NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

segunda-feira, 6 de maio de 2013


                                 EUROPA  DESACELERA
A União Europeia desacelera seu crescimento. Não por conta de medidas governamentais, mas em razão do buraco sem fundo que se formou na sua economia. Nenhum país do Velho Continente possui no momento condições de equilibrar seu orçamento. E em todo o continente, não há dinheiro suficiente para equilibrar a balança interna ou externa dos países membros. Países como Portugal e Espanha, que entraram pobres na União Europeia e estão ainda mais pobres e sem condições de honrar seus compromissos internos ou externos, juntam-se à Grécia para formar o maior gargalo da economia europeia. Nem a rica Alemanha escapa dessa situação. Menos ainda a tradicional e pomposa Inglaterra. O mercado europeu encolhe e os trabalhadores – os que conseguiram manter seus empregos, sofrem  perdas salariais. O desemprego em toda a União é 
 assustador. Qual a explicação para tudo isso? Tudo tem explicação.

Culturas diversas, que num passado nem tão distante resolviam suas questões na base do trabuco, naturalmente têm dificuldades para encontrarem saídas pacíficas que respondam a todas as questões do grupo. Embora esse grupo já esteja tentando essas saídas há várias décadas. Cada país fazia seu planejamento, e o Velho Continente perdia espaço para os Estados Unidos e Japão. Quando o planejamento passou a ser colegiado, é natural que os planejadores tenham encontrado dificuldades para encaixar num orçamento global problemas gerados por países pobres e países ricos juntos. Era preciso um esforço de guerra para que tudo isso desse certo. Mas os países ricos não abriram mão de suas vantagens construídas ao longo de séculos. As grandes corporações econômicas europeias dominam o cenário econômico, e por tabela, o político e o social do continente. Cada grupo querendo assar primeiro sua sardinha. Os governos, sem caixa, começavam a dar sinais de dificuldades. E a União Europeia, insistindo na manutenção do euro, demonstra ser um sistema tão falho como os dos países dos continentes menos ricos.
As consequências não poderiam ser diferentes: num sistema capitalista, ou em qualquer sistema – mas, principalmente nele, a corda quebra do lado mais fraco. E sobrou para os trabalhadores. Enquanto a União Europeia, dominada pela cúpula capitalista, planeja soluções de médio e longo prazo  para seus problemas comuns, a curto prazo os empresários procuram se resguardar em seus privilégios; fecham fábricas, lojas e reduzem a produção agrícola. Demitem trabalhadores  e esperam pelo que ainda estar por vir. E aplicam seu precioso capital em países de outros continentes, como Estados Unidos, China, Brasil, entre outros. A corrupção corroeu  os alicerces da política europeia, vejam o caso da Itália que passou dois meses sem governo, e o o governo que conseguiu formar carece de sustentação. O nível de enquadramento fiscal dos cidadãos  europeus chegou a um ponto insuportável. França, por exemplo, cobra 70% da renda individual. Num cenário desses é impossível não desacelerar.
                                   

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