NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sábado, 31 de janeiro de 2015

                WINSTON CHURCHILL
         O GRANDE CABO DE GUERRA
Sir Wilston Churchill  (1874-1965), filho de lord britânico com uma americana, foi primeiro-ministro da Inglaterra durante a II Grande Guerra. Com a força convincente de sua palavra e a habilidade política de um chefe de governo, comandou o povo inglês a maior resistência da história recente contra a ação avassaladora do exército nazista contra a Inglaterra e conduziu o Reino Unido à vitória, apesar da violência dos bombardeios aéreos, terrestres e navais das poderosas forças armadas alemães comandadas por Adolf Hitler. A capacidade de articulação política e a habilidade de programar ações militares  levaram o primeiro-ministro a defender a Inglaterra e a a libertar países já sob o jugo nazista. Por toda essa disposição para a luta,  Churchill foi chamado o Grande Cabo de Guerra e considerado um dos maiores estadistas do Século XX.  Não se pode ignorar a participação decisiva da União Soviética na vitória contra as forças nazistas, mas o gênio militar de Churchill foi decisivo para derrotar a Alemanha na Europa Ocidental.                    

Pouco conhecido das novas gerações, Churchill era um homem  polêmico nos meios intelectuais europeus. De ideias controvertidas,  o grande Cabo de Guerra de certa forma defendia a limpeza racial da população da Grã-Bretanha. Sua formação foi feita na academia militar inglesa, mas Churchill notabilizou-se  por sua personalidade forte, sua voz potente e seu discurso agressivo e coerente com o momento vivido pela Europa naqueles dias. Todavia, era um homem simples, conversava com as pessoas nas ruas e construiu com as próprias mãos  o muro de sua residencial particular. Ferrenho defensor da liberdade, Churchill afirmou que "a Democracia é uma coisa frágil, mas ainda não nos deram nada melhor do que ela". Detentor de honrarias concedidas pela coroa, Sir Wilston Churchill também criou moda; foi o primeiro  a usar os dedos indicador e médio abertos para pregar a ideia de vitória contra o eixo, esse gesto foi depois incorporado pelos hippes com o sentido de Paz e Amor. Nesses  setenta anos depois da II Grande Guerra, é importante reverenciar a figura do grande Cabo de Guerra.


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

              70 ANOS DEPOIS
      A  LISTA  DE SCHINDLE
  NAZISMO, NUNCA MAIS
Há  setenta anos o mundo viveu uma experiência macabra. A Segunda Grande  Guerra, que foi quase mundial, era travada nos campos da Europa, África, Ásia e no Atlântico e no Pacífico. Milhões de pessoas foram massacradas nas frentes  de batalhas onde atuava a infantaria, nos bombardeios aéreos  e navais contra cidades e populações em pânico. O registro mais doloroso desses fatos está nos relatórios  dos comandantes  das operações militares, Dwight D. Eisenhwer e George Marshall, pelo bloco ocidental e grandes generais pelo bloco Soviético, bem como numa relação de nomes conhecida como A Lista de Schindle.  Ter o nome nessa lista significava a possibilidade de não morrer nas câmaras de gás dos campos de concentração de prisioneiros nazistas. O mais famoso desses campos, o de Auschwitz, na Europa Oriental, onde os prisioneiros eram executados em câmara de gás e depois queimados em formos siderúrgicos e de cuja banha os nazista fabricavam sabão para suprir suas necessidades de limpeza. Mais de um milhão de pessoas, entre ciganos, homossexuais, crianças, inválidos,  mas principalmente judeus passaram por essa coisa bárbara.

Setenta anos depois, ideologias neofacistas como as de Hitler e Mussolini, que comandaram seus países  na inglória luta por espaço e contra minorias negras, ciganas e judeus  ainda martelam a mente de todos aqueles que anseiam por um mundo mais justo e cujos bens sejam acessíveis a todos os seres humanos. Há, na lembrança desses acontecimentos, o propósito de que aquelas ideias  preconceituosas, de ódio  e de complexo de superioridade racial  nunca mais voltem a amedrontar  o mundo e a produzir um morticínio  avassalador de milhões de pessoas. É hora de refletir sobre as crises no Oriente Médio, na Europa Oriental e em regiões da África. Necessário respeitar as diferenças culturais, também mas combater o terrorismo e as ideias  teocráticas que põem em risco a paz mundial. Fora nazismo, abaixo o neofacismo. Holocausto, nunca mais.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

