NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012


 SERVIÇO PÚBLICO E INICIATIVA PRIVADA
Houve um tempo em que funcionário público não podia ter negócios particulares. Um certo apresentador deixou de ser candidato à prefeitura de São Paulo, depois ao governo do Estado e finalmente à presidência da República. Motivo: ele era empresário. Nessa época, quando o funcionário ia assumir o cargo tinha que apresentar declaração de que não era proprietário de bens particulares. E se o cargo fosse de alguma chefia, essa exigência era fatal.  Servidores deviam se dedicar às atividades próprias do cargo. Exceção, se fosse professo, e ai precisava detalhar como compatibilizaria as atividades docentes com as funções administrativas. Tempos bons aqueles! Hoje, servidores são industriais, fazendeiros, banqueiros, dirigem impérios midiáticos ou possuem universidades ou outros bens privados. A mudança foi tão radical, que hoje não se permite distinguir o servidor do empresário, mesmo ele estando num dado momento no âmbito da repartição pública. Lembro quando assumi a chefia de um serviço na estrutura do hospital universitário da UFPE. Precisei dizer que não possuía casa, não tinha carro ou ligação com qualquer outra fonte de renda. E recordo um professor universitário, que igualmente ensinava na escola secundária e possuía uma fazenda,  omitia esse último fato para “se enquadrar na lei”.
 Ministros do STF e de outras cortes federais, bem como desembargadores nos tribunais dos Estados, bem como juizes de outras instâncias, são donos de Universidades, de indústrias, de redes de comunicação de massa. Onde fica a isenção desses ministros, desembargadores e juízes para julgar pleitos nos quais estão em jogo interesses de uma das partes que é exatamente sua propriedade privada? Ministros de estado também são empresários. Deputados, senadores, idem. Deputado e senador não tem  função vitalícia, questionam. E quando tem dinheiro para manter seus  currais eleitorais, que o elege sempre? Na Câmara e no Senado, contam-se aos montões esses espertos cidadãos. Não é privilégio do Brasil; todos os países subdesenvolvidos são assim. Nos países desenvolvidos, a lei é mais clara ou rígida, e “pega”. Por isso, são desenvolvidos. Já  nós, somos secularmente ocupantes da rabeira da fila.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012


     OS MAIAS E O FIM DO MUNDO
Você já provisionou alimentos, água, remédios e tudo mais necessário numa situação de emergência extrema? Já escolheu uma caverna ou um prédio aonde vai se refugiar na sexta-feira? Não?! Então, você não sabe que o mundo vai acabar depois de amanhã, sexta-feira?
Na Guatemala e em Honduras, que serviram de palco para a milenar civilização Maia, milhares de turistas são esperados e as autoridades já montaram esquemas especiais de segurança para prevenir tumultos. Na China, o regime já prendeu centenas de aproveitadores que espalhavam o pânico entre a população de determinadas cidades. Até mesmo na civilizada França, onde uma montanha é símbolo de misticismo, as autoridades já isolaram os acessos ao local temendo distúrbios que possam afetar a segurança do Departamento (estado). No Brasil, o Planalto Central é destaque mundial para enfoque da questão do fim do mundo. Em cidades de Goiás, e até nos arredores do Distrito Federal, uma infinidade de seitas de puro misticismo espiritualista se arregimentam para se despedir do mundo. O Vale do Amanhecer, uma seita xamanista situada a poucos quilómetros de Brasília e que congrega milhares de seguidores, é bem conhecida no País e no exterior por seus rituais de misticismo que atraem e fixam à terra centenas de profissionais liberais que abandonam suas profissões em troca por "dias de paz". O Fantástico desse domingo mostrou pessoas de formação universitária, até mesmo na área médica, declarando suas crenças no fim do mundo.  Essas pessoas estavam estocando alimentos, água e outros itens necessários numa situação assim. Setores do turismo mexicano põem lenha na fogueira: o mundo acabará mesmo, segundo esses setores, no dia 21.12.2012. Será?
Toda essa discussão, que é explorada pela mídia, tem como base a filosofia Maia, que segundo alguns experts “prevê” o fim do mundo para essa data. Mas, será que esses experts estão fazendo uma leitura correta  do que pensavam os Mais? Antes de mais nada, é bom esclarecer que o povo Maia existiu entre os Séculos IV e IX a. C; essa civilização dominava importantes conhecimentos científicos e elaborou uma linguagem clara e criativa; astronomia, matemática, física, biologia humana e vegetal, sismografia, hidrografia e muitas outras ciências eram estudadas pelos Maias. No campo da física os Maias conheciam as reações quânticas - só desenvolvidas nas últimas décadas pela civilização ocidental. Toda essa cultura dormiu por muitos séculos escondida entre os códigos e símbolos da civilização milenar, até que a decodificação trouxe à luz o vasto arsenal de conhecimentos que ela detinha. Todo esse conhecimento de ciências armazenado por um povo comprimido entre montanhas, numa região seca e assolada por intempéries períodicas! A filosofia maia não se ligava à mortes, mas à vida, privilegiando as causas superiores da humanidade, como Paz, Amor e Respeito; respeito do homem a si mesmo e ao ambiente onde vive. Fim de mundo, nunca; fim das mazelas morais que bloqueiam o convívio pleno entre as criaturas, cujas condutas geram consequências que devem ser reparadas individualmente. Sabe-se hoje, que entre os Séculos IX e X a civilização maia, que ocupou extensas áreas de terras das hoje conhecidas Guatemala, Honduras e península do Yucatán (sul do México), ficou fragilizada pela seca que dizimou uma parte de sua população, acabou dominada pelos Toltecas.
A filosofia maia se estrutura em sete “profecias”. Na exiguidade deste espaço é impossível detalhar essas profecias. Mas é possível afirmar, repita-se: os Maias nunca disseram nada referente ao fim do mundo. Da primeira à última, há o estudo das condições climáticas, da postura  moral do homem diante da Natureza e das consequências que as ações humanas maléficas poderão causar ao ambiente e ao próprio ser humano, que “poderá desaparecer” da Terra se “não passar a cuidar bem dela”. Os Maias não falam em pecado, mas ressaltam a “desobediência aos ditames da Natureza” como causa dos males que afligem o homem. O ser humano deve se programar para proteger a Natureza e a si mesmo, como forma de sobrevivência diante das hecatombes previstas para esses tempos atuais. Os Maias divide a história natural em ciclos, e cada ciclo tem sua importância na preservação da Natureza e da própria humanidade. A interpretação dessa profecia, é que o homem deve se regenerar, sintonizando-se com a Natureza e “libertando-se do sofrimento”. O resto é exploração, trabalho de esperteza.

