ÁGUA – UM BEM SUBESTIMADO
Neste Dia
Mundial da Água é importante lembrar que apesar desse precioso bem ocupar dois
terços da superfície terrestre e seres vivos
terem setenta por cento de suas estruturas composta de líquido, água é
um bem finito. As grandes geleiras das calotas polares e das enormes montanhas
esbranquiçadas dependem de condições meteorológicas para existirem; o momento é
de apreensão com esses colossais reservatórios naturais de água, pois eles estão sofrendo alterações
estruturais, importa dizer: estão derretendo. O volume de água dos grandes rios
em todos os continentes sofrem baixas. Grandes
extensões de águas represadas estão poluídas
e irremediavelmente perdidas no mundo inteiro. Os oceanos e mares, transformados
em lixeira industrial, estão em grande
parte poluídos por produtos químicos, físicos, fisiológicos e rejeitos nucleares. E suas águas podem por
isso se tornar imprestáveis para usos doméstico, agrícola ou industrial. As
pessoas avaliam mal a quantidade de água existente na superfície da Terra e na
atmosfera que nos circunda. Imaginam, pela extensão dos reservatórios naturais
ou artificiais que temos ser a água infinita. Apesar das geleiras, sua
principal fonte, a água potável já estar escassa, em várias partes do mundo ela
quase não existe mais. As águas subterrâneas
estão sendo contaminadas por agrotóxicos ou resíduos industriais. As águas dos
grandes reservatórios superficiais estão
sendo emporcalhadas pelo trabalho do homem.
No
Brasil, a temporada de fortes
chuvas causa inundações no Sudeste e Centro- Oeste,
enquanto no Nordeste, principalmente Pernambuco, Paraíba e Bahia, a maior seca
das últimas seis décadas dizima plantações, mata animais de fome e sede,
derruba a economia da região e condena o homem ao êxodo rural. No mundo
inteiro, o clima se torna cada vez mais hostil, e água é o fenômeno mais determinante
dessas mudanças. Nestes dias de crise de água, com enchentes em certas regiões
e secas persistentes em outras regiões, é indispensável que se reflita sobre o
valor da água. Bem necessário à vida, a água é uma fonte finita. Usar com
moderação, preservar os mananciais e transferir
com sabedoria os excedentes de uma região para outra região onde há
carência, eis o ponto sobre o qual devemos todos nos debruçar.
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