 O CONFRONTO IDEOLÓGICO CRISTÃO-MUÇULMANO
Ou a filosofia ocidental não atende mais aos anseios da juventude  desta extensa área do mundo ou a grade de matérias do ensino  deixou de dá atenção aos valores  pregados pelos grandes luminares da Humanidade. A verdade é que existe um enorme fosso separando as novas gerações dos seculares valores éticos e morais. O modo de vida ocidental está sendo contestado por uma até agora minoria jovem, mas esse fato é um sinal de alerta para os líderes dos Estados Unidos e da Europa ocidental; pode haver uma expansão do radicalismo político dos grupos etários que representam a reserva de segurança e de trabalho das nações ocidentais. Em tudo isso, o confronto ideológico, a opinião ou a concepção de um mundo governado por ideias teocráticas vêm à tona. Deus ou sua inexistência? Jesus ou Maomé? Buda ou a generalização de ideias politeístas? Progresso ou retrocesso ideológico?

Essas conjecturas vêm a propósito de uma crescente emigração de jovens ocidentais para áreas de conflitos ideológicos no Oriente e também na África. Parece inconcebível que jovens ocidentais de formação universitária estejam abandonando o conforto da vida nas cidades dos países desenvolvidos e buscando as precárias condições de campos de guerra e o rigor disciplinar as fileiras de grupos extremados orientais ou africanos que contestam a educação ocidental, o modelo organizacional do ocidente  ou simplesmente se apaixonam por métodos violentos de impor a Sharia, ou seja, a Lei Islâmica. Abandonar as universidades europeias, os centros de convivência do Velho Mundo para se enfileirarem ao lado de grupos como o Estado Islâmico ou o  Boko Haran - só pra citar dois -, como vem ocorrendo com pessoas jovens na Europa e nos  Estados Unidos,  não é uma ideia palatável para as lideranças do mundo ocidental.

Afinal, o que falhou nesses milênios de pregação da supremacia ideológica do Ocidente? E o que não funcionou nessas últimas décadas de vivência ideológica do mundo mussulmano?  O acirramento do confronto interno oriental talvez tenha sido estimulado indiretamente pela política dominadora das potências econômicas e sociais do Ocidente. E é de mau presságio a ideia de deificar a essência do confronto entre duas culturas diferentes. Talvez por isso mesmo, colocar esse  tipo de confronto da forma como vem sendo feito pela mídia tenha produzido esse estado de espírito que domina a tênue e tensa Paz Mundial.

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

QUANDO ELA FOI EMBORA
Fiquei triste quando foste embora
Sem ao menos me dizer adeus,
Nem  falaste  para onde ias
E muito menos porque estavas indo.
Fiquei triste, porque me deixaste só,
Sem o carinho que só tu sabes fazer,
Me deixaste sem a roupa lavada,
Cheirosa e macia como se de lã;
Me abandonas,  e minha comida
Como vai ficar?Não  sei como vai ser, 
como vou ficar; teu tempero
É a medida exata do meu paladar
Pois tudo que fazes é com amor.
O violão vai ficar mudo, só tu sabes tocar
Eu apenas ouvia as canções dolentes
Da doçura da tua voz  meiga e sonolenta. 
Pensei que fosse para a vida inteira,
Mas foi eterno enquanto durou.





quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

             SOMOS TODOS FRANCISCO
       LIBERDADE DE EXPRESSÃO TEM LIMITES SIM
Os fatos relacionados com o ataque terrorista ao periódico francês Chalie Hebdo mexeram com as emoções de todos nós e foram destaque na imprensa mundial. Nada justifica o terror, a chacina, a execução por degolamento ou asfixia ou as mortes de civis inocentes em ataques aéreos partidos de base fixas ou de porta-aviões.  Em nenhuma parte do mundo. A destruição das torres gêmeas de Nova Iorque  em setembro de 2001 se iguala aos bombardeios do Iraque, e igualmente se assemelham aos conflitos desumanos entre judeus e árabes no Oriente Médio. Toda violência deve ser condenada.

