NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quinta-feira, 12 de março de 2015


RECIFE E OLINDA
Recife e Olinda comemoram  aniversário hoje. Olinda, um pouco mais velha, é de 12 de março de  1539, já o Recife é de 12 de março de 1537. Amaro Quintas, meu professor de história no velho Colégio Estadual de Pernambuco, afirmava que as datas de fundação das duas cidades foram convencionadas, pois haveria dados contraditórios a respeito. Olinda, erigida sobre montes de onde se tinha visão privilegiada para vigiar os barcos que se aproximavam da costa, mantém todo seu encanto de cidade encravada  entre montes e cercada de densa vegetação tropical. Seu casario se mantém quase intacto, com aquele aspecto de vila  que lhe deu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade concedido pela UNESCO, um órgão da ONU. Recife, cidade dos rios e das pontes, com suas ruas estreitas remanescentes em muitos bairros  ainda tem a marca de vila construída numa época quando o transporte disponível era o cavalo e a carroça.
Na década de trinta, o Recife desfrutava do bonde e do trem como meio de transporte urbano e interurbano. Não existiam ônibus. Não havia aeroporto, grandes edifícios nem as grandes avenidas que hoje cortam a cidade. Apenas alguns bairros, como o do Recife,  Santo Antônio,  Santo Amaro, São José, Boa Vista, Torre, Madalena, Graças, Espinheiro, Poço da Panela, e alguns outros. Porto fumegando de trabalhadores graças ao açúcar produzido em Pernambuco; comércio intenso em São José e Santo Antônio. Rua Imperial, único acesso ao centro para quem vinha da zona sul ou de outros estados desse contorno. Avenida Saturnino de Brito, onde morava a burguesia da zona sul da cidade. Rua de Jangada, reduto de pescadores. O resto era mangue, alagados, descampados, morros ainda cobertos de vegetação. E Olinda, eterna cidade-dormitório, se beneficiava do progresso do Recife; se ligava à capital através dos bondes. E dependia da metrópole par sobreviver.





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