CUMPRIMENTOS DE FIM DE ANO
Estamos fechando as atividades de 2011 que se apaga sob fortes ventos, chuvas, tempestades e secas devastadoras. Literalmente. Mas também de forma simbólica. A fúria da Natureza, com erupções de vulcões com suas larvas incandescentes que desalojam milhares de pessoas de suas casas e lançam toneladas de pó na atmosfera muitas vezes impedindo o deslocamento de aeronaves em suas rotas tradicionais. Fenômenos climáticos, de um lado, e ações humanas desastrosas, do outro lado, intranquilizam vilas, povos, nações, etnias. A arrogância de líderes de potências militares; a ameaça de guerra nuclear; a provocação de países que querem fazer sua demonstração de forças intimidando os rivais. Tudo isso foi objeto de análise e comentário do blog.
Dentro de 3 dias estrearemos um Novo Ano, e com ele, como acontece a cada evento idêntico, vem a esperança de uma renovação de atitudes dos líderes mundiais, um desejo de paz e o anseio por melhores condições de vida. Trocando em miúdos, o que queremos é uma sociedade melhor, menos injusta e mais sensível aos problemas dos mais necessitados. Mas nunca é demais repetir: a sociedade é a caixa de ressonância da família, que por sua vez reflete o humor dos indivíduos. A sociedade nunca foi tão desumana como agora; a família está em frangalhos. E o indivíduo moderno nunca foi tão hipócrita. Assim, só teremos uma família estruturada com indivíduos sinceros e zelosos dos seus deveres e responsabilidades. Quando nos concientizarmos disso e tivermos uma reversão de nossas atitudes mesquinhas, ai sim, teremos uma sociedade melhor. Até lá, o blog deseja aos seus seguidores e amigos um
FELIZ 20111
NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;
NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;
EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.
NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;
EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
domingo, 26 de dezembro de 2010
Gostaria de agradecer pela sua citação em seu blog e também gostaria de lhe enviar um texto que escrevi sobre as expectativas para 2011, na verdade é um texto descritivo mas puxando para o informativo podemos classificar como descritivo informativo e gostaria que você desse uma olhada.
Expectativas 2011
Mais um ano chega ao fim, já é dezembro e a população já começa a se mobilizar para uma entrada especial em um novo ano dessa vez o ano de 2011. Muitas revistas, televisões e etc. Já providenciaram suas retrospectivas do ano de 2010 e muitos já lançaram suas expectativas para 2011.
Neste novo ano vamos presenciar algo inédito na história brasileira, a primeira mulher a se tornar presidente do Brasil, já vivemos no dia 20 de janeiro de 2009 a posse do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, Barack Obama, agora por vez o Brasil terá uma mulher presidindo o país, a antiga primeira ministra Dilma Rousseff, eleita com 56,05% do total de votos validos. E a posse o deputado federal mais votado na ultima eleição o palhaço Tirica.
O ano será marcado por vários lançamentos, com a tecnologia digital e 3D o cinema entra 2011 com lançamentos de tirar o fôlego, é prometido para o ano a volta da saga Piratas do Caribe, o último filme da saga Harry Potter. O Brasil não fica por fora das novidades prometidas e prevê para abril a primeira animação brasileira “Rio” pelo mesmo diretor de “A Era do Gelo” Carlos Saldanha.
Voltando para os assuntos políticos do nosso país o governo federal prevê um orçamento de R$ 854,7 bilhões e receitas de R$ 936,4 bilhões para o ano de 2011, e ainda promete um crescimento de 5,5% para os anos de 2011 a 2013 com o projeto de LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).
Essas são apenas algumas das muitas novidades que iremos encarar em 2011, desejamos que os brasileiros cresçam em visões políticas, um ótimo ano novo para todos.
Gedson Henrique
-Gedson Henrique,estudante e seguidor do blog, estréia como colaborador.
Expectativas 2011
Mais um ano chega ao fim, já é dezembro e a população já começa a se mobilizar para uma entrada especial em um novo ano dessa vez o ano de 2011. Muitas revistas, televisões e etc. Já providenciaram suas retrospectivas do ano de 2010 e muitos já lançaram suas expectativas para 2011.
Neste novo ano vamos presenciar algo inédito na história brasileira, a primeira mulher a se tornar presidente do Brasil, já vivemos no dia 20 de janeiro de 2009 a posse do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, Barack Obama, agora por vez o Brasil terá uma mulher presidindo o país, a antiga primeira ministra Dilma Rousseff, eleita com 56,05% do total de votos validos. E a posse o deputado federal mais votado na ultima eleição o palhaço Tirica.
O ano será marcado por vários lançamentos, com a tecnologia digital e 3D o cinema entra 2011 com lançamentos de tirar o fôlego, é prometido para o ano a volta da saga Piratas do Caribe, o último filme da saga Harry Potter. O Brasil não fica por fora das novidades prometidas e prevê para abril a primeira animação brasileira “Rio” pelo mesmo diretor de “A Era do Gelo” Carlos Saldanha.
Voltando para os assuntos políticos do nosso país o governo federal prevê um orçamento de R$ 854,7 bilhões e receitas de R$ 936,4 bilhões para o ano de 2011, e ainda promete um crescimento de 5,5% para os anos de 2011 a 2013 com o projeto de LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).
Essas são apenas algumas das muitas novidades que iremos encarar em 2011, desejamos que os brasileiros cresçam em visões políticas, um ótimo ano novo para todos.
Gedson Henrique
-Gedson Henrique,estudante e seguidor do blog, estréia como colaborador.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
CUMPRIMENTOS NATALINOS
O Blog acompanhou através de noticiários de várias formas de mídias as comemorações natalinas através do mundo. Em essência, as comemorações variam de continente a continente e até dentro de um mesmo país. Em Jerusalém, as autoridades palestinas, à frente o presidente Mahmud Abbas, estavam presentes ao interior dos espaços sagrados onde se celebrava a missa natalina pela igreja ortodoxa local. Cristãos e muçulmanos celebravam a seu modo o espírito do natal. Esse é um dado importante para a história. Religiões diferentes, cujos membros se desvencilharam dos excessos próprios de lideranças religiosas dessa região para celebrarem em harmonia o ritual do Cristianismo. Com isso os muçulmanos não se convertem ao cristianismo nem os cristãos se tornam muçulmanos. Mas demonstram o entendimento de que é possível viverem em paz na diferença de suas crenças. Na China, um país comunista e portanto ateu, cresce o interesse pelo Natal. Embora esse interesse tenha motivação econômica, pois os chineses são os maiores fabricantes de produtos natalinos do mundo, é interessante notar que mesmo assim eles vão se integrando ao espírito da época. Na Europa, notadamente no Leste, apesar de um cristianismo híbrido, as comemorações natalinas congregam as pessoas. O Japão, budista e xintoísta, tem sua maneira particular de comemorar o natal, mas as comunidades budistas impulsionam os festejos que rendem lucro ao comércio. Nos Estados Unidos e na Europa ocidental o natal é mais um momento de fausto, beleza ornamental e compras de artigos para presentes. No Brasil, apesar de não ser tão diferente, há celebrações religiosas de vários cultos, a população vai às compras, há trocas de presentes e o espírito natalino toma conta de todas as regiões do País.