Em seu giro pela Ásia, o papa Francisco foi enfático ao condenar  as ações desumanas do Ocidente como as mortes em nome de Deus no Oriente. Francisco foi feliz quando condenou os  ataques ao periódico francês e os exageros de grupos radicais islâmicos. Chefe de estado e líder religioso, Francisco falou para líderes de outras religiões na Indonésia, numa demonstração de que a Paz é possível de ser alcançada em todos os recantos da Terra. E aceitou tacitamente os protestos de líderes islâmicos anfitriões contra a onda de insultos  que se faz no Ocidente aos símbolos do Islamismo, como Maomé e o Alcorão.


O Ocidente já agrediu o Oriente, principalmente os  mussulmanos, quando numa ação insana atacou redutos islâmicos durante as malfadas Cruzadas. Cristo e a Bíblia teria sido  os agentes justificadores   dessa incoerência irresponsável. Símbolos por símbolos, todos devem ser respeitados. O respeito aos símbolos e às instituições são  pilares da Democracia. Da mesma forma que colocamos essas premissas ocidentais devemos respeitar os pilares do regime islâmico, uma cultura diferente; só isso. Não se deve bater palmas a nenhuma forma de terrorismo, mas não esqueçamos que o terrorismo tem muitas faces, expostas ou ocultas. Idéias também podem ser sinônimo de terror. O atentado de Paris é mais um capítulo da Guerra Santa que se trava entre judeus e árabes.  Nada de ofensas  a Cristo, Buda  ou Maomé. 
                        TRINTA  ANOS  DEPOIS
          

               DITADURA, NUNCA  MAIS


Há trinta anos, em eleições indiretas depois  da  inibida campanha Diretas Já, Tancredo Neves foi eleito presidente da República. Chega ao fim o regime militar violentamente instaurado no País desde  1964. A Nova  República vem passando  por turbulências próprias de um regime ainda não consolidado. Como identidade política e social, o Brasil é ainda uma nação adolescente buscando definir seus rumos. O povo brasileiro, entretanto, já amadureceu o suficiente para não aceitar mais ser pisoteado por patas de cavalo ou açoitado por baionetas nem intimidado por  tanque de guerra, sabiamente recolhidos à caserna.


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

TERRORISTAS MORTOS NA FRANÇA
Os terroristas que invadiram a revista semanal francesa  Charlie Hebdo foram mortos pela polícia francesa depois de uma caçada de mais de sete horas. A informação foi dada pela prefeitura de Paris agora à tarde. Segundo a mesma fonte, dois outros terroristas (um homem e uma mulher) que teriam invadido uma loja de produtos para judeus também foram mortos por atiradores da polícia de Paris.

A emoção toma conta dos franceses e de estrangeiros que moram na França. Mas a disposição dos franceses é de resistência e luta contra o terrorismo. Eventos nesse sentido estão marcados para esse domingo em toda a França. Debaixo de temperaturas negativas, os franceses pretendem ocupar as principais praças e avenidas do país para demonstrarem seu amor à pátria e a disposição de a defenderem a qualquer custo.

Os franceses sabem que atos terroristas podem eclodir em qualquer parte do país a qualquer momento. As autoridades francesas, com apoio unâmine da população, estão  em estado de alerta para detectar qualquer sinal de ação terrorista. Vale dizer que a polícia francesa é uma das mais bem treinadas e equipadas do mundo. Os grupos radicais isLâmicos  estão sob vigilância permanente.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

TERRORISMO DEIXA A FRANÇA PERPLEXA
Grupos terroristas islâmicos  que se auto denominaram seguidores da Al Kaeda atacaram a sede do semanário francês Charlie Hebdo, no centro de Paris. A revista satírica já foi alvo de ataque antes. A ação terrorista ocorreu num local de forte apelo histórico  para os franceses: a Praça da Bastilha.  12 pessoas morreram e mais 11 ficaram feridas na execução nominal dos integrantes da revista. Um policial foi executado friamente diante das câmeras de segurança e uma policial também foi assassinada peor ações terroristas. Perplexa, a frança se levantou unida contra o terrorismo. Governo e oposição condenaram a ação. Os países ocidentais se solidarizaram com a França e o papa Francisco rezou pelos mortos e pelos assassinos. A liga Árabe condenou a ação terrorista e autoridade religiosa islâmica declarou que o Islã é uma  ação pela Paz.
          J E    SUIS    CHARLIE
                        (EU SOU  CHARLIE)
SOMOS  TODOS   CHARLIE


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

OVERDOSE DE DOPAMINA
Dia de Natal, hora de compartilhar alegrias. Os presentes já foram distribuídos na véspera  durante a noite quando se praticou a tradicional Ceia. Muitas pessoas foram à praia tão logo terminou a comilança. Algumas esticaram a conversa madrugada adentro. E outras, preferiram mesmo foi dormir. Todas evidentemente bem vestidas, tirando fotos ou fazendo selfi com os celulares que ganharam de presente. O nome de tudo isso é consumo, despesa.

