COPA DO MUNDO 2014
O SUBTERRÂNEO MUNDO DA "BOLA"
A gente prestigia porque vai ser aqui no Brasil. Vai ter muitas obras, melhorar a infraestrutura do País, ofertar muitos empregos, gerar renda para os trabalhadores de muitas cidades brasileiras e mostrar aos visitantes que não somos apenas o País do Samba. Mas esse evento previsto para se iniciar em junho de 2014 se cerca de maracutaias e tem lá o seu lado podre. E põe podridão nisso. A iniciativa privada (incluindo-se ai os próprios clubes de futebol) deveria construir, reformar ou adaptar os estádios onde serão realizadas as partidas da Copa. E ampliar e melhorar a rede hoteleira que hospedará milhares de turistas durante o evento do Campeonato Mundial de Futebol. Ao governo caberia cuidar da infraestutura viária, dos transportes e da mobilidade urbana para atender a essa grande demanda trística. Vale dizer: o governo cuidaria das estradas, dos aeroportos, dos portos, da segurança.
Ricardo Teixeira, presidente da CBF
Trabalho já existe, e muito. Estádios estão sendo reformados, alguns construídos e outros passam por algum tipo de adaptação. Entretanto, a velocidade com que esses trabalhos avançam deixa muito a desejar. Já deveriam estar em estágio avançado; mas vão numa morosidade de impessionar. E tudo isso tem uma explicação. Se bem que não seja uma boa explicação. Isso porque no meio de tudo está um ciadão chamado Ricardo Teixeira. Ele é o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). O que Teixeira tem a ver com isso? Tudo.
Ele é o "governador" do país do futebol mundialmente administrado pela FIFA (Federação Internacional de Futebol, em tradução livre). E a FIFA tem leis próprias que são impostas aos países-membros, algumas tão absurdas que passam por cima da Constituição desses países, Brasil no meio. Ricardo Texeira é tão gente-fina que a presidente Dilma Rouseff não o quer ver nem pelas costas. Não o recebe oficialmente no Planalto, e quando ocasionalmente o encontra em algum evento oficial se limita a um cumprimento discreto.
Presidente Dilma Rousseff
Por que tudo isso? É que Ricardo Teixeira e seus auxiliares ( os presidentes das federações estaduais de futebol) e uma súcia de trambiqueiros ligados à administração do futebol brasileira (da qual não escapa sequer o ministro dos esportes Orlando Silva) manipula as gordas verbas do setor, inclusive os aportes feitos pela FIFA. Teixeira declarou outro dia que só "se preocuparia com denúncias contra ele se elas fosse divulgadas pela Globo"; disse mais, que vai empurrando com a barriga tudo isso, por que em 2015 ele vai embora do País. Trocando em miúdos, Ricardo Texeira espera ser eleito presidente da FIFA em 2015. E morando lá fora, como foragido da lei, estará fora do alcance das autoridades brasileiras para investigá-lo.
O estádio do Morumbi, do São Paulo Futebol Clube, um dos gargalos criados por Ricardo Teixeira para deixá-lo fora de jogos da Copa do Mundo 2014.
Investigar o quê? As sujeiras do mandatário do futebol, que coloca suas questões pessoais, seus interesses particulares acima das boas relações que deveriam existir entre a CBF e algumas federações estaduais, como por exemplo a de São Paulo. E privilegia aqueles que rezam por sua cartilha diabólica. Tudo funciona à base de "bola", propina, desvio de verbas. O atraso nos estádios se deve a essa ação maquiavélica de Ricardo Teixeira, e seus sequazes. Eles sabem que quando for o momento, o dinheiro público entrará como tábua de salvação para concluir os estádios; e muito dinheiro que deveria financiar essas obras terá engordado a conta bancária de Ricardo Teixeira e dessa súcia de malfeitores que fazem o futebol brasileiro.
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