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NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

terça-feira, 5 de julho de 2016

“TURBULÊNCIA”  NA  INFORMAÇÃO
A morte de Paulo Cezar Morato, cujo corpo foi encontrado num motel em Olinda, é um desses casos que jamais será devidamente esclarecido. Testa de ferro de esquema de corrupção envolvendo desvio de dinheiro de obras públicas, o caso de PC Morato  se assemelha  ao de PC Farias. Não dá pra enfiar goela abaixo  das pessoas de mediano entendimento que PC Morato morreu no motel. Tal como aconteceu com PC Farias,  a morte de Morato, considerado então foragido,  foi planejada e executada  sabe-se lá por quem  em qualquer outro ponto da cidade,  do Estado. A perícia  concluiu apressadamente  que o testa de ferro  morreu envenenado por “chumbinho”, um produto usado como defensivo agrícola. Segundo a perícia, Morato chegou ao motel “sozinho num carro”. Ironicamente, outra informação diz que as câmeras de segurança do motel estavam “desligadas” naquele horário. O perito informa que “recebeu ordens” para “suspender a perícia”, pois “o caso já estava elucidado”.  E mais irônico é que a delegada encarregada do caso, quatro dias depois do ocorrido resolveu “periciar” o motel  “para complementar investigações". É liminarmente evidente que o local foi adredemente  desfigurado.
PC Morato é um dos envolvidos em desvio de verbas públicas  para pagar propina a políticos, inclusive para comprar o avião no qual  morreu o ex-governador e ex-candidato  à Presidência da República  Eduardo Campos em acidente aéreo em São Paulo. Investigado pela Operação “Turbulência”, uma ramificação da Operação Lava Jato da Polícia Federal, com certeza  PC Morato, que vivia modestamente no município  de Tamandaré, sabia demais e poderia delatar  figurões ligados ao esquema. Por isso, era um arquivo vivo que deveria ser “queimado”.  Há tanta incongruência nas peças investigatórias que a polícia civil, encarregada das investigações das causas da morte do testa de ferro anda tropeçando nos fatos. Os desencontros dos relatos  sobre aquele corpo encontrado no motel, mais do que ruídos, cria uma turbulência  nas informações, que talvez a história possa elucidar  um dia, qualquer ano,  sabe-se lá quando.


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