NUNCA MAIS A VI
Falar estranho, voz suave, carinhosa
Palavras que não ditas se faziam
entender
Dois mundos diferentes, que quando se
entrelaçavam
Formavam um só corpo, uma só ideia
Aquele sotaque, aquelas palavras
apressadas,
Numa sonoridade gostosa de ouvir
“Vai ao meu hotel”, já no quinto dia
E visitas alternadas até a despedida
Bombons, barras de cereais,
chocolates...
Muitos jantares, conversas longas
E aqueles estranhos pauzinhos
manejando o sushi
Sushi que não como, e ainda hoje não
sei
Como alguém se deleita comendo aquela
coisa
Molhos, tudo era passado no molho...
Vinhos tintos, de tantos copos sem se
embriagar
“Vem comigo”, pedia a todo instante
E naquela despedida, já quase
madrugada
Antes da pesada porta se fechar
Uma lágrima rola em seu rosto
Ela chorou...
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