NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

segunda-feira, 27 de maio de 2013


        RELIGIÃO  E  SEXUALIDADE
A  novela Amor à vida em cartaz na Globo discute um tema crucial para a formatação da nova geração deste início de Século XXI. A sexualidade é um assunto que não pode ser jogado para debaixo do tapete. Não serão nossas opiniões pessoais, pró ou contra as transformações sociais destes tempos de apreensões e incertezas quanto ao futuro da civilização ocidental que irão impedir, acelerar ou reduzir os impactos que essas mudanças comportamentais produzirão nas famílias e, portanto, na sociedade moderna. O tema, por sua grandeza psicológica, emocional, ética e moral, sai do ambiente das discussões acadêmicas, extrapola as fronteiras que separam as religiões, passa pela escola e se oferece de forma impositiva como elemento fundamental da conversa familiar, envolvendo não apenas o núcleo dessa célula social como   os ramos da árvore formadora do clã.
Os valores morais, emocionais e comportamentais de hoje já não são mais  grandezas coletivas, da sociedade, mas do indivíduo. Nessa nova sociedade, os pais já não ditam ordens aos filhos. Os mais velhos, com sua experiência acumulada de décadas, já não representam referência para os jovens. Essa é uma sociedade aberta onde cada indivíduo escolhe seus caminhos, faz suas opções de vida. Essa mudança quase repentina de uma sociedade até bem pouco tempo dirigida pelo chefe de família que a direcionava com mão de ferro. Os novos rumos da sociedade, ditados pela nova concepção de liberdade, não  levam mais em conta regras, normas, princípios; ética é um noção superada. O individuo não tem compromisso com diretrizes políticas, sociais, filosóficas ou ideológicas. Sua vontade supera qualquer princípio contrário. É o individual comandando o coletivo, numa inversão de valores impensada há algumas décadas.
O mundo moderno tem um perfil social difícil de ter sido percebido pelas gerações de fins do Século XIX e meados do Século XX. A diferença está nas concepções de vida e nas opções comportamentais. A família tradicional rivaliza com um modelo de família que pode ter casais homossexuais com filhos adotados. E bem em pouco, com filhos de proveta. Homossexuais, bissexuais, transexuais, metrossexuais são termos que definem o modelo de família de hoje. É difícil estabelecer uma linha demarcatória entre cada uma dessas categorias; mas difícil identificar onde os membros de cada categoria se inserem quando se analise o espectro religioso do ambiente onde vivem. Há a religião organizada expondo suas rejeições a práticas não convencionais de famílias não heterossexuais. Mas no seio da religião são encontrados optantes por esse novo estilo de vida. Há líderes religiosos  que lutam contra si mesmos para espantar as inclinações homo afetivas. E há seminaristas que não escondem essas inclinações. São pessoas atordoadas por junções genéticas ou por fatores ambientais.
Em meio a esse caos, a religião se torna impotente e aos poucos vão perdendo terreno para essa avalanche de transformações. Calcada nos princípios cristãos que a seu modo interpretados balizaram sua estruturação e sua atuação como elemento coercitivo que comandava a vida das pessoas e os costumes sociais, a religião se perdeu de si mesma numa luta interna entre suas  vertentes por espaços cada vez maiores. Está perdendo a grande oportunidade representada pela mensagem cristã de paz, amor, igualdade e solidariedade. O judeu que revisou o judaísmo e apontou rumos para toda a Humanidade tem sua mensagem desvirtuada pela religião organizada. Ele foi transformado num carrasco, identificado como uma divindade que carrega todas as mazelas humanas. Nessa concepção de divindade a lógica é a dominação pelo medo do fogo do inferno. As novas gerações, com acesso a educação e estribada nas lições por muito tempo censuradas da história não acreditam em penalidades divinas. A sede de poder das elites dominantes da civilização ocidental, movida pela ideia do lucro a qualquer preço, destruiu toda uma filosofia idealista de  igualdade, solidariedade e fraternidade que datava das pregações do Cristo. E transformou a civilização ocidental numa sociedade de consumo onde o lucro é mais importante do que qualquer valor ético. E explorou exatamente a parte mais vulnerável do ser humana: a emoção. Os meios de comunicação de massa foram colocados a serviço dessa excrescência social. E desvirtuaram a religião, que infantilmente aderiu  ao jogo da procura e da oferta.
A família, dilacerada por tantas aberrações, também se afastou da religião impositiva. E como esteio ou alicerce da sociedade, está perdendo a luta pela renovação moral do clã. Todavia, é nesse esteio – a família, que reside a última esperança de uma aurora redentora na qual a ideologia da paz, da confiança e do respeito possa recrudescer com nova mentalidade capaz de tornar a sociedade uma instituição aberta, mas regida por regras que sejam consensuais aos cidadãos. 
                                                                                                                                        27.05.2013

domingo, 26 de maio de 2013


CANÇÃO DE NINAR

 ( da tradição popular )

