NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

terça-feira, 25 de setembro de 2012


                     TRÂNSITO E MOBILIDADE URBANA

    PROBLEMAS DE UM PAÍS EM DESENVOLVIMENTO

A Semana Nacional de Trânsito debate os problemas viários  das cidades brasileiras. Mas  os especialistas não se surpreende com as cidades engarrafadas, lenta mobilidade e grandes prejuízos  que  os engarrafamentos trazem para a economia  do País e para o bolso dos proprietários de veículos de todos os tipos. Um enconro inernacional busca saídas para esse velho problema, que se aguça a cada dia com a entrada em circulação de centenas de novos víeculos particulares. É um fenômeno de um País em desenvolvimento que teve o cuidado de palnejar suas cidades no longo prazo nem suas autoridades previram o boom das mudanças sociais com a entrada de centenas de famílias na classe média. Os mais prejudicados com essa falta de planejamento são os cidadãos que ascenderam à classe média e não dispõem de recursos para frequentes trocas de pneus, mudanças de suspensão e reparos de freios.  Profissionais liberais são duramente prejudicados. Professores, médicos, engenheiros, dentistas e outros mais que têm tarefas diárias em horários  insubstituíveis sentem na pele  os problemas de um trânsito estressantemente  lento, em  estradas e ruas esburacadas. Mas a grande perda é dos trabalhadores  da indústria, do comércio e dos serviços. Esses heroicos construtores do desenvolvimento nacional passam horas dentro de ônibus velhos,  quentes, de bancos duros  e  desprovidos de toaletes. A ida e volta ao trabalho desses trabalhadores, principalmente os que atuam em  outras cidades , é um exercício cansativo. Viajar por BRs e avenidas urbanas é um sacrifício que ninguém merece.  As cidades da  Região  Metropolitana do Recife veem seu desenvolvimento travado nos longos congestionamentos.  Recife  e Jaboatão são as mais sacrificadas, pois o trânsito é bem denso nas vias internas dessas cidades.  Cabo de Santo Agostinho e Olinda sofrem com um trânsito lento nos seus acessos, destacando-se o Cabo como caminho natural para o Complexo Portuário Industrial  de SUAPE  ou acesso  às cidades da Zona da Mata Sul do Estado.

Essas cidades  sofrem com a falta de planejamento de longo prazo.  O desenvolvimento das mesmas  foi fruto da improvisação e das necessidades imediatas  de uma época  onde os meios de transporte eram o cavalo e a carroça. A requalificação feita nas últimas décadas também não deram resultados satisfatórios exatamente porque o planejamento  de vias de acesso esbarra  no desenho  arquitetônico de começos do Século XX . Por outro lado, a ausência de uma maior atuação do transporte sobre trilhos, principalmente  na parte norte da RMR, não viabiliza um trânsito mais rápido,  com equipamentos  mais velozes  e seguros. O modal  rodoviário é uma forma alternativa de transporte nas cidades do mundo  desenvolvido. Mas engarrafamento  urbano não é um privilégio do Recife e de suas cidades coligadas. Em muitas capitais, o trânsito é igualmente insuportável.  São Paulo, por exemplo, tem um trânsito pior do que o do Recife.  As vias de acesso à capital paulista, vindas de várias direções, incluindo as marginais Tietê e  Pinheiros,  têm trânsito lento com  engarrafamentos de centenas de quilómetros. A tal ponto, que há muito tempo foi necessário alternar os números de placas dos carros em  acesso ao centro. Assim, cada dia só metade dos carros particulares são autorizados a trafegar pela cidade. Finalmente, é preciso preparar melhor os motoristas brasileiros, começando por educá-los  na escola fundamental  com lições de direitos humanos, ética e cidadania. E que os gestores comecem a planejar uma nova cidade  para um futuro  mais longo, pois é evidente que nenhum discurso açodado  de candidatos a prefeito vai mudar essa realidade durante as duas próximas décadas. A menos que se mude a matriz de transporte para o ferroviário; e até essa mudança levaria tempo maior do que um mandato de prefeito, já que exigiria transformações  radicais no desenho das vias de acesso às cidades e vultosos investimentos, além de enfrentar a resistência das montadoras internacionais e seu lobby.

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