NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013


                           PAÍS  EM  COMOÇÃO
As pessoas, todas jovens, buscavam diversão na sisuda cidade universitária de Santa Maria-RS. Bandas locais animavam a festa tocando uma mistura de ritmos sertanejos com a música alegre  da região. Local conhecido, boate frequentada pela garotada universitária. Ninguém esperava que o pior pudesse acontecer. Principalmente os jovens. Certas funções mentais só amadurecem aos 30 anos, e no interior daquela boate a idade média ficava entre 20/25 anos.
Hábitos perniciosos, mas aceitos como componentes da balada; uma mistura de irresponsabilidade  e cumplicidade com o ilegal. O Brasil talvez seja a única nação onde há leis “que pegam” e “leis que não pegam”. A única lei que pode pegar e gerar efeitos positivos num país assim é ter vergonha na cara. No mais, encontramos sempre vestígios daquele “jeitinho brasileiro” que acomoda tudo. A vida e a morte estão num conceito de extremos, mas tão  vizinhas que se misturam num piscar de olhos.
Vozes com sotaque fortemente local falam da experiência de terem visto a sombra da morte. E por um triz essas vozes não calaram  sufocadas pela fumaça tóxica que se espalhava feito rastilhos de pólvora dentro de um ambiente fechado, agora escuro, sem ventilação. Santa Maria, grande centro acadêmico com várias  universidades. Cidade elitizada, onde os nomes das pessoas parecem indicar que elas moram em regiões  europeias. Motor da cultura técnica e científica do sul do País. Metrópole onde nada falta.  Em termos, porque lá como em toda a nação falta aquela disposição de aplicar as leis. Vai ver que as leis específicas não pegaram por lá. O que não impede as famílias enlutadas chorarem neste momento a perda de entes queridos. E a nação em peso esteja nesta comoção.

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