Depois de ter seu pedido de prisão negado pelo ministro Teori Zavascki, o presidente do Senado, acusado de praticar maracutaias e tentar barrar as investigações da Operação Lava Jato, ameaça com impeachment o Procurador-Geral da República Rodrigo Janot. Todos os atos do Procurador -Geral da República têm com base os documentos apreendidos pela Polícia Federal e por acusações devidamente homologadas pelo STF feitas por delações premiadas de ex-senador e ex-presidente da Transpetro e outras pessoas influentes que lidaram com o dinheiro sujo dos empresários investigados pelo juiz Sérgio Moro. Bom lembrar que Renan e outros caciques da política brasileira igualmente tentaram desconstruir a autoridade do magistrado coordenador da Operação Lava Jato.
O senador Cristovan Buarque, talvez um dos únicos que se salve nesse episódio de corrupção cujo noticiário invade diariamente os lares das famílias brasileiras, aconselhou o senador Rena para que tenha cautela nessas suas explosões de ódio contra as autoridades que o investigam, ponderando que um deslise do presidente do Senado pode deixar o Poder Legislativo "muito mais desacreditado do que está". Mas nada para a sede de vingança de Renan Calheiros, um dos maiores calhordas da política brasileira. Mais uma vez, vale lembrar que Renan, em legislatura anterior, teve que renunciar ao mandato para não ter o mandato cassado. E os motivos que o levariam a cassação seriam mais ou menos os que atualmente pesam sobre eles, agravados hoje pelas tentativas de barrar as investigações, anular seu pedido de prisão e várias maracutais em que ele está sempre envolvido. A questão é que hoje Renan faz parte do esquema Temer para inverter a ondem institucional, derrubar as pessoas sérias e levar o Brasil para o viés da política internacional controlada pelos Estados Unidos, que impõe um fardo pesado para os trabalhadores e para as camadas mais carentes da população. O coronel das Alagoas precisa ser barrado... enquanto ainda há tempo.
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