CANTO PLANGENTE
Na lua cheia tu
cantas
As melodias de tua infância
De repertório vasto, são tantas
A acalentar lembranças, distância
De um tempo lindo onde os amores
inocentes, românticos... ai de mim!
Castos e coloridos
como as flores
Do pequeno e aconchegante jardim.
Que cantas na lua nova, venenos?
Pois já é pungente teu cantar...
É saudade dos teus dias
serenos?
Ou é lembrança dos
canários e rolinhas
Que debalde hoje tentas imitar?
Mundo, coisas fúteis, andorinhas..
(Emílio J. Moura)
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