NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

domingo, 21 de outubro de 2012


       FIGURÕES DE FORA DO MENSALÃO
O governador Agnelo Queiróz  tem toda razão: esse julgamento do mensalão é apenas “uma ponta” da grande encrenca em que se enroscou os políticos deste País. O blog vem afirmando reiteradamente que o mensalão é apenas  a ponto do fio do grande novelo da corrupção política que como um monstro de mil tentáculos, e a partir dos porões dos Três Poderes,  envolve  as esferas administrativas do País em todos os seus níveis. Se alguém tomar a iniciativa de puxar a ponta  desse fio vai ver que ao se desenrolar, o novelo exporá  todas as mazelas  que travam  o desenvolvimento  econômico, político e social deste País. Não há setor que não esteja dominado por esse polvo escondido nos porões dos Poderes. Principalmente, na Câmara dos Deputados, não escapa ninguém, salvo engano  de última hora. Mas, é o Senado que se vem revelando o esconderijo das ratazanas que corroem os alicerces dos Poderes da República. Um Poder Institucional presidido por uma figura da estirpe  de José Sarney com certeza não é algo em que se possa confiar. Também um Judiciário, com ministros do tipo de Gilmar Mendes, é igualmente pouco confiável. Lembram  das peripécias do Daniel Dantas, que sempre se safou da prisão quando Gilmar estava de plantão no STF? Do banco do Dantas – o Oportunity, saíram grande quantidade de recursos que financiaram a ação do grupo de Marcos Valério, tido como o operador do mensalão. E é conveniente afirmar que o mensalão começou lá pelas bandas de Minas Gerais, financiando campanhas a governador de candidato do PSDB. Há inquéritos e investigações da Polícia Federal que apontam o envolvimento de lideranças de todos os partidos em falcatruas  e investidas contra os cofres públicos.  Todos esses casos fazem parte de um mesmo processo de corrupção, apropriação indevida do dinheiro do contribuinte. E envolvem as mesmas pessoas. O desdobramento dos casos levaria a uma linha única de investigação. Mas  interesses políticos de figurões da República  impedem essa ação coordenada. O fatiamento  dos processos de corrupção  dispersam as atenções da sociedade e inviabilizam  um investigação criteriosa e um julgamento decente que passe o Brasil a limpo.
José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soaes e ouros políticos já condenados pelo STF  são apenas uma fatia do grande bolo que ainda precisa ser dimensionado e colocado na bandeja  da Justiça para uma acusação formal e um julgamento que reerguesse o astral do povo brasileiro. Daniel Dantas e sua esposa, José Serra e sua filha, Azeredo Silveira, Marconi Pirillo, Agnelo Queiróz, José Sarney, Renan Calheiros e outras figuras “respeitáveis” dessa Nação  teriam que passar pelo  crivo da Justiça para que, desta forma, o povo  posso voltar a acreditas nos governantes e nas instituições do País.

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