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quinta-feira, 30 de junho de 2011

     FUSÃO PÃO DE AÇÚCAR-CARREFOUR
 A fusão das megas empresas de supermercados Pão de Açúcar e Carrefour anda dando o que falar. A grande imprensa noticia o fato dando ênfase aos interesses corporativos dos grupos internacionais representados aqui no País por testas de ferro que fingem postura de defesa dos interesses nacionais. É só ver o time dos expoentes desses críticos do protocolo de fusão. A maioria deles pertence a tribo múltipla: PSDB- DEM - PPS. Esses partidos escolheram nas últimas eleições e tendem a se fundirem para que seus mebros não percam espaços políticos conquistados. O PSDB é um partido paulista, ja sem expressão nacional. O DEM está desaparecendo do cenário político e o PPS de Roberto Freire só conta com ele mesmo,, que aliás se transferiu para São Paulo onde se elegeu deputado federal. Aqui mesmo ele não se elegeria nem vereador do Recife.
 Do ponto de vista econômico, a fusão tem que beneficiar o capital e o empresariado brasileiros. O grupo Carrefour nacional anda mal das pernas, pende para a falência. O grupo Pão de Açúcar, de Abílio Diniz, parece com fôlego depois da situação difícil que passou há alguns anos. Há um protocolo de transferência de titularidade segundo o qual  em 2014 o acionista francês Cassino, detentor de mais de um terço do capital do Pão de Açúcar, adquiriria a maioria das ações e se tornaria majoritário, uma sangria na economia do País.. Em uma palavra, isto significaria a desnacionalização do varejo da mega empresa Novo Pão de Açúcar que será criada com a fusão dos dois grupos decidida entre os dirigentes nacionais dos mesmos. Claro que o Cassino chiou, e com ele seus testas de ferro no Pais. Caso semelhante aconteceu com o Bompreço, que apesar de manter a bandeira brasileira é um grupo totalmente estrangeiro - o Wal Mart, com sede nos Estados Unidos. A fusao nacional do Pão de Açúcar e do Carrefour fortalecerá o capital brasileiro e abrirá o mercado francês algo fechado às nossas exportações e europeu  aos produtos brasileiros. Falam em desemprego, mas o desemprego é um movimento ciclíco nesse ramo de atividades. Os próprios supermercados brasileiros fazem constante rotações de servidores, como forma de enxugar os custos operacionais para aumentar a margem de lucro. Clao que a fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour poderá fechar algumas lojas em pequenos bairros onde os dois gigantes possuam uma loja cada. Uma dessas lojas terá de ser fechada, mas não necessariamente. Ela poderá ser repassada para outra rede de supermercados.
 Quando se fala em o BNDESpar financiar parte da operação isso mexe com os "escrúpulos" de falsos defensores do capital brasileiro. Senadores, como Alvaro Dias (PSDB-PR) e deputados manjados que gritam contra "essa forma de ajuda" a megaempresários são na verdade acionistas ou testa de ferro de grandes grupos atacadistas e varejistas sediados no País, mas com sede no exterior. Defendem seus interesses pessoais. É para isso - financiar os empreendimentos - que serve o BNDSpar. A Globo dá ênfase às palavras desses parlamentares e esconde o verdadeiro sentido nacionalista da fusão. A Globo também tá nesse rolo de defesa do capital estrangeiro, porque também é parte integrante dele.
 O CADE, ao examinar a quesatão, com certeza estará ao lado do capital brasileiro.

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