A CULPA É DA DILMA
A visita do candidato do PSDB José Serra ao Recife foi um tremendo fiasco. A tônica dominante foi a desorganização. Coisa típica de um grupo político que sabe que perdeu uma eleição. A confusão reinante na concentração da caminhada - a Praça Maciel Pinheiro - um espaço acanhado com pouca área para movimentação da militância foi geral. Os líderes não se encontravam, Serra estava como que perdido. A pressa em iniciar a movimentação expôs a falta de organização da campanha de Serra. O candidato queria está sempre junto ao aliado Jarbas Vasconcelos, mais ágil e sempre mais à frente. Ao entrarem na rua da Imperatriz, a confusão aumentou. A caixa de picolé de um vendedor foi derrubada, muitas pessoas foram projetada ao chão, aquela balbúrdia. E quando procuraram Serra, o homem já tinha ido, embora a caminhada tivesse apenas começando. No dia anterior, havia sido cancelado um debate na TV Aratu, da Bahia. Dilma Rousseff, em outro estado, não compareceria. Também não sabiam que o País vive o horário de verão, e que a variação de horário devia ajustar as ações da campanha. Serra teria que gravar seu programa para o guia eleitoral em São Paulo, às 8 da noite, e já passava das 4 da tarde. Serra, então, entra num carro, ruma para o aeroporto e pega o avião de volta à São Paulo. A caminhada perdeu sentido, ficou sem fôlego, esvaziou-se.
Quando chegaram à Praça da Independência, os deputados da Coligação Pernambuco Pode Mais foram informados que Serra já estava voando de volta para São Paulo. A decepção foi generalizada. A praça estava preparada para um "comício monstro", e tentaram fazer um arremedo de comício escalando Terezinha Nunes para fazer um discurso. A praça já estava esvaziada, e o dono do trio elétrico sabendo que Serra não chegaria mais, foi embora com o carro. Segundo registro da Folha de Pernambuco, populares que aguardavam na praça José Serra se irritaram com a volta inesperada à São Paulo do candidato e manifestaram sua insatisfação diante desse bagunça coordenada por Sérgio Guerra, a ponto de muitos afirmarem " nesse eu não voto mais". Debate adiado, desconhecimento do horário de verão, desencontros dos líderes da campanha, palavras desconexas de Sérgio Guerra, povo deixado no meio da rua ao léu, fracasso total de um movimento que iria"fazer o RECIFE TREMER". Esse foi o saldo da visita de José Serra ao Recife. Na avaliação do candidato Serra, a culpa, com certeza, foi da Dilma. Ah! Finalmente, Magno Martins, ferrenho adversário do PT e de Lula, em sua coluna de hoje na Folha de Pernambuco, pela primeira vez reconhece a vitória de Dilma. É o último porta-voz do PSDB a aceitar a derrota.
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