COMUNIDADE SEM PRECONCEITO
Pastor me diz que a saúde pública em comunidades como a nossa poderia ser resolvida com a intervenção do padre, "pois padre tem acesso às autoridades".E diz mais que "católicos, evangélicos e macumbeiros" poderiam se juntar para viabilizar a saúde na comunidade. E outros "evangélicos", ironicamente, fazem chacota com padre, "que usa saia". A referência a "macumbeiro", e ai naturalmente se incluem espíritas e adeptos dos cultos afro-brasileiros, bem como a "homem de saia" denota preconceito. Por sua vez, alguns católicos rejeitam a aproximação com protestantes, afirmando que eles é que são "os desviados". E nessa guerra ideológica a saúde perde foco para o preconceito.
A comunidade, para sobreviver enquanto tal, precisa se estribar em pilares como solidariedade e respeito às diferenças políticas, religiosas e étnicas. Os problemas da comunidade são a soma dos problemas de cada um dos seus membros. Transformar reivindicações num "cabo de guerra" penaliza os mais fracos, que deveriam ser ajudados em nome da solidariedade. As lideranças comunitárias devem se conduzir dentro de parâmetros éticos, libertando-se, enquanto lideranças, da luta intestina pelo poder; do contrário, não é liderança comunitária.Política, religião, filosofia, e opções outras dever ser discutidas dentro dos respectivos grupos. Falamos aqui de solidariedade, não de intolerância. Na intolerância desaguam todos os viés que não respeitam as diferenças.
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