NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quarta-feira, 15 de maio de 2013


     TEMPOS  NOVOS,  NOVOS  RUMOS
Caiu o muro de Berlim, faz algum tempo. Ruiu a União Soviética e acabou a guerra fria que tencionou ao extremo as relações internacionais  até décadas atrás.  A Conferência Internacional de Alma-Ata (URSS) emitiu conceitos sobre saúde, direitos humanos e temas correlatos. Nasceu a ONU em substituição à Liga das Nações. Os europeus criaram um órgão  para resolver pacificamente suas demandas econômicas e unificar procedimentos jurídicos. Os Africanos  e  os árabes  fundaram  seus órgãos  representativos.  A China surgiu como  alternativa política e econômica ao poderio ocidental, equilibrando assim as relações de poder no mundo. Neste fim de Século XX e começos do Século XXI  muitos acontecimentos  políticos,  militares, diplomáticos, econômicos  e principalmente  sociais  mudaram a face do Planeta. Muitos ditadores foram alijados do poder. A liberdade doméstica assistida dos anos trinta quarenta  passou por uma atualização e a cada dia mais pessoas têm acesso à educação e fontes de informação. O mundo de hoje é bem diferente daquele que antecedeu a Segunda Grande Guerra, que foi quase mundial. Países antes marginalizados se desenvolvem de acordo com a determinação dos seus governo e povo. Nestes tempos de viagens espaciais, aviões supersônicos, fissão nuclear, satélites artificiais, televisão interativa, avanços genéticos,  telefones celulares e internet o mundo como que ficou menor; não há mais distâncias que separem as nações e as pessoas. Notícias de acontecimentos importantes que só chegavam ao nosso conhecimento em dias ou semanas agora são transmitidas ao vivo, em tempo real. Agora, a pergunta que não cala: será que todo esse avanço científico, tecnológico, econômico e social dessas últimas décadas está sendo utilizado para melhorar a sociedade humana?
Guerras alimentando a indústria dos países interessados não deixam de acontecer em alguma parte do mundo. O ódio religioso secular instiga a separação de etnias coirmãs, como é o caso da refrega entre judeus e palestinos. As religiões, sem exceção, na busca por mais espaço e mais adeptos, não atentam para o fato de que estão estimulando uma guerra santa  ou participando ativamente dela. Enquanto os cristãos brigam entre si por  mais espaços o islamismo avança na Ásia, na África e na Europa Oriental e já mostra sua cara nas Américas. As causas que determinaram  as duas Grandes Guerras ainda estão latentes na cabeça de muitas pessoas com status de formadores de opinião. A ideologia neofacista alimenta esperanças e produz atitudes em muitas dessas pessoas. Não bastaram as atrocidades da primeira Grande Guerra e o sofrimento de anos de destruição e mortes provocadas por disputas econômicas, geográficas e religiosas que levaram o mundo à Segunda Guerra. Apesar da conscientização quase generalizada de que as disputas devem ser resolvidas na mesa de negociações, conhecidos setores de conotação cristã instigam veladamente a desavença para tirarem proveito disso.
O Nazismo e o fascismo foram episódios dolorosos de nossa história que a humanidade espera que não se repitam. O comunismo de Stalin maculou ideias de filósofos utópicos que sonharam alto, e como regime feroz e sanguinolento que foi, fracassou na tentativa de mudar as bases conceituais da cultura humana. O poderio econômico e militar norte-americano, bem como a própria filosofia do capitalismo, dão sinais de esgotamento.  Tal qual o Cristianismo, o islamismo, dividido em facções rivais e violentas que cada dia, na sua fúria ideológica,  exterminam dezenas de vidas úteis, não se sustenta como alternativa ao cipoal de erros e poucos acertos  da ideologia ocidental. Busca-se uma porta, pelo menos uma janela através da qual se possa vislumbrar uma saída racional para  esse amontoado de insanidades, equívocos e má-fé que tem constituído a história humana mais recente. O importante neste momento é adotar procedimentos econômicos, políticos e diplomáticos que impeçam a eclosão de uma nova guerra de amplitude planetária. Um conflito desses não traria benefícios para ninguém, menos ainda para a civilização cristã. Já há sinais de que é possível preservar a paz e ressocializar a sociedade ocidental. Novas lideranças na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina tentam escapar ao tecnicismo e imprimirem rumos pragmáticos aos conceitos de política e formatação de uma nova sociedade. Sinais tímidos, difusos, mas um alento. A lógica desse pensamento é refletir sobre o que aconteceu com o homem através da história e tirar lições desses fatos. A consolidação dessa nova onda de pacifismo poderá mudar os rumos da sociedade ocidental e equilibrar a disputa por espaço com as ideologias orientais. E quem sabe, desse equilíbrio nasça uma nova mentalidade de parte a parte e se instale no mundo uma convenção de convivência pacifica com respeito das ideologias opostas. Não pode haver titubeios nem falhas. Nem rancores. As lições positivas do socialismo devem se somar aos bons resultados organizacionais do capitalismo. Os novos  tempos exigem reflexão, bom senso, coragem de ação e atitudes sensatas. E  como consequências, novos rumos na arte de fazer política e grandes proezas no singular exercício humano  de pensar.
                                                                                                                                       05.05.2013

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