Seja lá como for, se o profano suplanta o sagrado num mundo globalizado, há contudo a constatação de que o espírito natalino se consolidou e até vai se ampliando em lugares onde era pouco levado em cota. Natal significa nascimento, vida nova, Renascimento. Sejam quais forem as diferenças de concepções religiosas é importante esse momento, pois esse Espírito Natalino libera fluidos positivos capazes de promover momentos de paz, reflexão, solidariedade e perdão. Para todos os nossos amigos, e também para aqueles que não se consideram (ou não querem ser) nossos amigos, o blog deseja um FELIZ NATAL.
O Blog acompanhou através de noticiários de várias formas de mídias as comemorações natalinas através do mundo. Em essência, as comemorações variam de continente a continente e até dentro de um mesmo país. Em Jerusalém, as autoridades palestinas, à frente o presidente Mahmud Abbas, estavam presentes ao interior dos espaços sagrados onde se celebrava a missa natalina pela igreja ortodoxa local. Cristãos e muçulmanos celebravam a seu modo o espírito do natal. Esse é um dado importante para a história. Religiões diferentes, cujos membros se desvencilharam dos excessos próprios de lideranças religiosas dessa região para celebrarem em harmonia o ritual do Cristianismo. Com isso os muçulmanos não se convertem ao cristianismo nem os cristãos se tornam muçulmanos. Mas demonstram o entendimento de que é possível viverem em paz na diferença de suas crenças. Na China, um país comunista e portanto ateu, cresce o interesse pelo Natal. Embora esse interesse tenha motivação econômica, pois os chineses são os maiores fabricantes de produtos natalinos do mundo, é interessante notar que mesmo assim eles vão se integrando ao espírito da época. Na Europa, notadamente no Leste, apesar de um cristianismo híbrido, as comemorações natalinas congregam as pessoas. O Japão, budista e xintoísta, tem sua maneira particular de comemorar o natal, mas as comunidades budistas impulsionam os festejos que rendem lucro ao comércio. Nos Estados Unidos e na Europa ocidental o natal é mais um momento de fausto, beleza ornamental e compras de artigos para presentes. No Brasil, apesar de não ser tão diferente, há celebrações religiosas de vários cultos, a população vai às compras, há trocas de presentes e o espírito natalino toma conta de todas as regiões do País.
Seja lá como for, se o profano suplanta o sagrado num mundo globalizado, há contudo a constatação de que o espírito natalino se consolidou e até vai se ampliando em lugares onde era pouco levado em cota. Natal significa nascimento, vida nova, Renascimento. Sejam quais forem as diferenças de concepções religiosas é importante esse momento, pois esse Espírito Natalino libera fluidos positivos capazes de promover momentos de paz, reflexão, solidariedade e perdão. Para todos os nossos amigos, e também para aqueles que não se consideram (ou não querem ser) nossos amigos, o blog deseja um FELIZ NATAL.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Estamos retomando os trabalhos do blog. Temos tido alguns iatos na sequência das matérias publicadas neste espaço. Inicialmente, queremos agradecer ao Henrique Gedson que através de e-mail comentou a artigo de fundo da última edição do blog e fez referências ao nosso trabalho. Olha Gedson: o blog tá aberto à cooperação universal, e você poderá colaborar enviando suas opiniões, sugestões, críticas, crônicas, etc. Envie para nosso e-mail.
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Julian Assange, o fundador do site Wikileaks, é uma criatura estranha e ao mesmo tempo perigosa. Estranha em suas atitudes dúbias quando tenta desqualificar as acusações da justiça da Suécia que o quer ver extraditado e perigosa porque ao divulgar documentos secretos da Diplomacia e da Defesa dos Estados Unidos não mede os riscos a que expõe todo o Ocidente, que se vulnerabiliza diante dos vazamentos de documentos secretos da maior potência.
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Algumas dessas informações vazadas pelo Wikileaks podem conter matéria da defesa norte-americana codificada e suas decodificação por grupos islâmicos extremistas no caso afirmativo exporia ao perigo de uma guerra devastadora não apenas os Estados Unidos, mas todo o Ocidente. Ninguém morre de amores pelos norte-americanos, mas também ninguém é louco para desejar a deflagração de um conflito atômico que acabaria envolvendo todos os países detentores de armas nucleares. Isso equivale a dizer: arrastaria o mundo todo para a destruição.
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Já falamos aqui, mas nunca é demais chamar a atenção de todos para o clima tenso entre as duas Coréias, e o evidente interesse dos Estados Unidos em tirar proveito da troca de farpas entre os governos dos dois países-irmãos separados desde a guerra que oficialmente nunca terminou. Mas a irresponsabilidade dos norte-americanos é tamanha que sua participação nas longas manobras militares com o sul-coreanos poderá instigar o aliado a se aventurar a uma incrusão mais avançada contra o outro lado, e ai pode haver uma resposta nuclear. Já dissemos aqui no blog o desdobramento que essa hipótese poderá desencadear.
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Não bastassem as maluquices do líder iraniano Armadinejad, Assange também poderá está produzindo uma espécie de terrorismo psicológico. O vazamento de informações secretas do Departamento de Defesa dos Estados Unidos é uma atividade de espionagem cibernética e pode ser apenas uma ponta de um enorme novelo que irá se desenrolando com a continuidade das divulgações e enrolando os esforços de paz de nações pacíficas no cenário mundial. Mas Assange é destemido, atrevido: promete continuar divulgando as informações e afirma que as próximas informações serão "fortemente impactante para os Estados Unidos".Neste momento, o que a Humanidade espera é que menos loucos e mais visionários se ocupem com a causa da paz.
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Julian Assange, o fundador do site Wikileaks, é uma criatura estranha e ao mesmo tempo perigosa. Estranha em suas atitudes dúbias quando tenta desqualificar as acusações da justiça da Suécia que o quer ver extraditado e perigosa porque ao divulgar documentos secretos da Diplomacia e da Defesa dos Estados Unidos não mede os riscos a que expõe todo o Ocidente, que se vulnerabiliza diante dos vazamentos de documentos secretos da maior potência.
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Algumas dessas informações vazadas pelo Wikileaks podem conter matéria da defesa norte-americana codificada e suas decodificação por grupos islâmicos extremistas no caso afirmativo exporia ao perigo de uma guerra devastadora não apenas os Estados Unidos, mas todo o Ocidente. Ninguém morre de amores pelos norte-americanos, mas também ninguém é louco para desejar a deflagração de um conflito atômico que acabaria envolvendo todos os países detentores de armas nucleares. Isso equivale a dizer: arrastaria o mundo todo para a destruição.
