NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

domingo, 30 de agosto de 2015

NUNCA MAIS A VI
Falar estranho, voz suave, carinhosa
Palavras que não ditas se faziam entender
Dois mundos diferentes, que quando se entrelaçavam
Formavam um só corpo, uma só ideia
Aquele sotaque, aquelas palavras apressadas,
Numa sonoridade gostosa de ouvir
“Vai ao meu hotel”, já  no quinto dia
E visitas alternadas até a despedida
Bombons, barras de cereais, chocolates...
Muitos jantares, conversas longas
E aqueles estranhos pauzinhos manejando o sushi
Sushi que não como, e ainda hoje não sei
Como alguém se deleita comendo aquela coisa
Molhos,  tudo era passado no  molho...
Vinhos tintos, de tantos copos sem se embriagar
“Vem comigo”, pedia  a todo instante
E naquela despedida, já quase madrugada
Antes da pesada porta se fechar
Uma lágrima rola em seu rosto
Ela chorou...











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