SEMANA DE TRÂNSITO-EDUCAÇÃO
E CIDADANIA
Semana do Trânsito.
Período para refletir sobre mobilidade urbana, vias públicas, educação.
Prefiro, porém, falar do transporte coletivo. Cidade pensada para o cavalo e a
carroça, por obra e graça da falta de visão dos planejadores e gestores dos fins
do Século XIX e começos do Século XX, o
Recife. Inchou. Isso mesmo, não cresceu ordenadamente. Até a
geografia da cidade não ajudava muito. Abstraindo-me
de tercer comentários sobre as várias formas de
transporte que o Recife conheceu, fixo-me nos ônibus que circulam pela
Capital. E eles são vitais para escoar
as centenas de milhares de passageiros que circulam pela Região Metropolitana
do Recife, notadamente pelo centro da Capital.
É difícil falar em educação de passageiros que precisam chegar aos seus
locais de trabalho ou de outras atividades
e têm que enfrentar a desorganização dos transportes públicos, a escassez de veículos que fazem esse
transporte e a qualidade do material oferecido
para muitas vezes longas e penosas viagens. Operadores do sistema, como
cobradores e motoristas, trabalhando sob
pressões de toda ordem, também não podem
ser satanizados em virtude da precariedade do transporte público de passageiros
do Recife e RMR.
As mudanças operadas no
sistema integrado de passageiros, tirando os ônibus dos subúrbios e os
integrando a algumas estações do metrô
só fez piorar o serviço de transporte público de passageiro do Recife e RMR. O
metrô, sucateado, numericamente insuficiente para atender a grande demanda de
passageiros, das áreas citadas, deixou de ser aquele atrativo para os
passageiros, tornando um meio de transporte
inseguro, irregular e violento, tal como já acontece com os ônibus.
´Preciso repensar o modelo de transporte de passageiros da RMR. Organizar as
linhas, os itinerários dos ônibus e licitar
o serviço, escolhendo empresas idôneas, que assumam compromisso com o
governo e sobretudo com a população a que vão servir. E sobre educação no
trânsito, só se vai conseguir esse valor social inestimável quando se oferecer
equipamentos de qualidade, que tenham fluxo regular e se ensine ao cidadão como usar bem esses equipamentos.
Só se aprende fazendo.
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