NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

domingo, 19 de junho de 2016

O pândego  do Renan Calheiros disse uma das maiores bobagens que um político com a experiência do presidente do Senado poderia dizer. Referindo-se  às delações premiadas de presos que colaboram com a Operação Lava Jato, afirmou que  "o cidadão, vendo a família passando fome diz o que os investigadores querem ouvir". Será que Renan tem medo que sua família passe fome caso ele venha a ser preso? Pois é, quando a gente achava que já tinha visto tudo, se surpreende com essa pérola do presidente  do Parlamento Brasileiro. Ora os delatores presos com suas delações devidamente homologadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) são políticos que enriqueceram às custas de propina, ricos empresários, principalmente do setor da construção civil, fazendeiros ligados à agropecuária,  diretores de estatais,  doleiros e toda uma súcia de  calhordas da estirpe de Renan Calheiros. O presidente do Senado esquece que a fome ronda as famílias pobres cujos responsáveis por sua manutenção estão na cadeia, algumas vezes porque furtaram uma galinha ou pegaram uma lata de leite para o filho de tenra idade. Mas a acusação contra eles foi engendrada por forças ocultas, gente que queria "mostrar serviço". 

Renan tá solto na capoeira; escapou da prisão, embora agora existam maiores evidências da sua tentativa de  barrar a Lava Jato. O pândego chega a  ameaçar abertamente - inclusive de sua cadeira no plenário  do Senado pôr em votação qualquer proposição que chegue à casa pedidndo o impeachment  do Procurador-Geral d República Rodrigo Janot. Seria uma vingança porque  o citado procurador pediu a prisão do senador. Renan é uma dessas criaturas mais asquerosas da política brasileira. Em legislatura passada, não conseguindo provar a origem de tanto dinheiro em suas contas bancárias, renunciou para não ter seu mandato cassado. As afirmações de que o dinheiro era "fruto da venda de gado (Reran é rico fazendeiro do setor pecuarista) feitas pelo senador não convenceram seus colegas que o investigavam. Se ele tivesse vendido todas as fazendas que então possuía, mesmo assim não conseguiria justificar o montante de dinheiro que foi localizado. E Renan se elege novamente senador, e mais uma vez presidente do Senado. As Alagoas têm bons exemplos de corruptos que escapam da cassação e de outros que foram cassados e voltaram à cena pública, caso do falso caçador de marajás, o biltre Collor de Melo. Renan tem uma tropa de choque que o protege das ações da justiça. É uma quadrilha de assaltantes dos cofres públicos, que não querem ser investigados. Renan é o chefe dessa quadrilha. mas a quadrilha tem muitos chefes, todos poderosos, caciques da velha política brasileira. Eduardo Cunha, Romero Jucá, José Sarney, apitam, fazem fumaça  e põem a tribo de plantão. Seria sacanagem excluir o Michel Temer do meio dessa cacicagem.

Coitado do Renan! Tem medo que sua família venha  passar fome. 

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