NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

segunda-feira, 11 de março de 2013


                      ENFIM, O CONCLAVE
Depois do período das congregações, encontros de cardeais que antecedem o evento principal, começa amanhã no Vaticano o Conclave.  Conclave quer dizer: com chaves, a portas fechadas. Os 115 cardeais aptos a votar  devem escolher o novo papa, o novo dirigente da Igreja depois da inesperada e histórica renúncia de Bento XVI. Especula-se sobre os nomes que podem determinar a mudança da cor da fumaça que vai sair da chaminé da Capela Sistina. Um italiano, um canadense e um brasileiro  encabeçam a lista das especulações, segundo os mais prestigiados jornais europeus para discutirem a questão. O italiano Angelo Scola, 69 anos, o canadense Marc Oullert, 68 anos, e o brasileiro Odilo  Scherer, 63 anos. Alguns jornais europeus dão destaque para o brasileiro, como apostando na sua postura progressista e domínio das tecnologias digitais. É bom lembrar que setores norte-americanos pressionam para que o escolhido seja o arcebispo de Nova Iorque, Timothy Dolan. Mas não se deve esquecer a chance do argentino, do mexicano e do africano. Qualquer um dos três primeiros citados pode vir a ser o papa. Mas nenhum deles necessariamente deverá ser o novo pontífice. Essa exposição talvez redunde em queima dos nomes, e o papa pode ser um cardeal menos cotado hoje.
Há um entendimento por parte de experts sobre Vaticano de que o papa deverá ser mesmo um  cardeal romano, depois de dois pontífices consecutivos fora da esfera de Roma. Scola já parte com alguma vantagem, pois Roma, um Estado pequeno, tem 28 cardeais, em contrapeso aos 5 cadeais brasileiros aptos ao voto. O novo chefe da Igreja Católica deverá ser um cardeal conservador, com largo conhecimento dos corredores e porões do Vaticano. Nestas últimas décadas a igreja perdeu milhares de fiéis para os cultos evangélicos, para o islamismo ou simplesmente para ela própria. Estancar essa sangria é tarefa  difícil. Roma não vai acreditar que um papa moderno, high-tech, possa salvar a igreja desse êxodo de fiéis. Verdade que essa situação vivida hoje pela igreja se deve mais ao estilo durão, ultraconservador de Bento XVI. Mas uma mudança radical poderia ser suicídio. Vamos esperar mais alguns dias, e conferir.

Nenhum comentário:

Postar um comentário