NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

 O CONFRONTO IDEOLÓGICO CRISTÃO-MUÇULMANO
Ou a filosofia ocidental não atende mais aos anseios da juventude  desta extensa área do mundo ou a grade de matérias do ensino  deixou de dá atenção aos valores  pregados pelos grandes luminares da Humanidade. A verdade é que existe um enorme fosso separando as novas gerações dos seculares valores éticos e morais. O modo de vida ocidental está sendo contestado por uma até agora minoria jovem, mas esse fato é um sinal de alerta para os líderes dos Estados Unidos e da Europa ocidental; pode haver uma expansão do radicalismo político dos grupos etários que representam a reserva de segurança e de trabalho das nações ocidentais. Em tudo isso, o confronto ideológico, a opinião ou a concepção de um mundo governado por ideias teocráticas vêm à tona. Deus ou sua inexistência? Jesus ou Maomé? Buda ou a generalização de ideias politeístas? Progresso ou retrocesso ideológico?

Essas conjecturas vêm a propósito de uma crescente emigração de jovens ocidentais para áreas de conflitos ideológicos no Oriente e também na África. Parece inconcebível que jovens ocidentais de formação universitária estejam abandonando o conforto da vida nas cidades dos países desenvolvidos e buscando as precárias condições de campos de guerra e o rigor disciplinar as fileiras de grupos extremados orientais ou africanos que contestam a educação ocidental, o modelo organizacional do ocidente  ou simplesmente se apaixonam por métodos violentos de impor a Sharia, ou seja, a Lei Islâmica. Abandonar as universidades europeias, os centros de convivência do Velho Mundo para se enfileirarem ao lado de grupos como o Estado Islâmico ou o  Boko Haran - só pra citar dois -, como vem ocorrendo com pessoas jovens na Europa e nos  Estados Unidos,  não é uma ideia palatável para as lideranças do mundo ocidental.

Afinal, o que falhou nesses milênios de pregação da supremacia ideológica do Ocidente? E o que não funcionou nessas últimas décadas de vivência ideológica do mundo mussulmano?  O acirramento do confronto interno oriental talvez tenha sido estimulado indiretamente pela política dominadora das potências econômicas e sociais do Ocidente. E é de mau presságio a ideia de deificar a essência do confronto entre duas culturas diferentes. Talvez por isso mesmo, colocar esse  tipo de confronto da forma como vem sendo feito pela mídia tenha produzido esse estado de espírito que domina a tênue e tensa Paz Mundial.

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