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sábado, 4 de dezembro de 2010

                           O CENÁRIO INTERNACIONAL É DE GUERRA

                                                     Matheus Aurélio

O cenário internacional não se apresenta nada agradável. Disputas de fronteiras entre as duas Coréias, troca de tiros entre duas nações irmãs feitas inimigas pela sanha maldita do capitalismo. Manobras militares envolvendo tropas da Coréia do Sul e dos Estados Unidos, que exibem seu maior e mais moderno porta-aviões transportando milhares de marines. Isso já seria preocupante. Mas ali bem pertinho travam-se perigosos confrontos de poderes entre países detentores de forças militares poderosas e ideologias beligerantes irreconciliáveis.

Uma eventual guerra na Coréia beneficiaria enormemente os Estados Unidos. Seria uma oportunidade de ouro para a recuperação econômica do gigante do hemisfério norte. Os americanos sempre cresceram em clima de guerra. Estrategicamente, os Estados unidos retiraram parte de suas tropas do Iraque e mandaram para o Afeganistão. A guerra do Afeganistão é um caso perdido para os americanos que pretendem retirar suas tropas dali em poucos anos. Alias, a antiga União Soviética já haviam entendido ser quase impossível derrotar o Taliban e prender Osama Bin Laden quando se retiraram do conflito e deixaram os americanos numa encruzilhada.

A Índia e o Paquistão, duas nações pobres detentoras de armas nucleares não serão meros expectadores de uma eventual guerra entre as duas Coréias- guerra, que se houver não será convencional. O Irã, do tresloucado Mahmud Ahmadinejad, com seus humores anti-israelita, pode provocar uma guerra contra o estado judeu, que é um enclave militar americano na Arábia, e tem bomba atômica. A China não será mera expectadora de um confronto nuclear em suas fronteiras. Para piorar, a Rússia não aceitará ser mero observador passivo de uma troca de amabilidades nucleares debaixo de suas barbas.

Barack Obama nada poderá fazer para evitar um enfrentamento atômica se os poderosos do Pentágono e a Cia entenderem que esse é o momento para incrementar a economia americana. Produzindo mais armamentos, mais munições, mais fardamentos e para desovar os enormes estoques de víveres de guerra abarrotando os depósitos das indústrias e do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, criando lá os empregos que faltarão aqui, bem como construir mais casas para a insatisfeita classe média, liquidando os "papagaios" não honrados da política habitacional chiando nas mãos dos cidadãos da classe média americana.Obama, em sua utopia de um mundo melhor, já compreendeu o que todos os seus antecessores descobriram enquanto governavam: o presidente americano é um mero gerente dos grandes interesses corporativos que permitiram sua chegada lá.

-Matheus Aurélio, professor e jornalista, é colaborador do blog.

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