NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

         LAMENTO
Choro  triste e comovido por ti
Minhas lágrimas  se derramam
 Abundantes Feito cachoeira
Não invejo esse teu fausto
Roupas, sapatos, joias...
Nem tua nova maneira de ser
Lamento as coisas simples
Que deixaste pelo caminho,
O rancho, irmãos, pais, amigos
Vejo-te no milharal  soberbo
E raspando milho na cozinha
Eras linda, simples e alegre...
Agora, coberta de ouro, rica,
Na soberba de posses ter,
Já não tens aquele riso franco,
Teu rir artificial te engana
E ofusca o dantes bem viver ;
Hoje és uma mera caricatura
E te afogas nos desvãos da vida
Choro tua perdição, essa luxuria...
Um dia tudo isso acaba, finda
Na tristeza de veres que os amigos
Se foram e agora só, embora rica
Já não tens como voltar atrás.





























quarta-feira, 30 de julho de 2014

      ÓDIO ONDE DEVERIA HAVER  PAZ
A guerra entre Israel e o Hamas é mais um lamentável capítulo de uma história milenar de discordância, cisões e ódio entre povos que tiveram uma mesma origem territorial, um mesmo tronco antropológico e um mesmo cenário cultural.  Tudo ali, segundo a Bíblia e o Alcorão, começou com a capacidade agregadora de Abraão, Patriarca comum dos judeus, cristãos e muçulmanos. Das centenas de filhos de Abraão, dois foram colocados no pedestal da glória pelo pai: Isaac e Ismael. Isaac lançou os fundamentos doutrinários  que levaria à fundação de Israel. Ismael logo se isolou do irmão e foi habitar uma montanha, onde elaborou um corpo de doutrina que se diferenciaria da vertente de Isaac. 

A doutrina de Isaac formatou o Judaísmo e o conjunto doutrinário de Ismael criou o que se chamou de Ismaelismo, depois despersonalizado e denominado  Islamismo; surgem os muçulmanos. Em algum momento da história, judeus e muçulmanos reivindicavam o status de "Filho da Promessa" para seus fundadores. Essa busca "pela verdade" acabou em intolerância. Judeus e muçulmanos se transformaram em estados teocráticos e se tornaram inimigos viscerais. Povos irmãos, israelitas e árabes nunca se entenderam. Uma briga suscitada sobretudo pela religião. Que deveria unir os dois povos.


A guerra que se trava hoje no oriente não tem sentido, a não ser se observada sob o prisma dessa rivalidade milenar. Na verdade, há uma guerra entre Israel e um lado do estado palestino, estado oficialmente não constituído, embora já reconhecido por alguns países. A faixa de Gaza é reduto da facção  palestina que não quer negociar com Israel. Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, não tem poderes para impor providências em Gaza. E assim dividida a Palestina não tem como confrontar o estado de Israel. É absurda a matança de crianças, mulheres, idosos e demais pessoas indefesas do lado de Gaza. Como não é aceita a guerrilha do Hamas, levando terror às cidades de Israel. O ódio que separa as duas etnias está longe de ser debelado. Israel é forte, uma potência militar, e a Palestina sequer tem um exército. Uma luta de pigmeu com gigante, da formiga com um elefante.. Até quando?

terça-feira, 29 de julho de 2014

                 E A GREVE CONTINUA
A greve dos trabalhadores em transportes rodoviários do Recife e Região Metropolitana continua. Os usuários desse tipo de transporte coletivo se acautelem. O dia de hoje promete ser pior do que o de ontem. Embora promessas de 100% da frota nas ruas nos horários de pico, o que vai acontecer é mais transtornos, mais desassossego, maiores perigos para quem precisa sair de casa para ir cumprir com suas obrigações. Principalmente à noite. O comércio, sem faturamento devido a ausência de clientes, vai fechar as portas mais cedo.  O policiamento vai se concentrar nas áreas de estocagem  dos  ônibus que serão espalhados pela cidade. E o cidadão que precisa trabalhar, estudar, comprar, ir ao hospital ou consultório ou simplesmente sair de casa para um relax como sempre ficará desprotegido. Trabalhadores rodoviários querem 10% de aumento de salário e 100% no vale-refeição; patrões oferecem 5%  nos salários e não discutem o vale-refeição. O metrô também tá prejudicado pela redução drástica no número de passageiros do sistema. A fazenda amarga prejuízos.

O sindicato dos rodoviários é uma instituição dividida em facções. A comissão que negocia com as autoridades é presidida pelo presidente eleito do órgão de classe e já mostrou sua força quando da última greve da categoria. O atual presidente, que ficou em último lugar nas últimas eleições sindicais e sairá no fim deste ano (está no cargo há décadas)  nessa oportunidade ficou sem vez e sem voz. A quebra de braço com as autoridades ficou mais forte sem o velho pelego comandando as negociações. Os bancos estão abertos, embora funcionem com alguma precariedade; uma greve dos bancários programada para  estes dias foi adiada. Felizmente para todos nós.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

       GREVE NO SETOR DE TRANSPORTE 
                TENSÃO NAS RUAS DA RMR

Motoristas e cobradores de ônibus da Região Metropolitana do Recife entraram em greve hoje. A greve não é total, mas já prejudica a atividade produtiva  dos principais centros urbanos da RMR. Descumprindo determinação  judicial, os operadores desse setor de transporte coletivo puseram poucos  ônibus nas ruas. E como se não bastasse levaram considerável  número de coletivos para pontos  estratégicos do Recife, de onde o movimento se irradia para outras cidades. Segundo informações recolhidas pelo blog, ônibus entopem os corredores de transporte nas principais vias e já bloqueia o acesso ao TI Tancredo Neves. Na estação Barro, poucos ônibus prejudicam o trabalho do metrô e meliantes depredaram veículos coletivos que ali aportam e incendiaram um deles. A tensão é grande nas ruas da RMR. As pessoas precisam trabalhar, estudar ou se deslocar para diversas áreas; a indústria, o comércio e os serviços precisam funcionar. Sem ônibus,  a Região fica no prejuízo.


