ARMAS NUCLEARES E MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Depois de um período de longo silêncio durante o qual inclusive se insinuou que ele teria morrido, Fidel Castro reaparece nas páginas de um jornal cubano com um artigo no qual adverte para a situação de perigo que se descortina para o mundo inteiro. O ex-líder cubano chama a atenção dos líderes mundiais para os perigos de uma guerra nuclear no Oriente Médio e menciona as mudanças climáticas que vêm trazendo transtornos para as populações de todos os continentes. Deixando de lado o questionamento ideológico, é bom ter presente que as advertência de Fidel Castro são pertinentes. No Irã, o presidente Mahmoud Ahmadinejad leva a cabo uma programa nuclear que ele afirma ter fins pacíficos. Mas autoridades internacionais afirmam que o Irã está perto de construir uma bomba atômica. Intrincados silos de lançamento de foguetes e uma estrutura industrial subterrânea voltada para o enriquecimento de urânio põe dúvidas sobre a política pacífica daquele País. Já há muitas armas nucleares no Oriente Médio e arredores. Perto dali, a Índia e o Paquistão possuem armamentos nucleares, sem falar na China. Israel, igualmente, tem um programa nuclear secreto. Ahmadinejad está isolada em virtude das sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU e por potências aliadas que querem garantir o trânsito dos petroleiros pelos estreitos pelos quais se escoa o ouro negro abundante na região.
Quanto às mudanças climática, não há dúvidas de que elas chegaram para ficar e vão se intensificar nos próximos anos. Principalmente nas áreas do Pacífico e do Indico, fenômenos naturais desalojam populações inteiras e deixam milhares de pessoas desabrigadas. As chuvas que caem periodicamente sobre aquela região são cada vez mais intensas. Rios transbordam e transtornam a vida de milhões de pessoas. A mão humana está presente na origem da maioria dos eventos ali registrados. A própria Natureza passa por transformações geológicas naturais, mas essas mudanças vêm sendo precipitadas pela ação do homem. Se não houver uma mudança de atitudes da parta das autoridades que lidam com o problema da exploração do solo para a produção de alimentos e um pouco de bom senso das autoridades que lidam com a segurança, talvez num futuro não muito distante o ex-ditador cubano, pelas advertências feitas em seu artigo da semana passada, venha a ter razão.
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