A semana vai começar com definições em torno da formação do ministério da presidente eleita Dilma Rousseff. Infelizmente, não será um quadro animador. Quando uma fase de transição de governo tem que passar pelo crivo de políticos do tipo de Michel Temer nada de bom é esperado. É uma dessas raposas da políica nacional sem qualquer escrúpulo, alçada à vice-presidência da República em função da necessidade de se garantir suporte parlamenta para assegurar a governabilidade da gestão de Dilma. Figura pouco aceita pelas lideranças respeitáveis do PMDB, só guarda semelhança com José Sarney e Renan Calheiros, dois ouros indivíduos que já deviam ter sido definitivanbe banidos do cenário político brasileiro. Assim, Dilma tem que negociar com elelentos dessa estirpe se quizer governar propositivamente este País.
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Causa ojeriza no cidadão comum que elegeu a presidente o cinismo de Michel Temer quando, assumindo ares professorais diante das câmeras de televisão, tenta passa uma imagem de integridade moral; na verdade, ele busca cargos no 1º escalão do governo federal para revascularizar o esqueleto esquálido do PMDB nacional. Um partido fragmentado, que aos poucos foi perdendo sua velha identidade de guardião da democrAcia e se ransformou num bando sequioso de poder, poder, aliás, do qual nunca se separou.
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Diante desse quadro pouco palatável para o povo brasileiro, cabe à presidente reagir e fazer valer os interesses maiores da Nação. Dilma foi eleita com significativa maioria de votos em todas as regiões; esses votos não pertencem ao PMDB, mas a detentora deles é a presidente que os recebeu do povo num momento ainda de euforia pela atuação do presidente Lula que transformou o País, mudando a forma de fazer política. E foi o própria Lula que durante uma solenidade no Planalto disse para Dilma que quando não houvsse condições para governar, ela "perguntasse ao povo". É essa a postura que se espera da presidente eleita a partir de 1 de janeiro de 2011 quando assumir o comando da nação. Os Temer, Sarneys, Calheiros e outras criações do antigo serpentário da política braisileira deverão ser pressionados pela opinião pública brasileira, afinal são os eleitores os detentores dos seus votos. Lula mudou alguma coisa nesse tabuleiro político; espera-se que Dilma, espaldada pela expressiva votação recebida nas últimas eleições saiba nexer as pedras do jogo, dando um xeque-mate nesses fantasmas- vivos que assombram e infelicitam a vida pública brasileiro.
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