                                      

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012


                                                GONZAGÃO

Está chegando ao fim o ano das comemorações ao centenário de nascimento de Luiz Gonzaga.  Até aos 16 anos o menino sonhador  morou com os pais na fazenda Caiçara, em Exu, alto sertão pernambucano, onde, entre cuidar da roça e outros afazeres domésticos, aprendeu com  o pai a consertar sanfona e teve primeiros contatos com a música.  Depois de aventuras amorosas frustradas, Gonzaga fugiu de casa e foi para o Crato (CE) e logo depois chegou à Fortaleza. Serviu ao exército por dez anos, e quando deu baixa foi para o Rio de Janeiro. Gonzagão revolucionou a música popular brasileira, dando status ao forró e ao baião em plena era do rádio quando os ritmos tocados nos aparelhos eram o tango e ritmos norte-americanos.  Sanfoneiro, cantor e compositor, Luiz Gonzaga  fez parceria com  Humberto Teixeira, Zé Dantas e outros importantes compositores brasileiros. Embora ganhasse muito dinheiro com seu trabalho, o reconhecimento veio mais tarde, com o Cachimbinho de Ouro da gravadora  RCA, prêmio até então somente concedido a Elvis Presley e Nelson Gonçalves.

Filho de Januário José dos Santos e Ana Batista de Jesus, Luiz Gonzaga do Nascimento (Exu, PE, 13.12..1912 – Recife,  2.8.1989),  era um menino pobre que enxergava além do seu tempo. De pouco estudo, Gonzagão compunha, tocava e cantava. Sanfoneiro, compositor e cantor Luiz “Lua” Gonzaga teve um vida pregressa agitada. Um dos seus filhos, o Gonzaguinha, também cantor e compositor famoso, nasceu de um romance lá pelos morros cariocas. Mais do que um artista que cantava sua terra e sua região, Gonzagão foi um observador da cena social, política, cultural climátical, e biológica regional. Cantou os sertões do Nordeste, sua gente assolada pela seca, os rios permanentes ou temporários as estirpes de pássaros da região. Suas músicas às vezes parecem aulas de geografia e ciências naturais, quando descreve o trajeto dos rios, a vegetação e os pássaros do Nordeste. De sensibilidade refinada ao cantar com aquele vozeirão ritmado pelo som da sanfona a tiracolo, também teve lances de cidadania  atuando para pôr fim à guerra de famílias do interior de Pernambuco. Uma emissora de TV fez uma campanha para eleger o  Pernambucano Mais Importante do Século, e o sufrágio popular escolheu Luiz Gonzaga.