O dia quando amanhece
 Eu começo a chorar
Vou fazer a minha prece
 Pra meu bem não me deixar
Mas se ela me deixar,
 Nessa má situação,
Eu deixo o trabalho
 E me dedico ao violão
Mas se assim acontecer
Muito breve hei de morrer
Pra não ver outro gozar
Do amor de uma menina
Ela muito pequenina
Comecei a lhe amar.




terça-feira, 21 de maio de 2013


                        PARTIDOS DE MENTIRINHA
 JOAQUIM BARBOSA X CONGRESSO
Em palestra para alunos de uma faculdade do DF, o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) não poupou palavras para desqualificar o Congresso  nacional e os  políticos brasileiros. Barbosa foi enfático ao afirmar que os políticos “querem o poder pelo poder”. Ao se referir ao perfil partidário do País, Barbosa disse que é “um poder dominado pelo executivo”; “que não exerce em sua plenitude o poder que a Constituição lhe atribui”; “Esta é uma das grandes deficiências, a razão pela qual o Congresso brasileiro se notabiliza pela sua ineficiência, pela sua incapacidade de deliberar”.  E é nesse vácuo do exercício de legislar  que o STF muitas vezes faz o papel de poder legislativo, se deduz das palavras de Joaquim Barbosa. A dureza das palavras do presidente do STF acirrou ânimos entre os políticos, que responderam em tom também nada ameno.
O vice-presidente no exercício da presidência da Câmara, André Vargas (PT-PR) disse que Barbosa “Não está a altura de presidir o STF”. Vargas afirmou ainda que “Não é a primeira vez que ele faz isso, já fez isso com o judiciário recentemente”. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) que se encontra nos Estados Unidos foi mais cauteloso ao comentar as declarações de Barbosa: “Uma desrespeitosa declaração  como  essa não contribui para a harmonia constitucional que temos o dever supremo de defender”, disse  Alves. No Senado, Aloysio Nunes Ferreira  (PSDB-SP) rebateu as palavras do presidente:  “O meu partido é de verdade; quem se dobra ao governo é a situação, não é o Congresso como um todo”. Ainda no Senado, o vice-presidente da casa Tião Viana (PT-AC) foi didático ao afirmar: “Seria importante para o País que quem dirige uma instituição ajude a fortalecer a outra”.
Para azedar ainda mais as relações entre os Poderes da República, o ex-ministro do STF  Carlos Ayres Brito, em conferência na Associação Comercial de São Paulo, acusou o Congresso de inércia e incompetência. “Nós estamos fazendo um experimentalismo decisório, inevitável. Diante  da inércia  do legislativo nós temos que nos apropriar conceitualmente de temas dificílimos, especialíssimos”, afirmou Ayres Brito. O ex-ministro do STF cutucou o legislativo com uma questão nevrálgica para os parlamentares: o nepotismo: “Se a Constituição consagra os princípios da eficiência, igualdade, moralidade, impessoalidade, a todas as luzes o nepotismo é uma colisão frontal e moral a esses quatro princípios”, disse o ex-ministro.
ANÁLISE DA CONJUNTURA. O pronunciamento do presidente do STF e a forma como os parlamentares reagiram demonstram que o País vive uma crise política e moral de desrespeito entre os Poderes da República, o que configura um quadro de crise institucional. Há uma invasão de competência de um Poder pelo outro, e isso inclui o executivo, cujo perfil de insegurança está embutido na discussão entre a cúpula dos outros dois poderes. Os atores dessa crise são também seus autores. Joaquim Barbosa desfila na passarela política empurrado pelos ventos que podem levá-lo a sair candidato à presidência da República. Sua afirmação de que “Temos partidos de mentirinha” é verdadeira, pois os partidos políticos brasileiros não estão interessados em ideologias, e seus objetivos  realmente são “o poder pelo poder”. Mas Joaquim Barbosa, como presidente da Instância Suprema da justiça brasileira não deveria fazer uma declaração dessa natureza, uma vez que assim agindo incorre em falta de ética e dá munição aos líderes do Congresso para considerá-lo “não a altura” do cargo que exerce. Já Aloysio Nunes tenta tirar seu partido (PSDB) da vala comum dos “de mentirinha”, mas as razões por ele alegadas apenas reforçam a imagem de um balaio onde estão jogados todos os partidos políticos brasileiros. Porém, é a Constituição brasileira bem como a consciência política da população brasileira que  saem  arranhadas diante dessa desordem na condução da vida pública do País.
                               



