NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012


                                  AS    ELEIÇÕES DO RECIFE

 

Antes mesmo das pesquisas de intenções de votos indicarem a espetacular queda de Humberto Costa, os observadores da cena politica local já presumiam que o Partido dos Trabalhadores  (PT) perderia a Prefeitura do Recife. Partido,  no sentido literal – pedaços, é assim que é visto o PT. A desorganização interna, a luta intestina com a briga entre as tendências que o compõem;  a falta de rumos e de definições no diretório municipal não poderia  ter outro resultado. A rasteira que os próceres petistas  deram  em João da Costa, num momento em que precisava de organização e ordem interna refletiu o espírito de  rasteirice que impera  no partido. Esses próceres agiram de forma amadorista ou irresponsável  ignoraram o prestígio popular e a liderança do governador  Eduardo Campos. Na  Região Metropolitana do Recife e nas principais cidades-polos do Estado, o prefeito será aquele que for apoiado pelo governador.

Nesse episódio das eleições municipais do Recife, a nota triste é postura do deputado federal  João Paulo, ex-prefeito execrado pelo partido que não aceitou sua postulação a edilidade, subordinar-se a uma condição de vice-prefeito na chapa de Humberto Costa.  Perde o PT, perde o Recife. João Paulo, um dos grandes quadros políticos da cidade, sairá desmoralizado dessa campanha. O candidato Geraldo Júlio, apoiado por Eduardo Campos,  cresce numa velocidade que indica sua vitória ainda no 1º turno. O crescimento de Daniel Coelho  nas pesquisas se deveu à migração de parte do eleitorado de militância de direita do DEM de Mendonça Filho. Mas a ala conservadora da política recifense já não dispõe de tanta gordura para rechear a candidatura do PSDB. A curva ascendente se inclina para a direita, num demonstração de esgotamento.

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