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Já falamos aqui, mas nunca é demais chamar a atenção de todos para o clima tenso entre as duas Coréias, e o evidente interesse dos Estados Unidos em tirar proveito da troca de farpas entre os governos dos dois países-irmãos separados desde a guerra que oficialmente nunca terminou. Mas a irresponsabilidade dos norte-americanos é tamanha que sua participação nas longas manobras militares com o sul-coreanos poderá instigar o aliado a se aventurar a uma incrusão mais avançada contra o outro lado, e ai pode haver uma resposta nuclear. Já dissemos aqui no blog o desdobramento que essa hipótese poderá desencadear.
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Não bastassem as maluquices do líder iraniano Armadinejad, Assange também poderá está produzindo uma espécie de terrorismo psicológico. O vazamento de informações secretas do Departamento de Defesa dos Estados Unidos é uma atividade de espionagem cibernética e pode ser apenas uma ponta de um enorme novelo que irá se desenrolando com a continuidade das divulgações e enrolando os esforços de paz de nações pacíficas no cenário mundial. Mas Assange é destemido, atrevido: promete continuar divulgando as informações e afirma que as próximas informações serão "fortemente impactante para os Estados Unidos".Neste momento, o que a Humanidade espera é que menos loucos e mais visionários se ocupem com a causa da paz.
sábado, 18 de dezembro de 2010
A IMPRENSA É IRRESPONSÁVEL
Emílio j. Moura
Dizer que a imprensa não tem ética é pouco. Ela é totalmente irresponsável. Ou oportunista; o que dá no mesmo. O pudor da imprensa tem a duração do tempo de uma notícia: algumas horas, talvez uma manhã. A notícia da manhã de hoje já não tem valor à tarde. Esgotou todo interesse do leitor, em se tratando de jornal, ou valor da notícia fresquinha, no caso do rádio. A TV tem lá suas conveniências, mas não foge à regra. Quando faz comparações, a imprensa chega a ser imoral. Não precisa explicitar essas comparações, a intenção é captada pelo consumidor de notícias. Por exemplo, que diferença a imprensa faz entre Osama Bin Laden, chefe do grupo Al-Qaeda e Julian Assange, fundador do site Lickleaks? Como o fundador do site está a serviço da auto aristocracia européia e fornece sucessivas informações que coçam a mão dos redatores de plantão, ele é apresentado como herói. O volume de notícias cresce e o empresariado ganha mais. Embora possa tá pondo em risco a segurança não apenas dos Estados Unidos, mas do mundo inteiro! Já o Bin Laden é apresentado como terrorista, mesmo que a própria imprensa muitas vezes tenha posto em dúvida a versão contada pela Secretaria de Estado dos EUA para explicar a destruição das torres-gêmeas de Nova Iorque no dia 11 de setembro de 2001. É que o chefe da Al-Qaeda não fornece material de impacto para saciar a gula por notícias da imprensa.
A imprensa dá o maior destaque às escaramuças entre as duas Coréias ou ao caso do enriquecimento do urânio pelo Irã. Mas não dá o valor necessário à situação do Paquistão, País extremamente instável da Ásia cujas armas nucleares podem a qualquer momento cair em mãos de grupos terroristas opositores. E que fariam esses grupos de posse dessas armas? Com certeza, elas chegariam facilmente às mãos do Taleban, que considera inimigo todo o resto do mundo. Então, qual é o compromisso da imprensa com a sociedade? Ou melhor explicitando: com a segurança dos cidadãos nas diferentes partes do mundo. Obviamente, nenhum. A imprensa é livre, coloca-se acima do bem e do mal. E não faz nenhuma distinção entre o bem e o mal. O papel dela é informar. A imprensa parece invulnerável. Protegida pelas corporações econômicas do mundo ocidental, ela se mantém impune quando divulga inverdades ou acirra ânimos entre nações ou etnias. Despersonalizando o jornalista, que tem de se submeter ao "código de ética" ou "manual de procedimentos" das empresas jornalísticas, o profissional de imprensa não tem vontade própria, é manipulado pelo capitalismo selvagem através das empresas produtoras ou divulgadoras de notícias. A Sociedade ainda não se posicionou sobre o papel da imprensa na vida das pessoas e das nações. Ainda não cobrou dela o bonsenso e a responsabilidade ao lidar com a informação. Ah, isso seria "liquidar com a liberdade de expressão!
Emílio j. Moura
Dizer que a imprensa não tem ética é pouco. Ela é totalmente irresponsável. Ou oportunista; o que dá no mesmo. O pudor da imprensa tem a duração do tempo de uma notícia: algumas horas, talvez uma manhã. A notícia da manhã de hoje já não tem valor à tarde. Esgotou todo interesse do leitor, em se tratando de jornal, ou valor da notícia fresquinha, no caso do rádio. A TV tem lá suas conveniências, mas não foge à regra. Quando faz comparações, a imprensa chega a ser imoral. Não precisa explicitar essas comparações, a intenção é captada pelo consumidor de notícias. Por exemplo, que diferença a imprensa faz entre Osama Bin Laden, chefe do grupo Al-Qaeda e Julian Assange, fundador do site Lickleaks? Como o fundador do site está a serviço da auto aristocracia européia e fornece sucessivas informações que coçam a mão dos redatores de plantão, ele é apresentado como herói. O volume de notícias cresce e o empresariado ganha mais. Embora possa tá pondo em risco a segurança não apenas dos Estados Unidos, mas do mundo inteiro! Já o Bin Laden é apresentado como terrorista, mesmo que a própria imprensa muitas vezes tenha posto em dúvida a versão contada pela Secretaria de Estado dos EUA para explicar a destruição das torres-gêmeas de Nova Iorque no dia 11 de setembro de 2001. É que o chefe da Al-Qaeda não fornece material de impacto para saciar a gula por notícias da imprensa.
A imprensa dá o maior destaque às escaramuças entre as duas Coréias ou ao caso do enriquecimento do urânio pelo Irã. Mas não dá o valor necessário à situação do Paquistão, País extremamente instável da Ásia cujas armas nucleares podem a qualquer momento cair em mãos de grupos terroristas opositores. E que fariam esses grupos de posse dessas armas? Com certeza, elas chegariam facilmente às mãos do Taleban, que considera inimigo todo o resto do mundo. Então, qual é o compromisso da imprensa com a sociedade? Ou melhor explicitando: com a segurança dos cidadãos nas diferentes partes do mundo. Obviamente, nenhum. A imprensa é livre, coloca-se acima do bem e do mal. E não faz nenhuma distinção entre o bem e o mal. O papel dela é informar. A imprensa parece invulnerável. Protegida pelas corporações econômicas do mundo ocidental, ela se mantém impune quando divulga inverdades ou acirra ânimos entre nações ou etnias. Despersonalizando o jornalista, que tem de se submeter ao "código de ética" ou "manual de procedimentos" das empresas jornalísticas, o profissional de imprensa não tem vontade própria, é manipulado pelo capitalismo selvagem através das empresas produtoras ou divulgadoras de notícias. A Sociedade ainda não se posicionou sobre o papel da imprensa na vida das pessoas e das nações. Ainda não cobrou dela o bonsenso e a responsabilidade ao lidar com a informação. Ah, isso seria "liquidar com a liberdade de expressão!
