MISÉRIA
Na casa de palha perdida
no deserto
Resseco, “floresta de gravetos”, sem vida,
Um caso de resistência por certo,
Apego de pessoas à antiga lida.
Pobre família, não
tem o que comer
Talvez sua refeição do dia seja o rato
Bodocado pelo menino ao amanhecer
Antes que fosse pego pelo gato.
Se pelo menos na arapuca
que armou
Um pássaro, um nambu, naquele rincão...
O fogo do usineiro
tudo queimou!
Milho, mandioca, batata, mais nada...
Nem minhoca sobrou naquele chão
De vida triste, agora
desgraçada.
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