NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

domingo, 18 de setembro de 2011

          




          CRISE ECONÔMICA MUNDIAL:
 PRAZO DETERMINADO PARA ACABAR?

As coisas não andam nada bem lá para o lado dos países europeus da zona do euro. O Banco Central deles não sabe bem o que fazer com os países endividados do bloco. O maior gargalo é a Grécia; esse país parece não ter jeito. Se se alinha às exigências da Comunidade Europeia tem que aceitar condições difíceis de implementar do jeito que os credores querem. As reformas já postas em prática pelo primeiro ministro George Papandreus são impopulares, afeta os direitos dos trabalhadores e tem implicações com direitos adquiridos pelos mesmos. Se não aceitar as condições exigidas pelo Banco Central Europeu não recebe o aporte de recursos que necessita para sair do buraco onde se atolou. A população continua mobilizada, depois de várias semanas de manifestações contra a política trabalhista do governo. Papandreus ainda mantém o controle da situação, mas seu governo está enfraquecido e pode cair.

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        Reunião do G-8, representado pelos líderes dos países mais ricos do mundo

                                     ( Foto Wikipédia)
A Itália, segunda maior potência econômica da Europa, não deixa por menos. A dívida administrada por Silvio Berlusconi é superior aos ativos da economia do País. Pior para os italianos: Berlusconi não tem respaldo popular e enfrenta problemas de greves. O milionário primeiro-ministro é um velho sem credenciais morais, acusado de pedofilia e de manter um sítio onde realiza programas eróticos com garotas bonitas, escolhidas por seus assessores. Imagina um País em grave crise econômica governado por um homem que se mantém no poder graças ao seu poderio econômico e à corrupção que comanda. Também precisa de ajuda do Banco Central Europeu, mas as condições impostas para concessão de um empréstimo “jumbo” capaz de tirar o governo de Berlusconi da insolvência. Lá, os trabalhadores têm mais força e podem derrubar o primeiro-ministro, apesar de sua enorme capacidade de escamotear a verdade, comprar votos e se sair bem na foto depois das crises pelas quais seus vários governos têm passado.
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                                          George Papandreus, primeiro-ministro da Grécia
                                                        (foto Reuters)

Portugal, talvez seja a Nação do bloco europeu mais prejudicada pela adoção do euro. As condições de vida do português foram se degradando ao longo dos anos, lançando à miséria famílias que até então se viravam trabalhando em pequenas indústrias ou no comércio de menor impacto. As indústrias não suportaram o peso da crise e fecharam; o comércio, por tabela, depene em grande parte da indústria. As condições impostas pelo Banco Central para ajudar Portugal são tão duras quanto as que afetam a Grécia e a Espanha.
 Portugal já era um dos problemas mais pobres do bloco, e empobreceu ainda mais com o império do euro. Muitos dos seus cartões-postais perdem o encanto para os trabalhadores e até para os turistas.
                                                             
                                                               Sílvio Berlusconi, primeiro-ministro italiano
                                                                              (foto Wikipédia)

ainda a Espanha, com perdas de receita, indústrias emperradas por falta de recursos e população insatisfeita com a política trabalhista de José Luiz Zapatero, primeiro-ministro na corda-bamba. A situação é a mesma dos outros países em crise. A Espanha precisa de ajuda do Banco Central, mas as condições impostas são tão duras que é melhor esperar um pouco para ver se as coisas melhoram. Se fossem só esses três países! A crise europeia se alastra por quase todos os países do bloco europeu da zona do Euro. Nem o carro-chefe da economia do bloco – a Alemanha – está livre de crises. Economias interdependentes, a crise de uma nação, se não contornada convenientemente, acaba contaminando as outras nações.
Mensagem do Primeiro-Ministro
 A Inglaterra Corre por fora, e apesar de não estar livre do vendaval que varre a Europa, não depende do euro para resolver suas questões. Entrou para o grupo, mas conservou sua moeda – forte e tradicional: a Libra Esterlina. Os ingleses respiram melhor na estufa psicológica de densas fumaças que escapam do fogo que faz arder a Comunidade Econômica Europeia.
O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva cumprimenta o primeiro ministro espanhol José luis Zapatero pouco antes de uma reunião no .... Foto: AP
                O primeiro-ministro espanhol José Luiz Zapatero em companhia do ex-presidente  Lula
                                            (foto Reuters)

Espanha e a Itália possuem um parque industrial exportador que pode segurar-se até o fim da crise, sabe-se lá quando termina, se é que vai terminar. Para a Grécia e Portugal parece não haver saída. Provavelmente, abandonarão o euro e retomarão suas antigas moedas. A crise mundial começou há algum tempo nos Estados Unidos e Europa e tudo indica que terá uma vida bem longa. Alguns especialistas acreditam que a crise é fruto da estrutura econômica do capitalismo que se esgota. Se assim é, nada pode sinalizar para um fim dessa crise.

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