NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

SEMANA DE TRÂNSITO-EDUCAÇÃO E CIDADANIA
Semana do Trânsito. Período para refletir sobre mobilidade urbana, vias públicas, educação. Prefiro, porém, falar do transporte coletivo. Cidade pensada para o cavalo e a carroça, por obra e graça da falta de visão dos planejadores e gestores dos fins do Século XIX e começos do Século  XX, o Recife. Inchou. Isso mesmo, não cresceu ordenadamente.  Até  a geografia da cidade não  ajudava muito. Abstraindo-me  de tercer  comentários sobre as várias formas de transporte que o Recife conheceu,  fixo-me nos ônibus que circulam pela Capital.  E eles são vitais para escoar as centenas de milhares de passageiros que circulam pela Região Metropolitana do Recife, notadamente pelo centro da Capital.  É difícil falar em educação de passageiros que precisam chegar aos seus locais de trabalho ou de outras atividades  e têm que enfrentar a desorganização dos transportes públicos,  a escassez de veículos que fazem esse transporte e a qualidade do material oferecido  para muitas vezes longas e penosas viagens. Operadores do sistema, como cobradores e motoristas,  trabalhando sob pressões de toda ordem,  também não podem ser satanizados em virtude da precariedade do transporte público de passageiros do Recife e RMR.
As mudanças operadas no sistema integrado de passageiros, tirando os ônibus dos subúrbios e os integrando a algumas estações  do metrô só fez piorar o serviço de transporte público de passageiro do Recife e RMR. O metrô, sucateado, numericamente insuficiente para atender a grande demanda de passageiros, das áreas citadas, deixou de ser aquele atrativo para os passageiros, tornando um meio de transporte  inseguro, irregular e violento, tal como já acontece com os ônibus. ´Preciso repensar o modelo de transporte de passageiros da RMR. Organizar as linhas, os itinerários dos ônibus e licitar  o serviço, escolhendo empresas idôneas, que assumam compromisso com o governo e sobretudo com a população a que vão servir. E sobre educação no trânsito, só se vai conseguir esse valor social inestimável quando se oferecer equipamentos de qualidade, que tenham  fluxo regular e se ensine  ao cidadão como usar bem esses equipamentos. Só se aprende fazendo.

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