NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

domingo, 19 de junho de 2011

             MARCHA PELA LIBERDADE?
LIBERDADE É BEM QUE SE CONQUISTA COM TRABALHO ÁRDUO E VIGILÂNCIA; HÁ UM ODOR DE COISA PODRE PAIRANDO NA ATMOSFERA POLÍTICA E SOCIAL DO PAÍS; A LIBERALIZAÇÃO DA MACONHA ESTÁ SENDO MAL INTERPRETADA; ESSA ONDA PODE DESCAMBAR EM TROCA DE "FAVORES" E TENTATIVAS DE REDUZIR OS ESPAÇOS CONQUISTADOS PELO POVO.

Nas ruas de mais de 40 cidades brasileiras foram realizadas ontem manifestações de grupos específicos de pessoas e às quais se denominou Marcha pela liberdade. De algum tempo para cá, sob o  pretexto de defender a liberdade de expressão, a mídia, principalmente a televisiva - Rede Globo de Televisão à frente - vem pregando enfaticamente a necessidade de defender a liberdade. Mas o que se viu nas ruas ontem foram os defensores da descriminação da maconha. E nessa ordem de valores acabam vindo a luta pela descriminação de todos as demais drogas. A sociedade brasileira como um todo espera bom senso de movimentos como este. Espera sobretudo que logo depois não venham com slogan como criminalização dos que descordam dessa ideia de descriminar a maconha. E em vez da defesa ampla da liberdade de expressão acabe amordaçando a parte maior da população que é contra essa prposta. Proposta, sim, porque o STJ simplesmente autorizou a realização da marcha dos defensores da ideia. Para virar lei e ser usada publicamente a ideia ainda precisa passar pelo crivo do Congresso (Cãmara e Senado), caixa de ressonância das aspirações do povo brasileiro.
 Não imaginem  que com a autorização da marcha pelo Supremo cada um vai poder plantar uma roça de maconha no quintal de sua casa. Isso configuraria crime, tal qual o é o transporte e venda da droga.
Nunca é tarde lembrar o que acontece em países desenvolvidos onde a maconha foi descriminada (Holanda e Canadá, por exemplo). O acesso à canabis nesses países só é permitido mediante receita médica indicando dose, espaçamento do uso e quantidade. A droga fica confinada nas farmácias, sob rígido controle como o imposto aos psicotrópicos. A grande quantidade de maconha usada nas boates baladas, clubes, etc. de lá é proveniente do tráfico. Que é crime, lá como em qualquer parte do mundo.
Os cidadãos brasileiros cada dia ficam mais apreensivos - para não dizer perplexos, diante dessa onda liberalizante que assola o País. As instituições nacionais de há muito vêm apresentando sintomas putrefatos de decomposição do tecido social no qual se originam e cujos odores são bem visíveis para quem acompanha o noticiário da imprensa. É bom ficar atento para as intenções dessa onda de benevolências oficiais; não esperar pelo troco, que sem dúvida será uma campanha de "liberalização" dos direitos básicos já conquistados pelo povo. Isso interessa bastante aos grupos ligados ao grande capital, ávidos por menos despesas e mais lucros, e tudo isso só será possível com mudanças que afetem os direitos trabalhistas e previdenciários duramente conquistados peloes trabalhadores. O maior trunfo do povo.aconselhou Getúlio vArgas, será a "eterna vigilância".

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