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
O NOVO GOVERNO E SEU MINISTÉRIO I
As lideranças políticas da base governamental se esforçam em manobrar as peças sobre o tabuleiro da formação da equipe de governo da presidente eleita Dilma Rousseff. Da esperteza dos jogadores dependerá a qualidade do ministério que assessorará a presidente que toma posse em 1 de janeiro próximo. Há raposas astutas e lobos em pele de cordeiro tentando sua fatia na partilha da mesa farta do 1º escalão. Alguns desses lobos e raposas de há muito já deviam estar guardados em gaiolas vigiadas por segurança armada.
************************
O cidadão comum, aquele que vota com a intenção de participar do processo de aprimoramento das nossas instituições sentem ojerizas ou têm náuseas quando descobre entre essas lideranças que disputam o ministério ou têm influência marcante em sua formação figuras macabras do tipo José Sarney, Michel Temer, Renan Calheiros, entre outras personagens corrompidas e corruptoras dessa colcha de retalhos podres que é o PMDB. Infelizmente, eles são os líderes do partido que tem 2ª maior representação parlamentar no Congresso e por isso devem ser ouvidos, sobe pena de que o novo governo entre nos desvãos da chamada ingovernabilidade.
************************
Mas não são apenas do PMDB que vêm essas bruxas. Quase todos os partidos, senão todos, possuem as suas. Nem precisa citar nomes. Felizmente, algumas dessas figuras tétricas foram alijadas na vida pública pelo voto popular. Também não precisa citar nomes, pois o que interessa é observar os passos - e as ações dos que estão nos estágios maiores e decisivos para formatar a próxima legislatura, definir o Ministério e viabilizar a administração que se inicia a 1º de janeiro de 2011. E o PT? Ah, o PT é igualzinho aos outros. Tem também seu lado podre.
As lideranças políticas da base governamental se esforçam em manobrar as peças sobre o tabuleiro da formação da equipe de governo da presidente eleita Dilma Rousseff. Da esperteza dos jogadores dependerá a qualidade do ministério que assessorará a presidente que toma posse em 1 de janeiro próximo. Há raposas astutas e lobos em pele de cordeiro tentando sua fatia na partilha da mesa farta do 1º escalão. Alguns desses lobos e raposas de há muito já deviam estar guardados em gaiolas vigiadas por segurança armada.
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O cidadão comum, aquele que vota com a intenção de participar do processo de aprimoramento das nossas instituições sentem ojerizas ou têm náuseas quando descobre entre essas lideranças que disputam o ministério ou têm influência marcante em sua formação figuras macabras do tipo José Sarney, Michel Temer, Renan Calheiros, entre outras personagens corrompidas e corruptoras dessa colcha de retalhos podres que é o PMDB. Infelizmente, eles são os líderes do partido que tem 2ª maior representação parlamentar no Congresso e por isso devem ser ouvidos, sobe pena de que o novo governo entre nos desvãos da chamada ingovernabilidade.
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Mas não são apenas do PMDB que vêm essas bruxas. Quase todos os partidos, senão todos, possuem as suas. Nem precisa citar nomes. Felizmente, algumas dessas figuras tétricas foram alijadas na vida pública pelo voto popular. Também não precisa citar nomes, pois o que interessa é observar os passos - e as ações dos que estão nos estágios maiores e decisivos para formatar a próxima legislatura, definir o Ministério e viabilizar a administração que se inicia a 1º de janeiro de 2011. E o PT? Ah, o PT é igualzinho aos outros. Tem também seu lado podre.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
O CAPITALISMO ESTÁ IMPLODINDO?
Emílio J. Moura
A divulgação de documentos secretos da diplomacia e dos órgãos de segurança dos Estados Unidos expõe uma crise que afeta a estabilidade do Capitalismo. O site Wikileaks, fundado pelo australiano Julian Assange, ao penetrar nos arquivos ultra-secretos da maior potência econômica e também presumível mais organizada estrutura de defesa do mundo, demonstra as fragilidades desse poderio e dessa organização.O caso é mais grave quando observadas as consequências desses "vazamentos" para a hegemonia econômica e política que os Estados Unidos ostentam há um bom tempo. Os pontos secretos da defesa norte-americana de repente vão sendo devassados e expostos aos olhos atentos e sequiosos de revanches dos inúmeros inimigos que a gigante do norte conseguiu contabilizar ao longo das últimas décadas.
Afinal, qual nação é realmente amiga dos Estados Unidos? Alemanha, subjugada e humilhada principalmente logo depois da II Grande Guerra? França, que nunca abandonou seu sonho de liderar a política mundial? Ou o Japão, em boa parte destroçado pela ação devastadora ( e desnecessária) de dois petardos atômicos lançados sobre as cidades de Hirochima e Nagasak? Dir-se-ia Israel? Mas Israel é apenas um enclave ocidental no centro nervoso do mundo árabe. E agora? Onde ficam as bases de lançamento de foguetes de longo alcance com ogivas nucleares localizadas no território americano ou de países aliados? Onde ficam as usinas nucleares dos Estados Unidos, que, se bombardeadas, disseminarão radioatividade em lugares estratégicos contaminando populações e meio ambiente daquele país? E os centros outrora secretos de produção de armas atômicas? É presumível que os mais importantes pontos estratégicos da defesa dos Estados Unidos estejam codificados entre os documentos em poder do Wikeleaks. E quem duvida que a rota dos submarinos nucleares norte-americanos espalhados pelos vários oceanos já não estejam sendo monitorados por hackers aficionados ao destemperado australiano?
A União Européia já não é tão subordinada aos Estados Unidos. Arregimentou-se, buscou sua independência econômica. Criou um moeda que derrubou o dólar e busca firmar-se como centro científico de excelência apesar da hoje hipotética hegemonia dos Estados Unidos. A OTAN perdeu seu brilho, talvez sua razão de ser. E a China, ah, essa assistiria de camarote à possível derrocada norte-americana. Numa hipótese positiva, a China dominaria toda a Ásia, boa parte da Europa Oriental e a Oceania. Paquistão e Índia funcionam como fichinhas nesse cenário catastrófico. Mas, e a fiel Austrália? É apenas um ninho de cobras, cujo governo se divide entre manter a aparente posição pró-Estados Unidos ou expor os norte-americanos à própria sorte. Rindo mesmo estão Osama Bin Laden, escondido em alguma caverna lá do Afeganistão e o nada racional Mahmud Armadinejad, com suas maquinações para enriquecimento de urânio e seu alardeado propósito de destruir Israel. Se encontrarem uma brecha, os dois mais temidos líderes "marginais" do mundo árabe atacarão os Estados Unidos. Não mais com aviões "amigos" destruindo torres de concreto, mas atacando os pontos estratégicos que poderão levar os Estados Unidos à ruína. A ruína repentina dos Estados Unidos, num momento em que o Tio Sam ainda têm em suas mãos os cordéis que manobram a política e a economia mundiais. E arrastaria consigo para o fundo do poço todo o resto do sistema. A saída, ou antes, a restauração dessa economia capitalista levaria um tempo difícil de prever hoje. Obsessão? Apocalipse? É esperar para ver.
