NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

MENTE SONÂMBULA
Em noites de vigília insone se contorce na cama
Debalde tenta dormir o  sono que reponha energias
Perdidas no lufa-lufa do cansativo cotidiano...
E não raro, se contorcendo, quase sonâmbula,
Cai da cama e dorme no chão, chão duro e frio.
Presa a protocolos  e coisas tais, tudo formal,
Não vive sua vida de mulher linda, sensível e culta.
Escrava de uma jura de muitos anos, acaba como que
Prisioneira de si mesma, numa renúncia a anular
Suas aspirações, seus projetos, seus anseios e desejos.
Num ambiente de ostentação, onde mais vale o PARECER,
Relegados os conceitos de que é bem melhor  SER...
Acorrentada ao querer dos que a cercam e veneram,
Esquece de viver a própria vida,  como se alguém por ela vivesse.
Como que vigiada, sem liberdade, se isola no quarto escuro
E conversa com seus fantasmas, suas reais companhias;
Se arrastando sozinha por dentro de casa, sofre, chora,
E num sofrimento que ninguém ver se submete sem reclamar
Essa escravidão branca, que lhe tolhe  a vontade, o querer.
De tanto penar sem ao menos perceber o drama que vive,
Vai levando a vida como se robotizada se tornou;
Sonolenta sem saber dormir, acorda na madrugada fria
E nem sempre acerta a cozinha onde água vai beber.
Mente sonâmbula, vaga na própria cama, e dela às vezes cai.





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