NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

terça-feira, 10 de março de 2015

BASTIDORES  DA POLÍTICA
Política é uma terra estranha de entender. Os políticos vivem sobre arreia movediça, cada um querendo que o outro caia no precipício. Velhos aliados de ontem são ferrenhos adversários hoje. O partido “ideal” de um passado recente é hoje  a “casa dos horrores” para alguns integrantes. Nos bastidores da política, onde transitam igualmente notícias de fatos do judiciário, ministro do STF medeia disputa acirrada e decide não investigar Lula em troca da não investigação de FHC. Os podres e malfeitos de um e de outro vão para o “arquivo” de um processo nunca iniciado.

Delírio? Antes fosse. Os escândalos envolvendo Aécio Neves tem denúncias arquivadas, mas essa benemerência tem um preço: não investigar Dilma Rousseff. O Anastasia que se exploda. Mas não é bem assim. Vai se arranjar um jeito de arquivar as denúncias contra o senador mineiro. Álvaro Dias está na corda bamba, mas José Agripino continua vociferando contra o governo e o Ministério Público. Tasso Jereissati, uma múmia  enterrada por Lula e desenterrada pela oposição atual, faz ensaios na tribuna do Congresso. Humberto Costa, do tempo dos sanguessugas, neve a evidente participação nos esquemas de corrupção. Ex-diretor da Petrobras, beneficiado pela delação premiada, se enrola na CPI e embora negando deixa evidente que corrupção na estatal vem desde os tempos de FHC.


Renam Calheiros queria ser ministro do STF, mas se contentaria com a aceitação de um indicado seu para a vaga de Barbosa, precocemente aposentado. Eduardo Cunha sonhava em assumir a presidência da República, se Dilma saísse e Temer não pudesse assumir. Um e outro, Calheiros e Cunha, estão na lista dos denunciados pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot. O impeachment de Dilma foi pro espaço, pois os principais interessados em substituí-la na presidência não poderão fazê-lo. Agora, a arrogância da oposição vem faca nos dentes: Lula teria ameaçado “colocar o exército nas ruas” caso as manifestações programadas para esse domingo extrapole do controle da segurança pública. Como se Lula fosse o presidente e desse ordens a Dilma. Até domingo de manhã muita água vai rolar por baixo da ponte dos bastidores da política. Bom senso e caldo de galinha não fazen mal a ninguém.

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