09.12.2010
Emílio J. Moura
A divulgação de documentos secretos da diplomacia e dos órgãos de segurança dos Estados Unidos expõe uma crise que afeta a estabilidade do Capitalismo. O site Wikileaks, fundado pelo australiano Julian Assange, ao penetrar nos arquivos ultra-secretos da maior potência econômica e também presumível mais organizada estrutura de defesa do mundo, demonstra as fragilidades desse poderio e dessa organização.O caso é mais grave quando observadas as consequências desses "vazamentos" para a hegemonia econômica e política que os Estados Unidos ostentam há um bom tempo. Os pontos secretos da defesa norte-americana de repente vão sendo devassados e expostos aos olhos atentos e sequiosos de revanches dos inúmeros inimigos que a gigante do norte conseguiu contabilizar ao longo das últimas décadas.
Afinal, qual nação é realmente amiga dos Estados Unidos? Alemanha, subjugada e humilhada principalmente logo depois da II Grande Guerra? França, que nunca abandonou seu sonho de liderar a política mundial? Ou o Japão, em boa parte destroçado pela ação devastadora ( e desnecessária) de dois petardos atômicos lançados sobre as cidades de Hirochima e Nagasak? Dir-se-ia Israel? Mas Israel é apenas um enclave ocidental no centro nervoso do mundo árabe. E agora? Onde ficam as bases de lançamento de foguetes de longo alcance com ogivas nucleares localizadas no território americano ou de países aliados? Onde ficam as usinas nucleares dos Estados Unidos, que, se bombardeadas, disseminarão radioatividade em lugares estratégicos contaminando populações e meio ambiente daquele país? E os centros outrora secretos de produção de armas atômicas? É presumível que os mais importantes pontos estratégicos da defesa dos Estados Unidos estejam codificados entre os documentos em poder do Wikeleaks. E quem duvida que a rota dos submarinos nucleares norte-americanos espalhados pelos vários oceanos já não estejam sendo monitorados por hackers aficionados ao destemperado australiano?
A União Européia já não é tão subordinada aos Estados Unidos. Arregimentou-se, buscou sua independência econômica. Criou um moeda que derrubou o dólar e busca firmar-se como centro científico de excelência apesar da hoje hipotética hegemonia dos Estados Unidos. A OTAN perdeu seu brilho, talvez sua razão de ser. E a China, ah, essa assistiria de camarote à possível derrocada norte-americana. Numa hipótese positiva, a China dominaria toda a Ásia, boa parte da Europa Oriental e a Oceania. Paquistão e Índia funcionam como fichinhas nesse cenário catastrófico. Mas, e a fiel Austrália? É apenas um ninho de cobras, cujo governo se divide entre manter a aparente posição pró-Estados Unidos ou expor os norte-americanos à própria sorte. Rindo mesmo estão Osama Bin Laden, escondido em alguma caverna lá do Afeganistão e o nada racional Mahmud Armadinejad, com suas maquinações para enriquecimento de urânio e seu alardeado propósito de destruir Israel. Se encontrarem uma brecha, os dois mais temidos líderes "marginais" do mundo árabe atacarão os Estados Unidos. Não mais com aviões "amigos" destruindo torres de concreto, mas atacando os pontos estratégicos que poderão levar os Estados Unidos à ruína. A ruína repentina dos Estados Unidos, num momento em que o Tio Sam ainda têm em suas mãos os cordéis que manobram a política e a economia mundiais. E arrastaria consigo para o fundo do poço todo o resto do sistema. A saída, ou antes, a restauração dessa economia capitalista levaria um tempo difícil de prever hoje. Obsessão? Apocalipse? É esperar para ver.
09.12.2010
domingo, 5 de dezembro de 2010
A BRIGA EM QUE O GALO CEGOU O BOI
Emilio J. Moura
(emiliojmoura@hotmail.com)
Parece história de pescador; de caçador. Ou de dono de galo de briga. Mas é história de trabalhador do campo. Homem que tinha visão das coisas. E história verídica, o autor quer ressaltar. No Engenho Vista Alegre, no vale do Uma, em Palmares, existia um boi cego do olho direito. Boi, desses reprodutores que fazem a alegria de qualquer dono de fazenda. Ainda mais que esse dono de fazenda também era usineiro. Acontece que o pobre do bicho estava ali para o trabalho no cambão. Tinha sido trazido da fazenda do usineiro, para desprazer deste, que não poderia correr o risco de ter em seu plantel de reprodutores uma matriz com defeito físico, e esse defeito pudesse ser transmitido ao produto da inseminação natural em sua fazenda. Se bem que a ação genética de um processo dessa natureza só se revele após três ou quatro gerações, consecutivas ou não. E assim mesmo por hipótese. Quem tinha esses receios sabia o porquê deles: o usineiro era médico.
Boi com um olho cego é coisa normal. Uma espetada no arame farpado da cerca. Ou um choque acidental com alguma ponta de pau na capoeira por onde o gado passava em busca de melhor pasto. Nada mais natural. Mas esse caso aqui relatado era diferente. Em tudo e por tudo. Cegara o boi um galo. Sim senhor: um galo, desses briguentos e arruaceiros, numa briga de levantar poeira com um boi bravo e arisco, cegara-o. Agora, meio acabrunhado, quase acovardado, o dito boi estava a puxar um bólido.
O boi o autor viu muitas vezes lá no engenho. A história do seu infortúnio quem contou foi Zé da Lua. E Zé da Lua não era um qualquer para sair por aí inventando conversa furada. Da Lua era um homem sábio, de inteligência apurada, raciocínio fluente e discurso organizado. Um sábio descamisado e descalço que jamais tinha ido a uma escola.
Segundo Zé da Lua contou, o boi mestiço raciado de zebu era o terror da fazenda para onde o gado era levado a fim de engorda antes de ser posto a puxar carro-de-boi no transporte da cana nos engenhos. Por ser tão brabo, vivia confinado num recanto do cercado da fazenda. Ninguém ousava atravessar aquele recanto. Exceto, naturalmente, o tratador que cuidava dele desde que era novinho. Com o tratador o bicho feroz era manhoso, nansinho. Outro boi que se aproveitasse de um descuido dos trabalhadores deixando aberta a reforçada porteira, entrasse no espaço privado do zebu, poderia se dá mal. Era quase morte certa. Ou, no mínimo, estrago feio. Para realizar os cruzamentos, o boi era preso em seu espaço, e vendado, enquanto a vaca era levada com cuidado e posicionada na área de inseminação de forma a só ser alcançada pelo reprodutor através do traseiro. O grosso do animal, sempre levado por seu tratador, penetrava a vaca sem que ambos se vissem de frente em nenhum momento. Em seguida, era levado de volta ao seu recanto. A vaca era retirada por uma pequena porteira à frente do estreito corredor destinado à inseminação natural.
