NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

terça-feira, 23 de outubro de 2012


                          LIMPANDO A CARA DO BRASIL     
O julgamento do mensalão, certamente o mais tumultuado da história  da Suprema Corte, está na reta final. Os indivíduos apontados como integrantes  dos assim chamados  Núcleo Gestor (José Dirceu); do Núcleo Financeiro,  (Delúbio Soares) e do Núcleo Operacional, caso de Marcos Valério, os principais acusados pelo  Ministério Público representado na figura do Procurador –Geral  da República Roberto Gurgel foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). José Dirceu, José Genoíno, Delúbio  Soares, Marcos Valério e outros indivíduos investigados e processados pelo STF foram condenados. A população, entretanto, espera mais das autoridades judiciais. A grande imprensa, principalmente a Rede Globo de Televisão, tem dado ênfase à condenação das pessoas  acima citadas e de outras que fazem parte do rol dos processados. Esse  empenho da imprensa em apontar só essas pessoas arroladas pelo MP é no mínimo suspeito. No Congresso Nacional, no Executivo em  seus três níveis e no próprio Judiciário há pilantras que vêm enriquecendo às custas de falcatruas e do Erário Público, quer dizer:  dos impostos pagos pelos contribuintes.  O retorno desses impostos em serviços básicos à população é mínimo, quando não inexistente. O Brasil tem a maior carga de imposto do mundo, e esse peso colocado sobre os ombros  do cidadão tem servido para engordar a conta bancária de milhares de corruptos que ocupam postos-chaves na vida pública brasileira. Quando a Rede Globo cita os nomes dos condenados faz questão de ligá-los principalmente ao Partido dos Trabalhadores  (PT), como se neste País houvesse algum partido decente esconde o fato de que o mensalão começou muito antes de ter sido aceito  pelo PT já lá década 90 do Século passado. Finge não saber que a emenda da reeleição aprovada pelo Congresso já foi um ato do esquema do mensalão. E não divulga as falcatruas praticadas por José Serra, então ministro do planejamento do governo FHC e sua filha, em sociedade com a esposa de Daniel Dantas. As duas abriram firmas fantasmas  no exterior para lavagem de dinheiro público que voltava ao País  como dinheiro limpo para investir em empreendimentos que tinham curta duração; o objetivo desse dinheiro na verdade  era financiar as campanhas do PSDB e seus aliados políticos.  E os outros partidos? Qual deles escaparia de uma investigação isenta da Polícia Federal ou da própria  Procuradoria –Geral da República? Nenhum!  Toda essa corja agora condenada pelo STF  faz parte de um esquema de corrupção que  suga o dinheiro público há muito tempo.  Como se pode deixar de fora de um processo criminal sério gente do tipo de Renan Calheiros, José Sarney , Marconi Pirillo, Agnelo Queiróz, Blairo Maggi, Rosane Sarney, Inocêncio Oliveira, José Serra e tantos outros corruptos e corruptores deste País. Se o PT tem tantas mazelas, qual a participação do ex-presidente Lula nesse esquema? Ou ele realmente não sabia e nada? Lula deixou de ser um torneiro mecânico retirante da seca do Nordeste para se firmar em São Paulo, onde fez fortuna e se tornou um burguês milionário. E o Daniel Dantas, beneficiário das inúmeras liminares concedidas por Gilmar Mendes  quando ocorria estar de plantão no  STF? Como pode ficar fora de um julgamento que apure crime de corrupção. E seu banco Oportunity, que financiou com grandes volumes de recursos  os esquemas de compra de votos, inclusive  o mensalão? O julgamento ora em fase final no STF é importante como forma de resposta do Poder Público à população diante desses escândalos que há muito tempo  vêm abalando as estruturas políticas e administrativas brasileiras. Mas a população quer mais. Os cidadãos que pagam impostos para manter a educação, a saúde, a segurança e outros setores vitais da vida pública  brasileira deverão formar grupos de pressão para que essa camarilha de corruptos seja atingida pela lei, processada e igualmente condenada pelos males que tanto causam  à Nação.

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