CORRUPTOS, SEUS AFILHADOS E OS GOLPISTAS
É preciso redescobrir o
Brasil. As naus da empreitada de Pedro Álvares
Cabral agora são os computadores do
Ministério Público, da Polícia Federal e da Justiça. E o Porto Seguro desta vez
serão os caixas dois dos políticos de todos os partidos políticos, dos
empresários do setor da construção civil - as antigas empreiteiras. Não vai mais ser possível encontrar
"índios" nem selva virgem, pois os atores dessa histórias são os
picaretas congressistas e os donos e diretores das grandes construtoras, encastelados
em hotéis de luxo que ocuparam a selva já totalmente devastada.
Mas é indispensável que
não se tente trocar os personagens dessa
tragédia nacional, confundindo os corruptos
dilapidadores dos cofres públicos com
dançarinos havaianos. Nem se aproveitem
os golpistas de plantão para
tirarem proveito próprio da situação e
mascararem as ações investigatórias que se processam no País no momento. Pseudos
intelectuais empunham cartazes de apoio a um golpe militar, coisa que já não
tem vez num País que amadureceu politicamente. E falsos adeptos da democracia
também gritam palavras de ordem e pregam abertamente a insubordinação e apoio a
uma ditadura que eles tanto almejariam no temor de perderem seus privilégios de
descendentes de uma ordem social elitizada que durante séculos mamaram nas
tetas do erário público de um País que está se renovando. Esses carregadores de
cartazes - não de bandeiras, são afilhados dos agentes da corrupção, escondem
um ou mais lados da gangue dilapidadora do dinheiro público e não querem solução
nenhuma. Querem manter seus privilégios. São também corruptos e corruptores,
com rabo preso aos interesses do sistema que dá as ordens às nossas
instituições.
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