Sucedeu, certo dia, de o galo privilegiado do terreiro de reprodução especial da fazenda escapar de sua área restrita, aproveitando uma brecha na cerca de madeira que o mantinha segregado das demais aves. Só era solto pela manhã e à tarde para cumprir seu papel fertilizador dos ovos das galinhas-martrizes. E quando estava solto no terreiro, ficava numa área especialmente destinada à produção de pintos de raça superior que mais tarde seriam selecionados para substituir as matrizes com validade vencida. Aí ficavam as galinhas de raça que iriam botar os ovos que dariam origens a esses pintos. Nos momentos em que estava solto no terreiro, só o dito galo cantava de galo. Os outros, lá no outro lado da cerca, piavam. Se cantassem, o galo estabanado pulava a cerca e surrava os “afoitos”.
Pois não é que, encontrando-se solto no terreiro, o galo acha de passar a cerca reforçada de arame farpado, e entrar justamente no recanto particular do zebu! Este não gostou da presença estranha em seus domínios privados, e foi tomar satisfação com o intruso. Aproximou-se discretamente do galo e com o focinho o empurrou alguns metros adiante. O galo, ofendido em sua condição de insuperável, resolveu tomar briga com o boi.
Aprumou-se no chão, encheu o peito, digo, o papo. Abriu e fechou rapidamente as asas. Calculou pegar o inimigo pelo fochinho que pouco antes o havia despachado. Empinou o pescoço e partiu veloz para o ataque. E não se deu bem nessa investida. O boi, reagindo, usou os chifres para levantar o galo, projetando-o a grande distância. Onde caiu em condições humilhantes para um chefe de terreiro. Mas o galo não se deu por vencido. Preparou uma segunda investida contra o zebu, e também desta vez não se saiu como queria. Tomou um baita revés. Foi projetado pelos chifres do boi a uma distância ainda maior, passando como que voando por cima do sombreiro onde o boi costumava descansar. No vôo tentava se equilibrar com o movimento das asas.
Galo que se presa não foge à luta. Refez-se do revés sofrido nas duas primeiras investidas. Sacudiu a poeira batendo as asas. Voltou de mansinho para perto do inimigo. Andou devagarzinho volteando o boi que se movia lentamente em posição de defesa. Assim como quem quer e não quer, preparava a melhor forma de abordar o adversário.
A essa altura o boi já estava furioso com a insistência daquela “pulga” a incomodá-lo. Resolveu então tomar a iniciativa antes que o galo tentasse alguma coisa, pensando em esmagá-lo sob suas pesadas patas. Mas, pesadão, pouco ágil, não impediu que o galo se antecipasse ao ataque. Pulando sobre a cabeça do gigante, escapou ao alcance dos seus chifres. Antes de pousar sobre a cabeça do zebu, os deslocamentos de ar produzidos pelos bruscos movimentos para um lado e para outro da cabeça do animal fez o galo como que pairar por alguns instantes no ar, entre os chifres do zebu. Ao descer, movido pela força gravitacional, o galo caiu entre os chifres do boi e deslizou um pouco para frente, mais à direita. Antes de qualquer outra reação do contendor, fincou-lhe o esporão no olho direito. O gigante sentiu como se um espeto lhe tivesse varado o globo ocular. Urrou de tanta dor. Ensangüentado, com a seiva vermelha e viscosa descendo-lhe pelo flanco direito da cabeça, e mesmo perdendo um pouco de força, mas com muita raiva, ainda rodopiava enlouquecido.
O galo já fora retirado daquele cenário de batalha nada convencional. Fora levado pelo tratador, que aproveitou o momento de confusão mental do boi e conduziu a ave para o seu galinheiro particular. Quase depenado, o galo ainda tentava brigar com o ágil e diligente empregado antes de ser reposto em sua “cela”. Contido com biqueira e imobilizados seus esporões, e na ausência de bicho com quem brigasse, peitava as paredes de madeira do exíguo espaço onde fora aprisionado.
Depois de uma semana de tratamento pelo competente veterinário da fazenda, foi constatada a cegueira irreversível do zebu. Enxergando agora só por um olho, o boi antes bravo e invencível, perdeu todo o encanto pela vida, tornando-se algo apático, algo incrivelmente dócil. Descartado como reprodutor, foi levado para o engenho onde passou a cumprir nova e triste sina no cambão.
Escrito em 1962, digitado em 23.06.2006.
Emilio J. Moura
(emiliojmoura@hotmail.com)
Parece história de pescador; de caçador. Ou de dono de galo de briga. Mas é história de trabalhador do campo. Homem que tinha visão das coisas. E história verídica, o autor quer ressaltar. No Engenho Vista Alegre, no vale do Uma, em Palmares, existia um boi cego do olho direito. Boi, desses reprodutores que fazem a alegria de qualquer dono de fazenda. Ainda mais que esse dono de fazenda também era usineiro. Acontece que o pobre do bicho estava ali para o trabalho no cambão. Tinha sido trazido da fazenda do usineiro, para desprazer deste, que não poderia correr o risco de ter em seu plantel de reprodutores uma matriz com defeito físico, e esse defeito pudesse ser transmitido ao produto da inseminação natural em sua fazenda. Se bem que a ação genética de um processo dessa natureza só se revele após três ou quatro gerações, consecutivas ou não. E assim mesmo por hipótese. Quem tinha esses receios sabia o porquê deles: o usineiro era médico.
Boi com um olho cego é coisa normal. Uma espetada no arame farpado da cerca. Ou um choque acidental com alguma ponta de pau na capoeira por onde o gado passava em busca de melhor pasto. Nada mais natural. Mas esse caso aqui relatado era diferente. Em tudo e por tudo. Cegara o boi um galo. Sim senhor: um galo, desses briguentos e arruaceiros, numa briga de levantar poeira com um boi bravo e arisco, cegara-o. Agora, meio acabrunhado, quase acovardado, o dito boi estava a puxar um bólido.
O boi o autor viu muitas vezes lá no engenho. A história do seu infortúnio quem contou foi Zé da Lua. E Zé da Lua não era um qualquer para sair por aí inventando conversa furada. Da Lua era um homem sábio, de inteligência apurada, raciocínio fluente e discurso organizado. Um sábio descamisado e descalço que jamais tinha ido a uma escola.
Segundo Zé da Lua contou, o boi mestiço raciado de zebu era o terror da fazenda para onde o gado era levado a fim de engorda antes de ser posto a puxar carro-de-boi no transporte da cana nos engenhos. Por ser tão brabo, vivia confinado num recanto do cercado da fazenda. Ninguém ousava atravessar aquele recanto. Exceto, naturalmente, o tratador que cuidava dele desde que era novinho. Com o tratador o bicho feroz era manhoso, nansinho. Outro boi que se aproveitasse de um descuido dos trabalhadores deixando aberta a reforçada porteira, entrasse no espaço privado do zebu, poderia se dá mal. Era quase morte certa. Ou, no mínimo, estrago feio. Para realizar os cruzamentos, o boi era preso em seu espaço, e vendado, enquanto a vaca era levada com cuidado e posicionada na área de inseminação de forma a só ser alcançada pelo reprodutor através do traseiro. O grosso do animal, sempre levado por seu tratador, penetrava a vaca sem que ambos se vissem de frente em nenhum momento. Em seguida, era levado de volta ao seu recanto. A vaca era retirada por uma pequena porteira à frente do estreito corredor destinado à inseminação natural.
