O ESPÍRITO NATALINO É APENAS UM MOMENTO
Passada a euforia do espírito natalino a vida retoma sua rotina. Entre os preparativos para o Natal e a ansiedade para a passagem de Ano Novo, muitas promessas de fidelidade, muitas juras de amor eterno entre abraços calorosos e beijos ardentes. Esse é realmente uma período mágico, que dá vasa às emoções e acirra os desejos; propicia oportunidades de encontros inesperados e de reencontros tão desejados. É época de promessas de mudanças comportamentais no novo ano. Uns prometem que vão abandonas vícios, concentrar-se em coisas mais edificantes, marcar um encontro com Deus, tornarem-se pessoas melhores. Principalmente a passagem de Ano Novo, com o foguetório espipocando no ar , as promessas se avolumam, as emoções parecem vir à flor da pele.
Tudo cessa com o advento do ano novo. As promessas ficam para depois, os amores arrefecem, as pessoas são as mesmas de antes e tudo pareceu um sonho. Mas é positivo esse clima que mexem com as emoções, levam as pessoas a acreditarem que é possível um mundo melhor, uma sociedade onde se pode viver com mais afeto, respeito pelo próximo e num ambiente familiar mais aconchegante. Pena que o consumismo presida a tudo isso. Que os interesses capitalistas estejam por trás de todas essas emoções e que as pessoas não se deem conta que estão sendo manipuladas.
As religiões poderiam ter um papel mais presente nessas comemorações, preparando os espíritos das pessoas para a necessidade de se dar continuidade às aspirações do espírito de Natal. Pena que nem elas se entendam entre si, e transmitam para seus membros essa insegurança que faz com que tudo acabe já no dia 2 de janeiro. O espírito cristão no Natal, mesmo para quem não tem religião, é contagiante. Infelizmente, também ele ainda não conseguiu se libertar da tutela do capital.
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