NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011


                                 Foto Wikipédia

 ÀS  MARGENS DO RIO IPIRANGA...

189 ANOS DEPOIS, O BRASIL TENTA CONSOLIDAR SUA INDEPENDÊNCIA * O 7 DE SETEMBRO É UMA DATA SIMBÓLICA QUE AINDA PRECISA SER DEVIDAMENTE ESCLARECIDA * A INDEPENDÊNCIA FOI ARRANCADA COM MUITA LUTA, MAS TAMBÉM COM CONCHAVOS DE BASTIDORES *  A SEPARAÇÃO DE PORTUGAL NA VERDADE FOI COMPRADA E CUSTOU CARO * A NAÇÃO SUStENTA UMA TRUPE DE PARASITAS ORIUNDOS DA MONARQUIA * O POVO BRASILEIRO CONTINUA ENGANADO.

7 de Setembro de 1889, data histórica para se comemorar a independência do Brasil, de acordo com os manuais escolares que reproduzem a história desse feito. Insígnas  e prococolo oficiais do País o registram como Data Magna da Nação, marco marior na História da Nacionalidade Brasileira. Já foi dito que  "A história é a versão oficial dos fatos"; nada mais verdadeiro.
O entusiasmo com que crianças e professoras primários cantavam o Hino Nacional, com o hasteamento da Bandeira do Brasil nessa data, parece  eventos arrefecidos. Os desfiles militares de 7 de Setembro de décadas atrás não têm mais o brilho que então ostentavam.
A Independência do Brasil foi por muito tempo cantada como um hino de louvor à bravura de um imperador que amava a terra que o acolheu e a queria livre do jugo português. A  releitura dos fatos ocorridos naquela época mosta uma história diferente. Ao lado de medidas paliativas adotadas pelo imperador, muitos conchavos de gabinete permitiram que o Brasil fosse declarado independente. D. Pedro I cedeu às exigências de Portugal e comprometeu o Tesouro Nacional pagando vultosas quantias para se mater esse arremedo de independência que ainda hoje não se completou. Além de contrair uma dívida gigantesca para pôr fim ao cerco que Porgugal fazia ao Brasil, D. Pedro I, um monarca fraco diante da conjuntura política internacional da época, ainda capitulou em relação a outras exigências do Corte de Lisboa. Teve que contrair um empréstimo à Inglaterra de cinco milhões de libras esterlinas para pagar à Portugal, o que comprometeu o progresso do País. Essa dívida somente foi paga pelo governo Lula, na tão propalda "liquidação da Dívida Externa",  o que deixou de ter destaque na grande imprensa. Até a queda da Monarquia o Brasil ainda era quase inteiramente econômica e politicamente dependente de Portugal.
Ao estudar a História do Brasil, o aluno de ensino médio de hoje já sabe que é  preciso recontar essa história. Ele, o aluno, fica sabendo, entre outras coisas, que o Rio Ipiranga é, na verdade, um um pequeno riacho em São Paulo e que na hora em que teria sido proclamada a independência o imperador estaria indisposto, com diarreia.
Mas o 7 de Setembro não deixa de ser uma data-símbolo para as gerações  que vieram depois do grito de "Independência ou Morte" e as que virão para viver num cenário político, econômico e histórico completamente diferente daquele que consta nos livros escolares do ensino Fundamental I que infelizmente aida traçam o perfil de uma elite egoista detentora dos meios de produção e das transações econômico-financeiras a controlar a vida pública e os negócios do País e fazer que este ainda seja um dos países mais corruptos do mundo. As manifestações de grupos cívicos diversos que ocorrem nesta data tentam resgatar o espírito patriótico do povo brasileiro. Os desfiles militares de hoje,  ainda mostram um País despreparado para se defender das investidas da cobiça das nações desenvolvidaso; o Brasil não precisa ser uma nação aramada para invadir países ou promover guerras; mas precisa de forças armadas vigorosas, com uma Marinha, um Exército e uma Aeronáutica dotados com os mais modernos e sofisticados meios de caça e combate, infataria adestrada e esquadra equipadas par a defesa do território brasileiro, de suas riquezas naturais e de nossa soberania. O Brasil dispões de tecnologia capaz de produzir os artefatos que equiparão as susas forças armadas e darão a segurança que um País forte precisa.
O  Grito dos Excluído na sua diversidade de concepções clama por uma Nação mais justa, na qual os brasileiros possam ter uma educação de qualidade, um sistema de saúde pública universalizado que contem com todos os recursos de diagnósticos e tratamento, inclusive os exames mais sofisticados da tecnogia por imagem; que os brasileiros ainda na zona de miséria social possam ter oportunidade de estudar, aprender uma profissão e se inserirem no mercado de trabalho onde receba salário digno; que na mesa dos brasileiros residentes nas periferias das grandes cidades e nos mais distantes rincões deste País haja comida que lhes sacie a fome e renove suas energias. Miséria e fome devem ser palavras riscadas das estatísticas nacionais. Mas também que se proporcione aos brasieiros habitação de qualidade, redes de esgoto, água tratada nas comunidades mais disantes e coleta e destinação adequada do lixo e dejetos; que se ofereça a cada brasileiro transporte seguro e de qualidade, de preferência mudando a matriz rodoviária para a ferroviária e se aproveite o enorme potencial dos rios e lagos do País para escoamento da produção agrícola e industrial, com interligação com os grandes portos e as ferrovias em processo de planejamento ou já em implantação. Que o Grito dos Excluídos perca sua razão de ser pela inclusão social de todas as camadas da população que ainda vivem à margem do progresso.  
Este  7 de Setembro, para as novas gerações,  passou a ser uma data de reflexão sobre o que era o Brasil, o que é no momento e o que poderia ser se em vez de elegias a um imperador  e à luta de classe dentro do núcleo de tomada de decisão do Império e à vaidade e interesses dos grupos dominantes remanescentes que querem manter privilégios, tivevesse ocorrido uma mudança de mentalidade. Mudança de rumos de um País realmente independente, qua aproveitasse os ideais de libertação e desenvolvimento que dominava os grupos liberais da Europa de então e no rastro desses ideais transformasse o Brasil num País poderoso. Tínhamos recursos naturais, mão-de-obra e uma geração de jovens que havia estudado na Europa. Mas esses jovens acabaram cooptados pelas famílias da elite dominante, e por muitas décadas o Brasil amargou um "recesso" de trabalho renovador entregue às brigas paroquiais das elites beneficiárias do processo de independência.
Que neste 7 de Setembro, aprovitandos os bons ventos que nestes momentos de crises internacionais sopram em nosso favor,  as forças vivas e independentes da Nação, como os trabalhadores, os estudantes, os professores, os intelectuais, as donas de casa  e os políticos ainda não contaminados pelo virus da corrupção  possam tomar uma posição em defesa dos altos interesses do País e lutarem para que o Brasil possa desenvolver suas potencialidades naturais, humanas e culturais e vir a ser uma Nação realmente independente, soberana e próspera.

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