Sucedeu, certo dia, de o galo privilegiado do terreiro de reprodução especial da fazenda escapar de sua área restrita, aproveitando uma brecha na cerca de madeira que o mantinha segregado das demais aves. Só era solto pela manhã e à tarde para cumprir seu papel fertilizador dos ovos das galinhas-martrizes. E quando estava solto no terreiro, ficava numa área especialmente destinada à produção de pintos de raça superior que mais tarde seriam selecionados para substituir as matrizes com validade vencida. Aí ficavam as galinhas de raça que iriam botar os ovos que dariam origens a esses pintos. Nos momentos em que estava solto no terreiro, só o dito galo cantava de galo. Os outros, lá no outro lado da cerca, piavam. Se cantassem, o galo estabanado pulava a cerca e surrava os “afoitos”.
Pois não é que, encontrando-se solto no terreiro, o galo acha de passar a cerca reforçada de arame farpado, e entrar justamente no recanto particular do zebu! Este não gostou da presença estranha em seus domínios privados, e foi tomar satisfação com o intruso. Aproximou-se discretamente do galo e com o focinho o empurrou alguns metros adiante. O galo, ofendido em sua condição de insuperável, resolveu tomar briga com o boi.
Aprumou-se no chão, encheu o peito, digo, o papo. Abriu e fechou rapidamente as asas. Calculou pegar o inimigo pelo fochinho que pouco antes o havia despachado. Empinou o pescoço e partiu veloz para o ataque. E não se deu bem nessa investida. O boi, reagindo, usou os chifres para levantar o galo, projetando-o a grande distância. Onde caiu em condições humilhantes para um chefe de terreiro. Mas o galo não se deu por vencido. Preparou uma segunda investida contra o zebu, e também desta vez não se saiu como queria. Tomou um baita revés. Foi projetado pelos chifres do boi a uma distância ainda maior, passando como que voando por cima do sombreiro onde o boi costumava descansar. No vôo tentava se equilibrar com o movimento das asas.
Galo que se presa não foge à luta. Refez-se do revés sofrido nas duas primeiras investidas. Sacudiu a poeira batendo as asas. Voltou de mansinho para perto do inimigo. Andou devagarzinho volteando o boi que se movia lentamente em posição de defesa. Assim como quem quer e não quer, preparava a melhor forma de abordar o adversário.
A essa altura o boi já estava furioso com a insistência daquela “pulga” a incomodá-lo. Resolveu então tomar a iniciativa antes que o galo tentasse alguma coisa, pensando em esmagá-lo sob suas pesadas patas. Mas, pesadão, pouco ágil, não impediu que o galo se antecipasse ao ataque. Pulando sobre a cabeça do gigante, escapou ao alcance dos seus chifres. Antes de pousar sobre a cabeça do zebu, os deslocamentos de ar produzidos pelos bruscos movimentos para um lado e para outro da cabeça do animal fez o galo como que pairar por alguns instantes no ar, entre os chifres do zebu. Ao descer, movido pela força gravitacional, o galo caiu entre os chifres do boi e deslizou um pouco para frente, mais à direita. Antes de qualquer outra reação do contendor, fincou-lhe o esporão no olho direito. O gigante sentiu como se um espeto lhe tivesse varado o globo ocular. Urrou de tanta dor. Ensangüentado, com a seiva vermelha e viscosa descendo-lhe pelo flanco direito da cabeça, e mesmo perdendo um pouco de força, mas com muita raiva, ainda rodopiava enlouquecido.
O galo já fora retirado daquele cenário de batalha nada convencional. Fora levado pelo tratador, que aproveitou o momento de confusão mental do boi e conduziu a ave para o seu galinheiro particular. Quase depenado, o galo ainda tentava brigar com o ágil e diligente empregado antes de ser reposto em sua “cela”. Contido com biqueira e imobilizados seus esporões, e na ausência de bicho com quem brigasse, peitava as paredes de madeira do exíguo espaço onde fora aprisionado.
Depois de uma semana de tratamento pelo competente veterinário da fazenda, foi constatada a cegueira irreversível do zebu. Enxergando agora só por um olho, o boi antes bravo e invencível, perdeu todo o encanto pela vida, tornando-se algo apático, algo incrivelmente dócil. Descartado como reprodutor, foi levado para o engenho onde passou a cumprir nova e triste sina no cambão.
Escrito em 1962, digitado em 23.06.2006.
SEMANA PROMETE SER MOVIMENTADA
A semana vai começar com definições em torno da formação do ministério da presidente eleita Dilma Rousseff. Infelizmente, não será um quadro animador. Quando uma fase de transição de governo tem que passar pelo crivo de políticos do tipo de Michel Temer nada de bom é esperado. É uma dessas raposas da políica nacional sem qualquer escrúpulo, alçada à vice-presidência da República em função da necessidade de se garantir suporte parlamenta para assegurar a governabilidade da gestão de Dilma. Figura pouco aceita pelas lideranças respeitáveis do PMDB, só guarda semelhança com José Sarney e Renan Calheiros, dois ouros indivíduos que já deviam ter sido definitivanbe banidos do cenário político brasileiro. Assim, Dilma tem que negociar com elelentos dessa estirpe se quizer governar propositivamente este País.
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Causa ojeriza no cidadão comum que elegeu a presidente o cinismo de Michel Temer quando, assumindo ares professorais diante das câmeras de televisão, tenta passa uma imagem de integridade moral; na verdade, ele busca cargos no 1º escalão do governo federal para revascularizar o esqueleto esquálido do PMDB nacional. Um partido fragmentado, que aos poucos foi perdendo sua velha identidade de guardião da democrAcia e se ransformou num bando sequioso de poder, poder, aliás, do qual nunca se separou.
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Diante desse quadro pouco palatável para o povo brasileiro, cabe à presidente reagir e fazer valer os interesses maiores da Nação. Dilma foi eleita com significativa maioria de votos em todas as regiões; esses votos não pertencem ao PMDB, mas a detentora deles é a presidente que os recebeu do povo num momento ainda de euforia pela atuação do presidente Lula que transformou o País, mudando a forma de fazer política. E foi o própria Lula que durante uma solenidade no Planalto disse para Dilma que quando não houvsse condições para governar, ela "perguntasse ao povo". É essa a postura que se espera da presidente eleita a partir de 1 de janeiro de 2011 quando assumir o comando da nação. Os Temer, Sarneys, Calheiros e outras criações do antigo serpentário da política braisileira deverão ser pressionados pela opinião pública brasileira, afinal são os eleitores os detentores dos seus votos. Lula mudou alguma coisa nesse tabuleiro político; espera-se que Dilma, espaldada pela expressiva votação recebida nas últimas eleições saiba nexer as pedras do jogo, dando um xeque-mate nesses fantasmas- vivos que assombram e infelicitam a vida pública brasileiro.