O consumismo  se transformou num ato condicionante, uma dependência química produzida pela dopamina. Dopamina é um neurotransmissor estimulante do sistema nervoso central. As mulheres produzem mais dopamina, o que explica suas predisposições para as compras. Quanto mais gastam mais produzem dopamina, que provoca uma sensação de bem estar temporário,  mas recorrentemente  viciante.  Em janeiro, a conta corrente está vazia e o cartão de crédito estourado. Chegam as despesas com matrícula, material escolar, IPVA, plano de saúde e outros itens da vida moderna. Logo vêm carnaval, festas juninas, férias, e novos preparativos para o Natal e o Ano Novo, sempre contaminado pelos problemas dos “anos velhos”.  O cérebro começa a produzir mais dopamina, e tudo se repete como nos anos anteriores. Também chamada de droga do prazer, a dopamina passa a se  impor , e a sociedade de consumo em que vivemos mergulha numa overdose desse “hormônio”.

           


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

FELIZ ANO NOVO PARA TODOS OS NOSSOS LEITORES, SEGUIDORES E COLABORADORES. É IMPORTANTE LEMBRAR QUE O NOVO ANO SOMENTE SERÁ REALMENTE NOVO SE NÃO VIR ACOMPANHADO DOS VELHOS E RECORRENTES PROBLEMAS DOS ANOS ANOS ANTERIORES. VAMOS COMEÇAR ESTE ANO ABORDANDO UM PROBLEMA CRUCIAL DOS DIAS DE HOJE: O CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO MUNDIAL E O SUPRIMENTO DE ALIMENTOS VISTO DE UMA PERSPECTIVA GLOBAL. VAMOS LÁ.

ALIMENTOS E POPULAÇÃO I
A população  mundial é hoje estimada em 7 bilhões e 200 milhões de indivíduos. A maior concentração populacional  está na Ásia. A China  tem mais de 1 bilhão e 300 milhões de pessoas, enquanto a índia abriga mais de 1 bilhão e 100 milhões de seres humanos. Essa região – a Ásia, é grande importadora de alimentos. Milho, trigo, arroz, açúcar, batatas, carnes e leite representam o maior contingente de produtos com valor agregado que faz parte da alimentação humana. O dado mais instigante dessa análise é que a projeção de crescimento da população  mundial  é que ela atinja 9 bilhões de indivíduos em 70 anos. Haverá condições  para uma oferta sustentável  de alimentos para uma demanda tão grande? A produção de alimentos cria vazios sanitários, cujos replantios podem ser afetados por alterações físicas ou biológicas.  Ademais, a demanda por alimentos  traz problemas de ordem ecológicas, econômicas e sociais. Haverá cada vez mais necessidades de terras, água e energia.

A produção mundial de alimentos é hoje da ordem de  4 bilhões de toneladas. Devido a fatores variados, cerca de 1 bilhão de pessoas passam fome no mundo inteiro. Isto, entretanto, não quer dizer que a produção de alimentos seja insuficiente para atender às demandas mundiais. Pelo menos, no momento. A má distribuição  do PIB mundial impede que regiões da África, Ásia e America Latina possam adquirir alimentos suficientes para suprir  suas populações.  Mas a situação tende a piorar. Questões climáticas no geral  e fatores econômicos  locais,   que acabam afetando todas as regiões do Planeta, tendem a diminuir  áreas de plantio. Falhas no planejamento das safras de grãos, coleta, armazenamento e transporte de grãos  são responsáveis por 30% a 50% de perdas  de alimentos, por desperdícios no campo, nos meios de transporte e nos mercados. Muitos alimentos de origem vegetal são descartados, por questões estéticas,  ainda no campo.  O mercado não aceita produtos que não tenham boa aparência.