sábado, 8 de dezembro de 2012


     CUIDADO COM ESSES MÉTODOS

 A PERSONALIDADE VISTA ATRAVÉS DAS CORES
                                        Emílio J. Moura

                      A Cultura humana é cheia de ismos. Costumes antiqüíssimos ou modernos produziram – e continuam produzindo – vastos calhamaços de teorias, propostas, previsões, advertências e tudo o mais. O leitor mais astuto acaba identificando logo de saída a natureza daquela teoria que pesquisadores ou visionários tentam passar. De fato, é preciso ficar alerta a respeito de teses ou idéias mirabolantes que muitas vezes – e talvez inocentemente – tentando explicar a natureza das coisas criam “patamares” ou “padrões” que estabelecem divisões ou criam classes diferenciadas de pessoas. Este alerta é contra possíveis atos de discriminação.
                 Sociedades secretas estabelecem normas rigorosas para seleção de seus membros. Grupos de linhas de abordagens chamados de “alternativos” se insinuam como “naturais”, o que implica em considerar artificiais os que se lhes opõem. Universidades começam a admitir em seus quadros discentes pessoas classificadas “por quotas raciais”, donde se infere que antes esses segmentos não tinham vez ali. Grupos que se autointitulam “holísticos” criam métodos para medir a percepção das pessoas e outros dessa mesma linha estabelecem caracteres para tipificar pessoas ou grupos de pessoas. Desse cipoal de idéias cada uma mais esquisita do que a outra resulta a suspeita de que tudo isso acaba criando vieses discriminatórios que em nada beneficiam a raça humana.
             O ser humano tem liberdade para criar. O que quiser. Ou for capaz. Mas essa liberdade de criação, numa sociedade justa, estará condicionada a não ultrapassar os limites da ética ou da racionalidade. Caso contrário, se cai no torvelinho das paixões ou das insensibilidades. E, antes de construir uma saída para a cilada em que a Humanidade se meteu, cria-se mais uma forma de discriminação. E haja preconceito!
            Muitas toneladas de livros “técnicos” ou “científicos” bem que poderiam ser queimadas na fogueira da consciência dos leitores. A inteligência humana deve ser colocada a serviço da Humanidade. Claro que se devem estudar raças e etnias, opções e crenças. Mas o objetivo desse estudo deverá servir sempre como amostragem de que as diferenciações de um grupo étnico para outro, de uma raça para outra são, simplesmente, diferenças. Que todos os indivíduos têm a mesma fisiologia, corre em suas veias o mesmo sangue e seu nascimento, bem como seu fim, ocorre de forma idêntica.
          O estudo de cores, fisionomias, culturas, raças, crenças religiosas, tudo isso só tem valor se visar à aproximação dos seres humanos e estabelecer uma aldeia global onde não haja preconceitos e se crie um clima de paz e trabalho construtivo com oportunidades para todos. Salvo distorções patológicas irreversíveis, a aferição da personalidade se dá por bem-estar social, autoestima e solidariedade, condições que só uma sociedade aberta e humanizada poderá oferecer.                                                                                                                                            09.10.2007

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012


                              RELIGIÃO E CONVIVÊNCIA
                DIREITOS  HUMANOS

Amanhã, dia 8, milhares de católicos e simpatizantes  subirão o Morro da Conceição, no Recife, para celebrar mais uma festa dedicada à Nossa Senhora da Conceição. O tradicional evento contará com a presença de bispos de várias Dioceses que celebrarão missas no Santuário do Morro.

Também amanhã, seguidores do Candomblé prestarão homenagens à Iemanjá, Nossa Senhora no sincretismo religioso brasileiro. Grupos das diversas tendências religiosas dos cultos afro-brasileiros jogarão flores ao mar, tocarão seus atabaques nos terreiros e farão reviver essa tradição centenária de perfil tipicamente brasileiro.

Os dois eventos religiosos, que se consolidaram no calendário turístico nacional e são notícias  na mídia internacional, demonstram que é possível a convivência entre as diversidades de concepções que formam o colorido mosaico cultural brasileiro. Até porque, religião é sinônimo de elo entre as criaturas humanas. Conviver pacificamente,  cada um respeitando a opinião do outro, já é um bom passo para a busca da Paz e do Bem.

