NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013


    LUA CHEIA, MARÉS, LOBISOMEM
Lua cheia, gritos, uivos, arrepios, lobisomem...
Noites difíceis, agitação, expectativa, tempestades.
Sussurros,  grunidos, latido de cães... Horror!
Pálido, o miserável sentado no frio lagedo,
Aguarda o ato medonho para sangue beber.
Casas em silêncio, portas cerradas; angústia...
Famílias com medo, crianças trêmulas, aflitas.
Meia-noite, o longo uivo lá distante ecoa.
Amaldiçoado, o  mísero ser  se contorce,
E em vão da sinistra sina tenta se libertar.
O cão danado faminto ganha a campina...
Lua cheia, morcegos, corujas, mar agitado.
Na  praia deserta o ente pisa a água borbulhante,
Solitário e Já sem forças,  pálido cai na areia fria
E a espuma do refluxo da maré à baba se mistura.
Lua cheia... Uivos, medo, vou no balanço da maré....
Sem remo e sem rumo, à deriva de mim mesmo.
Histórias sem nino que me contavam no terraço
Da casa grande do engenho da minha infância.








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