NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Sou de um tempo em que a ceia de Natal reunia o núcleo familiar depois das festanças na frente do barracão do engenho. E o réveillon era um momento íntimo da família cujos membros vinham dos lugares mais distantes para a casa do patriarca ou da pessoa mais idosa do clã, que no caso era meu pai. A mesa farta, no Natal, com frangos e patos assados e churrasco suíno cujas sobras eram regiamente distribuídas com os trabalhadores, que dificilmente tinham o que comer em casa. Na Virada de Ano, frangos recheados assados ao forno de lenha, risoto de frango, muita farofa amarela, bolos de massa de mandioca e de milho e um nunca ausente peru. Só que, à exceção do meu pai, ninguém gostava de peru mas sim do frango recheado de minha mãe, e mais uma vez as sobras fartas iam para  as famílias dos trabalhadores do engenho. Pouca bebida, uma taça para cada adulto, muita música extraída da sanfona, dança de roda, sapateado e a alegria varava a madrugada. Bons tempos que não voltam mais!

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