segunda-feira, 20 de maio de 2013


                       BOLSA  FAMÍLIA
  BOATOS GERAM TUMULTOS NA CAIXA
Desde as primeiras horas da tarde desse domingo, as agência da Caixa Econômica  em quase todos o País  passam por procura exacerbada dos usuários do programa Bolsa Família do  governo federal. Boatos com origem na internet levaram milhares de pessoas a procurarem as agências da Caixa num dia de domingo tumultuando o espaço de serviços do banco e seus arredores. Pessoas interessadas em ver o circo pegar fogo postaram  no twitter informações inverídicas. Essas informações iam do incrível ao burlesco. Numa, a presidente Dilma teria disponibilizado aos usuários do programa, por conta do dia das mães, crédito extra que segundo a fonte variava de cem a trezentos reais; noutra, a presidente teria feito um pronunciamento na televisão informando o fim do Bolsa Família pura e simplesmente. Outras fontes, diziam que o dinheiro do programa seria destinado exclusivamente a assistência às vítimas da seca. E, por fim, a bomba: o domingo seria o último dia para saques do benefício. Num dia em que bancos estão fechados, e caixas eletrônicos só funcionam em shoppings, supermercados e outros espaços de comercialização e lazer, os terminais foram procurados de forma não usual e nas agências da Caixa filas, correrias e muito tumulto.
O Blog noticiou os fatos a partir de postagens do twitter. Dois jornalistas pernambucanos comentaram os acontecimentos, e foi com base na credibilidade dos mesmos que o Blog reproduzia as notícias. Algumas postagens chegaram a insinuar conotação política na onda de boatos que se alastrou por quase todo o País. Esse tipo de boato funciona como  rastilho de pólvora. Principalmente no Nordeste, o tumulto foi grande. No Sudeste, o Rio de Janeiro também apresentou agitação nas agências da Caixa. A polícia militar dos estados  interviu nos casos que eram de sua competência.  O governo, através do ministério competente e dos superintendentes da Caixa nos estados, desmentiu os boatos e reafirmou a manutenção do Bolsa Família. Apesar de tudo isso, milhares de pessoas ainda chegavam às agências e terminais da Caixa na manhã dessa segunda-feira. Problemas ainda podem acontecer quando os usuários do programa social que sacaram benefícios em virtude de antecipação preventiva do governo quiserem sacar novamente os benefícios no fim do mês. Para esses, agora só dentro do calendário de junho.

domingo, 19 de maio de 2013


                            AGITADORES TENTAM TUMULTUAR O PAÍS


Vejam artigo a respeito na nossa página do Facebook. Amanhã  o blog estará  observando a movimentação e acompanhando a situação produzida por boatos espalhados  por pessoas inescrupulosas e irresponsáveis.

sábado, 18 de maio de 2013


                                              MP 595/2012
   SENADOR VER AMEAÇA À DEMOCRACIA
Nesta sexta-feira, o Senador Cristovan Buarque (PDT-DF) protestou contra a aprovação da MP 595/2112. Buarque ver ameaça à democracia com a aprovação nesta quinta-feira da referida  MP pelo Congresso Nacional. Segundo o senador, o perigo não está na ideia de modernização dos portos brasileiros – necessária para destravar a atual letargia dos terminais marítimos brasileiros e promover a dinamização dos mesmos, mas na forma como a MP foi aprovada pelo Congresso. O parlamentar  entende que a questão  deveria ser apresentada em forma de projeto. Isso daria tempo suficiente para que os parlamentares  com assento na Câmara e no Senado pudessem examinar  a matéria, um calhamaço composto de mais de mil páginas  depois que emendas foram apresentadas na Câmara Federal. A correria contra o tempo levou parlamentares da base aliada a embutirem dispositivos que beneficiam grupos diversos e podem prejudicar portos públicos.
Os prazos para renegociação do gerenciamento dos portos são bons para grupos de portos, mas há embutidos na MP dispositivos que fariam alguns portos públicos perderem competitividade. Prazos de 25 anos prorrogáveis por mais 25 são ideais para investimentos em algumas regiões, mas duvidosos em outras regiões. A presidente Dilma está propensa a vetar alguns artigos da versão da MP aprovada pelo Congresso. A MP dos portos não vende os terminais marítimos de carga à iniciativa privada, como se insinua em alguns círculos interessados em tumultuar  a aplicação dos dispositivos recém-aprovados pelo Congresso. Há uma concessão de gerenciamento dos portos públicos, mas esses terminais continuam pertencendo ao governo e  povo brasileiros.
Cristovan Buarque conhece a fundo a questão. O senador é pernambucano, mas radicado no Distrito Federal. Fundador do PT, é hoje filiado ao PDT; é professor universitário em Brasília, já tendo sido reitor da Universidade de Brasília (UnB) e governador do Distrito Federal (DF). Sua vasta experiência política, seu perfil de educador e sua larga bagagem em assuntos econômicos o credenciam a discutir a MP 595/2012 e seus efeitos sobre o desenvolvimento do País.