NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013


                                   BEIJOS E ABRAÇOS
                    O SHOW TEM QUE CONTINUAR
A passagem de Ano Novo é apenas uma mudança no calendário. Assim como o Natal. Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro  nem no ano 1 da nossa era. Seu nascimento foi em data ainda desconhecida e provavelmente de 4 a 6 anos antes da data que comemoramos. O dado positivo é o clima psicológico que essa fase do ano traz, quando uma parte da humanidade, mesmo tendo culturas e costumes diferentes, bem como ícones próprios, reverencia a figura do “salvador” da cultura cristã. Nesses dias, a atmosfera se ilumina com as emanações produzidas pelas intenções de mudanças declaradas pelas pessoas, o que torna o clima favorável a realização de eventos grandiosos, que se repetidos costumeiramente seriam capazes de realizar a grande e esperada transformação da sociedade. Pena que tudo não passe de exploração comercial, e quando começa o novo ano todas as promessas se desfazem, a competição volta a dominar a cena humana. E tudo volta a ser como era antes.
Depois do calor do Natal e Ano Novo as perspectivas de transformação arrefecem, promessas de amor eterno caem no vazio, intenções regenerativas ficam no esquecimento e aqueles presentes distribuídos em meio à alegria das pessoas reunidas em família ou em empresas  passam a ser motivo de dessabores, quando não de recalques. “Eu merecia coisa melhor”, pensam muitos; “por que ela não deu essa porcaria à filha dela”, resmungam outros. E muitos, insatisfeitos com o que ganhou, deixam lá mesmo  no âmbito da festa o que seria seus presentes. Difícil agradar a todos. Difícil transformar em realidade sonhos acalentados pelas emoções mais fortes. Mas a vida continua! O show não pode parar. E será assim, até que uma ação gigantesco envolvendo todos os povos,  uma verdadeira  “consciência de guerra”  (pobre língua!) envolvendo cada um de nós e todos nós possa concentrar esforços no sentido de salvar o que ainda resta de recuperável nessa lixeira em que se transformou a sociedade humana.


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