NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

domingo, 24 de julho de 2011


                 *AMY WINEHOUSE*
 DROGAS CONTINUAM MATANDO
BEBIDAS ALCÓOLICAS, MACONHA, COCAÍNA, CRACK, ÓXI E OUTRAS DROGAS CONTINUAM MATANDO JOVENS DE TODAS AS CLASSES SOCIAIS. AMY WINEHOUSE É O MAIS RECENTE CASO DE MORTE POR DROGAS DE ARTISTAS JOVENS. A SOCIEDADE CONFORMADA CRUZA OS BRAÇOS DIANTE DESSE FLAGELO.

Amy Winehouse, grande e controvertida cantora inglesa, foi encontrada morta em sua casa de Londres. É o que informam os despachos das agências telegráficas inernacionais divulgados nesse fim de semana.Esses despachos contam um pouco da vida pregressa da cantora, uma jovem de 27 anos que aparecia nos palcos "visivelmente embriagada". Tinha muitos amigos, frequentava os bares populares da periferia de Londres onde morava e  não raro se misturava aos cantores anonimos da noite e com eles cantava sem qualquer compromisso. A grande imprensa tem dificuldades para  afirmar categoricamente que as drogas letais como a cocaína e outras mais  vêm  matando os jovens artistas mundo afora. E não são só os artistas, que estes só figuram no trágico  noticiário da morte por drogs algumas vezes por ano. Jovens aos milhares,  anônimos e de todas as idades e países  morrem todos os dias vítimas das drogas.
Amy Winehouse se torna um caso de maior impacto social  porque ocorre num momento sensível da sociedade ocidental, vítima de tantas tragédias naturais e humanas registradas nesse curto espaço de tempo que nos separa das de episódios tristes de nossa história recente, como a destruição das torres gêmeas de Nova Iorque e do terremoto acompanhado de tsunami que avassalaram o Japão há poucos meses e outros eventos tristes que vêm se sucedendo nos últimos tempos. Ouros artistas famosos, todos jovens, também morreram sob a ação das drogas nesses últimos anos, do astro pop Michael Jecson (nem tão jovem assim), e suas mortes tiveram mais repercussão do que a da cantora inglesa pelo sucesso de mídia que representaram.. Mas Amy simbolizava a fragilidade feminina, a incapacidade humana de se libertar das drogas; aparecia em situações ridículas diante dos  fãs em seus shows pelo mundo. Muitas vezes deixou de cumprir contratos, porque seu lastimável estado de saúde não permitia que estivesse acordada e presente num palco para cantar. É que Amy cantava e dançava. Numa apresentação numa casa de shows do Recife, a cantora não se sigurava de tão embriagada; fez um movimento mais ousado, e caiu em pelno palco.
Compositora, letrista e cantora, Amy se tornou rica e famosa em pouco tempo. Mas sua incapacidade de resistir às tentações do álcool que era sua companhia diária e a tornaram uma presa frágil da depressão arruinou sua carreira e sua vida. E Amy era dessas pessoas incontroláveis, sem disciplina pessoal. E são pessoas assim que se tornam escravas das drogas, primeiro as chamadas drogas sociais, como o álcool e o fumo, depois vem as chamadas drogas pesadas, como maconha, cocaína, heroína, crack e a mais recente, o óxi. A dependência psicológica a que essas drogas submetem os usuários é impiedosa, de ação fortemente crescente e quase sempre sem volta. Foi assim que Amy morreu, sozinha, em sua casa de Londres. Seu médico a havia visitado no dia anterior e teria constatado que "nada de anormal" acontecia com a artista. Um amigo de Amy que talvez tenha sido o primeiro a vê-la morta disse que o quarto da cantora estava arrumado, sem sinais de coisas estranhas, e nas entrelinhas, talvez sem querer, insinuou que o ambiente poderia ter sido modificado por pessoas interessadas para evitar envolvimento de seus nomes  numa bacanal que  tirou a vida da artista. É comum, no extrior e aqui mesmo no Brasil, cenários de morte por drogas de pessoas importantes serem alterados por participantes de noitadas de orgias que não querem vê seus nomes envolvidos em demandas policiais.
Drogas! Esse é um quadro desolador, com crianças, adolescentes, jovens e adultos aos milhares no mundo inteiro dominados pelo vício. E morrendo aos milhares, todos os dias.
A quem interessa essa situação? Com certeza, aos produtores de coca, aos chefes dos cartéis que plantam (ou compram) e depois processam as folhas da coca, produzem a pasta básica de cocaína da qual extraem a droga com esse nome ou produzem o crack e o mais recente óxi, uma droga devastadora que é elaborada com pasta básica, cal virgem, um combustível e outros ingredientes nocivos à saúde que destrói em poucos dias os usuários, danificando-lhes o cérebro, os rins, o fígado e outros órgãos. E os traficantes, de todos os matizes e hierarquia, vão recheando suas contas bancárias às custas da miséria de tanta gente.
Quando e como a sociedade vai se posicionar contra esse estado de coisas? Temos poucas esperanças de que isso possa acontecer. As drogas estão presentes em todas as cadeias sociais do País e do mundo, dominam largas faixas da economia aqui e lá fora e muita gente graduada está comprometida com a produção, circulação e comércio das mesmas.
Falamos das drogas mais comumente encontradas no Brasil. Mas há governos no Oriente que se sustentam às custas do cultivo e produção de drogas como a heroína, extraída de uma espeécie de papoula. E as guerras que movem por lá são alimentadas pelo dinheiro sujo proviniente da venda  dessas drogas que têm custo maior, por isso consumidas por grupos de grande poder aquisitivo.  E há outras drogas localizadas em outras países, que igualmente destroem a juventude de lá.
Conjuntamente com a AIDS e outras doenças imunodepressoras, as drogas representam um flagelo  de difícil abordagem e controle.           
E uma sociedade conformada, submissa, aqui e nos demais países cruza os braços diante desse flagelo dos tempos modernos.

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