Ainda assim, na majestade de seu domínio sobre o Planeta, águas e matas precisam ser  preservadas pelo homem.  Dessa preservação depende a saúde dos seres vivos, senão a própria vida deles. Viver com qualidade é palmilhar os caminhos de oceanos limpos de impurezas produzidas pelo homem e de paragens  interioranas  não agredidas  pelos interesses econômicos  de pessoas ou empresas. Juntos, matas e oceanos escoimados de sujeiras  farão nossos pulmões  respirarem com liberdade e irrigarem nossos cérebros, corações e mentes.

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