Coincidentemente, no domingo, 9, é o momento de se comemorar o Dia Internacional dos Direitos Humanos, oportunidade em que estará em debate a necessidade de se respeitar as diversidades culturais de todos os povos. Judeus, muçulmanos, católicos, protestantes, budistas e seguidores de todas as tendências religiosas ou filosóficas pertencem a uma mesma tribo, a Raça Humana.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012


         HOMENS, CARÁTER E MUNDO                  
A prática de atitudes corretas é inerente ao caráter do indivíduo. Ninguém deve estar preocupado em mudar o mundo, já que isso depende de  um complexo conjunto de fatores que geram uma dinâmica histórica. Mas é importante que os homens de caráter procurem rever suas atitudes a fim de operar a autotransformação que os tornarão pessoas cada vez melhores. O mundo será melhor na medida em que cada  ente humano se conscientize de que ele é um elo da grande corrente  chamada Humanidade, e procure se estabilizar enquanto elo. Essa discussão prescinde de qualquer conotação religiosa, pois engloba o trabalho transformador de cidadãos e cidadãs de todos os continentes, pouco importando suas crenças, costumes ou etnias. Os salvadores do mundo, até agora, só fizeram desunir cada vez mais as pessoas. Os ícones desse trabalho de transformação deram o exemplo da autotransformação, mas os líderes políticos e religiosos dos tempos modernos  têm visão estreita da grande mensagem de esperança de renovação pregada pelos mensageiros de luz que cortaram os espaços em determinadas épocas da história. Hoje, conforme previsto pelo Cristo, falsos profetas da salvação criam seitas exóticas, traficam influências, quando não drogas, e carregam a Humanidade para se precipitar no abismo que já se formou diante de nós.
Em pleno século das luzes, predominam as sentenças romanas do si vis pacem, parabelum (se querem a paz, armen-se). E o dura lex, sede lex ( a lei é dura, mas é a lei). Mas o dado mais intrigante de todo esse arcabouço histórico e cultural que nos domina é que a paz é ditada e conduzida pelos fortes e a lei é feita pela elite para servir-lhe de escudo. Um mundo melhor é possível, sim. Temos as armas e o campo de batalha que possibilitarão essa mudança.

sábado, 1 de dezembro de 2012


                                               AIDS
          É BOM CONHECER PARA PREVEIR
Você tem ouvido falar da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA), ou Aids, na sigla em inglês. Mas você sabe realmente o que isso significa? E o horror que essa doença causa nas vítimas e nas suas famílias? Para  começar, é bom dizer que se trata de uma doença  virótica incurável. Pode condenar o doente a uma morte prematura ou submetê-lo a sofrimento atroz. Dependendo da própria estrutura orgânica do portador, o doente de Aids passa por essas situações ou prolonga um pouco seus dias de vida. Mas ele sabe que vai morrer dela. Uma em cada quatro pessoas  da população mundial carrega o vírus da aids, um percentual extremamente alarmante. O maior contingente de portadores do vírus da Aids está na África. Um conjugação de fatores, como  pobreza, consequente má alimentação, promiscuidade ou talvez predisposição genética contribui para essa situação. A doença não é, como muita gente imagina, coisa de prostitutas. Muitos casais heterossexuais apresenta a doença. A Aids, é também uma doença de natureza comportamental. Mas você sabe como se contrai a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida? O termo “adquirida” já é sugestivo. A doença vem de fora para dentro.
Num momento, a Aids é uma doença sexualmente adquirida, pois pode ser fruto de relações sexuais entre sadio e pessoa portadora do vírus. Mas essa não é a forma única de se contrair a doença. A Aids pode ser adquirida por meios sutis, que a vida moderna não desconfia. Um dentista tratando uma pessoa portadora de Aids pode se contaminar se sua luva se rompe durante o procedimento. Inversamente, e pelo mesmo motivo, um dentista portador do vírus pode contaminar um paciente. Transfusões de sangue podem contaminar o doente. Procedimentos cirúrgicos ou manuseio de equipamentos médicos contaminados  podem ser responsáveis por transmissão do vírus. De modo mais corriqueiro, a Aids pode ser transmitida  por manicure usando material não esterilizado nos seus procedimentos profissionais. No próprio lar, as pessoas de uma mesma família devem ter cuidados especiais para que instrumentos como tesoura e cortadores de unhas, sejam individualizados a fim de evitar contaminação pelo vírus da Aids e outras doenças. Embora não haja confirmação, evitar o uso  prolixo de escovas de dente.
Finalmente, sexo seguro, com uso de camisinhas e escolha racional dos parceiros; evitar aberrações comportamentais, como sexo oral ou anal, eis ai algumas dicas, entre dezenas de outras capazes de evitar a contaminação pelo vírus da Aids.  Conhecendo as formas de prevenção, é possível evitar a contaminação. Bom senso é a palavra de ordem nesse quesito.