REFORMA POLÍTICA
Duas proposições que
atemorizavam o brasileiro de pelo menos
senso mediano foram rejeitas no Congresso ontem. A Lista Fechada, onde o
eleitor votava no partido e não no candidato e o Distritão, que acabava com a
figura do partido privilegiando o individuo. Resta agora o Voto Misto, cujas
regras devem melhorar o processo eleitoral. Se, na elaboração da lei, não
enfiarem artigos que desfigurem seu caráter de democratização do ato de votar.
Eduardo Cunha,
presidente da Câmara dos Deputados, ficou transtornado quando a proposição que
ele patrocinava foi recusada pela Câmara. A primeira grande derrota sofrida
pelo auto suficiente, imperativo e arrogante
deputado de 1º mandato alçado a condição de segundo ascendente à presidência da
República no caso de vacância. A reforma política que Cunha sonhava beneficiava
ao seu grupo e poderia ser a indicação de que ele teria longa sobrevida no
parlamento. Agora, é ver como fica e lutar para a reeleição