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Causa ojeriza no cidadão comum que elegeu a presidente o cinismo de Michel Temer quando, assumindo ares professorais diante das câmeras de televisão, tenta passa uma imagem de integridade moral; na verdade, ele busca cargos no 1º escalão do governo federal para revascularizar o esqueleto esquálido do PMDB nacional. Um partido fragmentado, que aos poucos foi perdendo sua velha identidade de guardião da democrAcia e se ransformou num bando sequioso de poder, poder, aliás, do qual nunca se separou.
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Diante desse quadro pouco palatável para o povo brasileiro, cabe à presidente reagir e fazer valer os interesses maiores da Nação. Dilma foi eleita com significativa maioria de votos em todas as regiões; esses votos não pertencem ao PMDB, mas a detentora deles é a presidente que os recebeu do povo num momento ainda de euforia pela atuação do presidente Lula que transformou o País, mudando a forma de fazer política. E foi o própria Lula que durante uma solenidade no Planalto disse para Dilma que quando não houvsse condições para governar, ela "perguntasse ao povo". É essa a postura que se espera da presidente eleita a partir de 1 de janeiro de 2011 quando assumir o comando da nação. Os Temer, Sarneys, Calheiros e outras criações do antigo serpentário da política braisileira deverão ser pressionados pela opinião pública brasileira, afinal são os eleitores os detentores dos seus votos. Lula mudou alguma coisa nesse tabuleiro político; espera-se que Dilma, espaldada pela expressiva votação recebida nas últimas eleições saiba nexer as pedras do jogo, dando um xeque-mate nesses fantasmas- vivos que assombram e infelicitam a vida pública brasileiro.
sábado, 4 de dezembro de 2010
O CENÁRIO INTERNACIONAL É DE GUERRA
Matheus Aurélio
O cenário internacional não se apresenta nada agradável. Disputas de fronteiras entre as duas Coréias, troca de tiros entre duas nações irmãs feitas inimigas pela sanha maldita do capitalismo. Manobras militares envolvendo tropas da Coréia do Sul e dos Estados Unidos, que exibem seu maior e mais moderno porta-aviões transportando milhares de marines. Isso já seria preocupante. Mas ali bem pertinho travam-se perigosos confrontos de poderes entre países detentores de forças militares poderosas e ideologias beligerantes irreconciliáveis.
Uma eventual guerra na Coréia beneficiaria enormemente os Estados Unidos. Seria uma oportunidade de ouro para a recuperação econômica do gigante do hemisfério norte. Os americanos sempre cresceram em clima de guerra. Estrategicamente, os Estados unidos retiraram parte de suas tropas do Iraque e mandaram para o Afeganistão. A guerra do Afeganistão é um caso perdido para os americanos que pretendem retirar suas tropas dali em poucos anos. Alias, a antiga União Soviética já haviam entendido ser quase impossível derrotar o Taliban e prender Osama Bin Laden quando se retiraram do conflito e deixaram os americanos numa encruzilhada.
A Índia e o Paquistão, duas nações pobres detentoras de armas nucleares não serão meros expectadores de uma eventual guerra entre as duas Coréias- guerra, que se houver não será convencional. O Irã, do tresloucado Mahmud Ahmadinejad, com seus humores anti-israelita, pode provocar uma guerra contra o estado judeu, que é um enclave militar americano na Arábia, e tem bomba atômica. A China não será mera expectadora de um confronto nuclear em suas fronteiras. Para piorar, a Rússia não aceitará ser mero observador passivo de uma troca de amabilidades nucleares debaixo de suas barbas.
Barack Obama nada poderá fazer para evitar um enfrentamento atômica se os poderosos do Pentágono e a Cia entenderem que esse é o momento para incrementar a economia americana. Produzindo mais armamentos, mais munições, mais fardamentos e para desovar os enormes estoques de víveres de guerra abarrotando os depósitos das indústrias e do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, criando lá os empregos que faltarão aqui, bem como construir mais casas para a insatisfeita classe média, liquidando os "papagaios" não honrados da política habitacional chiando nas mãos dos cidadãos da classe média americana.Obama, em sua utopia de um mundo melhor, já compreendeu o que todos os seus antecessores descobriram enquanto governavam: o presidente americano é um mero gerente dos grandes interesses corporativos que permitiram sua chegada lá.
-Matheus Aurélio, professor e jornalista, é colaborador do blog.
Matheus Aurélio
O cenário internacional não se apresenta nada agradável. Disputas de fronteiras entre as duas Coréias, troca de tiros entre duas nações irmãs feitas inimigas pela sanha maldita do capitalismo. Manobras militares envolvendo tropas da Coréia do Sul e dos Estados Unidos, que exibem seu maior e mais moderno porta-aviões transportando milhares de marines. Isso já seria preocupante. Mas ali bem pertinho travam-se perigosos confrontos de poderes entre países detentores de forças militares poderosas e ideologias beligerantes irreconciliáveis.
Uma eventual guerra na Coréia beneficiaria enormemente os Estados Unidos. Seria uma oportunidade de ouro para a recuperação econômica do gigante do hemisfério norte. Os americanos sempre cresceram em clima de guerra. Estrategicamente, os Estados unidos retiraram parte de suas tropas do Iraque e mandaram para o Afeganistão. A guerra do Afeganistão é um caso perdido para os americanos que pretendem retirar suas tropas dali em poucos anos. Alias, a antiga União Soviética já haviam entendido ser quase impossível derrotar o Taliban e prender Osama Bin Laden quando se retiraram do conflito e deixaram os americanos numa encruzilhada.
A Índia e o Paquistão, duas nações pobres detentoras de armas nucleares não serão meros expectadores de uma eventual guerra entre as duas Coréias- guerra, que se houver não será convencional. O Irã, do tresloucado Mahmud Ahmadinejad, com seus humores anti-israelita, pode provocar uma guerra contra o estado judeu, que é um enclave militar americano na Arábia, e tem bomba atômica. A China não será mera expectadora de um confronto nuclear em suas fronteiras. Para piorar, a Rússia não aceitará ser mero observador passivo de uma troca de amabilidades nucleares debaixo de suas barbas.
Barack Obama nada poderá fazer para evitar um enfrentamento atômica se os poderosos do Pentágono e a Cia entenderem que esse é o momento para incrementar a economia americana. Produzindo mais armamentos, mais munições, mais fardamentos e para desovar os enormes estoques de víveres de guerra abarrotando os depósitos das indústrias e do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, criando lá os empregos que faltarão aqui, bem como construir mais casas para a insatisfeita classe média, liquidando os "papagaios" não honrados da política habitacional chiando nas mãos dos cidadãos da classe média americana.Obama, em sua utopia de um mundo melhor, já compreendeu o que todos os seus antecessores descobriram enquanto governavam: o presidente americano é um mero gerente dos grandes interesses corporativos que permitiram sua chegada lá.
-Matheus Aurélio, professor e jornalista, é colaborador do blog.
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