O CONFRONTO IDEOLÓGICO CRISTÃO-MUÇULMANO
Ou a filosofia
ocidental não atende mais aos anseios da juventude desta extensa área do mundo ou a grade de
matérias do ensino deixou de dá atenção
aos valores pregados pelos grandes
luminares da Humanidade. A verdade é que existe um enorme fosso separando as
novas gerações dos seculares valores éticos e morais. O modo de vida ocidental
está sendo contestado por uma até agora minoria jovem, mas esse fato é um sinal
de alerta para os líderes dos Estados Unidos e da Europa ocidental; pode haver
uma expansão do radicalismo político dos grupos etários que representam a
reserva de segurança e de trabalho das nações ocidentais. Em tudo isso, o
confronto ideológico, a opinião ou a concepção de um mundo governado por ideias
teocráticas vêm à tona. Deus ou sua inexistência? Jesus ou Maomé? Buda ou a
generalização de ideias politeístas? Progresso ou retrocesso ideológico?
Essas conjecturas vêm a propósito de uma crescente emigração de jovens ocidentais para áreas de
conflitos ideológicos no Oriente e também na África. Parece inconcebível que jovens ocidentais de
formação universitária estejam abandonando o conforto da vida nas cidades dos países desenvolvidos e buscando as precárias condições de campos de guerra e o rigor disciplinar as fileiras de grupos extremados
orientais ou africanos que contestam a educação ocidental, o modelo organizacional do ocidente ou simplesmente se apaixonam por
métodos violentos de impor a Sharia, ou seja, a Lei Islâmica. Abandonar as
universidades europeias, os centros de convivência do Velho Mundo para se
enfileirarem ao lado de grupos como o Estado Islâmico ou o Boko Haran - só pra
citar dois -, como vem ocorrendo com pessoas jovens na Europa e nos Estados Unidos, não é uma ideia palatável para as lideranças
do mundo ocidental.
Afinal, o que falhou
nesses milênios de pregação da supremacia ideológica do Ocidente? E o que não
funcionou nessas últimas décadas de vivência ideológica do mundo
mussulmano? O acirramento do confronto
interno oriental talvez tenha sido estimulado indiretamente pela política
dominadora das potências econômicas e sociais do Ocidente. E é de mau presságio
a ideia de deificar a essência do confronto entre duas culturas diferentes.
Talvez por isso mesmo, colocar esse tipo de confronto da forma como vem sendo feito pela mídia tenha produzido esse estado
de espírito que domina a tênue e tensa Paz Mundial.
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