PAÍS
EM COMOÇÃO
As pessoas, todas jovens,
buscavam diversão na sisuda cidade universitária de Santa Maria-RS. Bandas
locais animavam a festa tocando uma mistura de ritmos sertanejos com a música
alegre da região. Local conhecido, boate
frequentada pela garotada universitária. Ninguém esperava que o pior pudesse
acontecer. Principalmente os jovens. Certas funções mentais só amadurecem aos
30 anos, e no interior daquela boate a idade média ficava entre 20/25 anos.
Hábitos perniciosos, mas aceitos
como componentes da balada; uma mistura de irresponsabilidade e cumplicidade com o ilegal. O Brasil talvez
seja a única nação onde há leis “que pegam” e “leis que não pegam”. A única lei
que pode pegar e gerar efeitos positivos num país assim é ter vergonha na cara.
No mais, encontramos sempre vestígios daquele “jeitinho brasileiro” que acomoda
tudo. A vida e a morte estão num conceito de extremos, mas tão vizinhas que se misturam num piscar de olhos.
Vozes com sotaque fortemente
local falam da experiência de terem visto a sombra da morte. E por um triz
essas vozes não calaram sufocadas pela
fumaça tóxica que se espalhava feito rastilhos de pólvora dentro de um ambiente
fechado, agora escuro, sem ventilação. Santa Maria, grande centro acadêmico com
várias universidades. Cidade elitizada,
onde os nomes das pessoas parecem indicar que elas moram em regiões europeias. Motor da cultura técnica e
científica do sul do País. Metrópole onde nada falta. Em termos, porque lá como em toda a nação
falta aquela disposição de aplicar as leis. Vai ver que as leis específicas não
pegaram por lá. O que não impede as famílias enlutadas chorarem neste momento a
perda de entes queridos. E a nação em peso esteja nesta comoção.
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