AS ELEIÇÕES DO RECIFE
Antes mesmo das pesquisas de intenções de votos indicarem a
espetacular queda de Humberto Costa, os observadores da cena politica local já
presumiam que o Partido dos Trabalhadores
(PT) perderia a Prefeitura do Recife. Partido, no sentido literal – pedaços, é assim que é
visto o PT. A desorganização interna, a luta intestina com a briga entre as
tendências que o compõem; a falta de
rumos e de definições no diretório municipal não poderia ter outro resultado. A rasteira que os
próceres petistas deram em João da Costa, num momento em que
precisava de organização e ordem interna refletiu o espírito de rasteirice que impera no partido. Esses próceres agiram de forma
amadorista ou irresponsável ignoraram o
prestígio popular e a liderança do governador
Eduardo Campos. Na Região
Metropolitana do Recife e nas principais cidades-polos do Estado, o prefeito
será aquele que for apoiado pelo governador.
Nesse episódio das eleições municipais do Recife, a nota
triste é postura do deputado federal João Paulo, ex-prefeito execrado pelo partido
que não aceitou sua postulação a edilidade, subordinar-se a uma condição de
vice-prefeito na chapa de Humberto Costa.
Perde o PT, perde o Recife. João Paulo, um dos grandes quadros políticos
da cidade, sairá desmoralizado dessa campanha. O candidato Geraldo Júlio,
apoiado por Eduardo Campos, cresce numa
velocidade que indica sua vitória ainda no 1º turno. O crescimento de Daniel
Coelho nas pesquisas se deveu à migração
de parte do eleitorado de militância de direita do DEM de Mendonça Filho. Mas a
ala conservadora da política recifense já não dispõe de tanta gordura para
rechear a candidatura do PSDB. A curva ascendente se inclina para a direita,
num demonstração de esgotamento.
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