BASTIDORES DA POLÍTICA
Política é uma terra
estranha de entender. Os políticos vivem sobre arreia movediça, cada um
querendo que o outro caia no precipício. Velhos aliados de ontem são ferrenhos
adversários hoje. O partido “ideal” de um passado recente é hoje a “casa dos horrores” para alguns integrantes.
Nos bastidores da política, onde transitam igualmente notícias de fatos do
judiciário, ministro do STF medeia disputa acirrada e decide não investigar
Lula em troca da não investigação de FHC. Os podres e malfeitos de um e de
outro vão para o “arquivo” de um processo nunca iniciado.
Delírio? Antes fosse.
Os escândalos envolvendo Aécio Neves tem denúncias arquivadas, mas essa
benemerência tem um preço: não investigar Dilma Rousseff. O Anastasia que se
exploda. Mas não é bem assim. Vai se arranjar um jeito de arquivar as denúncias
contra o senador mineiro. Álvaro Dias está na corda bamba, mas José Agripino
continua vociferando contra o governo e o Ministério Público. Tasso Jereissati,
uma múmia enterrada por Lula e desenterrada
pela oposição atual, faz ensaios na tribuna do Congresso. Humberto Costa, do
tempo dos sanguessugas, neve a evidente participação nos esquemas de corrupção.
Ex-diretor da Petrobras, beneficiado pela delação premiada, se enrola na CPI e
embora negando deixa evidente que corrupção na estatal vem desde os tempos de
FHC.
Renam Calheiros queria
ser ministro do STF, mas se contentaria com a aceitação de um indicado seu para
a vaga de Barbosa, precocemente aposentado. Eduardo Cunha sonhava em assumir a
presidência da República, se Dilma saísse e Temer não pudesse assumir. Um e
outro, Calheiros e Cunha, estão na lista dos denunciados pelo procurador-geral
da República Rodrigo Janot. O impeachment de Dilma foi pro espaço, pois os
principais interessados em substituí-la na presidência não poderão fazê-lo. Agora,
a arrogância da oposição vem faca nos dentes: Lula teria ameaçado “colocar o
exército nas ruas” caso as manifestações programadas para esse domingo
extrapole do controle da segurança pública. Como se Lula fosse o presidente e
desse ordens a Dilma. Até domingo de manhã muita água vai rolar por baixo da
ponte dos bastidores da política. Bom senso e caldo de galinha não fazen mal a
ninguém.
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