NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012


   A   EUROPA  NÃO  SE  ENCONTRA                                  
A União Europeia continua vivendo seu drama de uma grande organização institucional  que tem viver com os problemas pertinentes a cada um dos seus 27 membros. O bloco parece irreversível; com ou sem o euro.  O  modelo  organizacional é admirável, grandioso e seria capaz de unir realmente as nações da comunidade, não fossem esses problemas pontuais, ou seja: culturas diferentes, povos com desejos de decidir  seus próprios destinos. Os dois principais parceiros do bloco econômico – França e Alemanha, rivalizam na intenção de liderá-lo. A Alemanha, mais forte do ponto de vista econômico, pretende consolidar sua liderança. O atual líder francês, François Holland, parece ter mais jogo de cintura. A Espanha cada dia afunda na sua economia e a população espanhola dá  uma demonstração de força ao parar as atividades econômicas  do País com greves e manifestações de rua. Portugal hoje está mais pobre do que quando entrou para o bloco. A Grécia, símbolo da parte fracassada do sistema, vive um verdadeiro estado –de- guerra, com a população nas ruas desafiando as forças policiais. Espanha, Portugal e Grécia representam o que não poderia ter acontecido dentro do bloco. Aumento de impostos que penalizam a parte mais pobre da população; demissão de funcionários públicos  e redução dos salários tanto na área pública quanto na privada. Isso é tudo que se precisa para uma convulsão social. E uma convulsão é que o que esses países vivem no momento. O que está ruim pode piorar; a Inglaterra, que não aderiu ao euro, ameaça agora abandonar  a União Europeia.  A Grécia deve tomar a iniciativa de sair  do bloco antes que seja expulsa.
No fundo, o problema europeu é mais grave do que se pensa. Com seus países-membros  em bancarrota, o bloco precisa de dinheiro para investir em ajuda aos mais endividados. Os mais ricos, no caso, a Alemanha, não quer perder suas gorduras para rechear a economia  dos países endividados. E agora, surgem vozes destoantes entre as lideranças do setor econômico do grupo; essas vozes acham que já se arrochou demais os países mais endividados. E ai fica mais difícil entender como vai ficar a situação econômica do bloco. A verdade é que o dinheiro atualmente disponível nos cofres da União Europeia é insuficiente para atender as demandas do bloco.

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