Isso é apenas o começo. Vândalos se infiltrarão  com certeza entre os grevistas e poderão  produzir  maior tensão nas ruas, amedrontando quem precisa sair de casa para cumprir suas obrigações. A categoria dos rodoviários está desunida, com cisão no sindicato. Um presidente de sindicato que está por várias décadas, grupos opositores brigando pela cadeira da presidência. Vamos aguardar a marcha dos acontecimentos para ver até onde chega  esse movimento grevista e inferir as consequências  dele na vida das pessoas e da cidade.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

           UMA CIVILIZAÇÃO DE SURDOS E MÍOPES
Minha avó paterna já advertia os netos: "Não procurem lugares barulhentos, vozes altas podem fazer mal à audição". E no ginásio ouvi professores se queixando da baixa acuidade visual devido a necessidade de longas noites lendo sob a luminária. Zé da Lua, um analfabeto sábio por natureza que era taxado de louco, evitava o reflexo da luz do leito do rio, e justificava:"pode cegar". Sou do tempo do lápis e papel. Da  tabuada e  da gramática (nem tudo ali eu aceito). Quando cegueira poderia ser  fruto da má nutrição e surdez  um indício de maus tratos na infância. Sei que os avanços tecnológicos viera para ficar. E continuarão se aperfeiçoando, sempre. Sei que se deu, nas últimas décadas, um enorme salto para o desenvolvimento dos meios de comunicação, transportes, produção, negócios. Desenvolvimento que chegou aos métodos de aprendizado formal. Do rádio e do telegrafo evoluiu-se para a televisão, chegou-se ao "cérebro eletrônico", que se simplificou no notebook; do telefone fixo, chegamos à telefonia móvel, o celular. O cinema passou por uma transformação incrível.  E estamos apenas tateando. Novos e revolucionários inventos serão lançados no mercado. A marcha se acelera, e é irreversível.
A voz de minha avó e a advertência de Zé da Lua tem sentido. Pesquisas recentes realizadas por universidade alemã chegaram a uma conclusão óbvia: quanto maior a escolaridade maior é o risco de miopia. E já sabíamos, através de advertências de médicos e educadores: a exposição a ruídos permanentes causa danos aos tímpanos, levando aos poucos  a uma surdez  que talvez não se reverta. O uso continuado e constante de mídias eletrônicas, a forma de se ouvir música com um fone enfiado no ouvido, a variação continua de imagens que se repetem diante do nosso olhar fixo, tudo isso levará  no futuro a uma civilização de surdos e míopes. Voltar ao lápis e papel, à sombra dos arvoredos, às caminhadas pelos campos verdes e floridas da infância de minha geração é inconcebível. Resta saber dosar a intensidade do som ao pé do ouvido,  da luz diante de nós, programar o uso do notebook e do celular e educar melhor nossas crianças e adolescentes. Ainda uma vez inha avó: "Tudo que é fácil de mais estraga".


terça-feira, 22 de julho de 2014

                         A  NOVA ERA DUNGA
Dunga é o novo técnico da seleção brasileira de futebol. Depois de já a ter dirigido durante quatro anos, há quatro anos. A indicação de Dunga pela cúpula da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) abriu espaço para uma série de questionamentos. Jornalistas da crônica esportiva do País  divergem quanto ao acerto da indicação. A maioria da crônica esportiva se posiciona contra. Mas não há mais como se ser contra a indicação. Dunga já é oficialmente o novo treinador da Canarinha. As razões do questionamento são diversas. Para uma parcela da crônica esportiva Dunga não é bem-vindo porque não tem experiência como treinador e não se relaciona bem com a imprensa. Alguns dizem que o treinador é mal educado. Uma vertente dessa crônica insinua que a contratação de Dunga tira o foco da crise por que passa atualmente o futebol brasileiro e joga todo o passivo atual sobre o treinador. Seria uma jogada de mestre de José Maria Marim, que sairia do olho do furacão. Para outros, a presença de Dunga no comando da seleção é temporal: ele seria substituído por outro treinador ao se aproximar a Copa da Rússia.

E se Dunga permanecer por um bom tempo no comando, classificar bem a seleção nas eliminatórias? Se fizer uma boa campanha nos amistosos que a seleção vai disputar até a Copa? Se tiver conquistado a simpatia do torcedor e desmentido a crônica esportiva? Quem terá peito para demitir um eventual Dunga vencedor? É bom lembrar que a passagem de Dunga pela seleção teve altos índices de aprovação, com uma campanha que pode se dizer que foi boa. Ele foi demitido depois que perdeu para a eletrizante seleção da Holanda. Seja lá como for, tudo o que se pode fazer no momento é esperar. E como o remendo remendado está, torçamos para que Dunga tenha sorte, acerte e concerte a Seleção Brasileira.



domingo, 13 de julho de 2014

            FIM DE FESTA - BRASIL DÁ FIASCO
Melancolicamente, a Seleção Brasileira se despediu da Copa do Mundo 2014, a COPA DO BRASIL.  O craque Neymar  não participou das duas últimas partidas da Seleção em virtude de fratura  na 3ª vértebra lombar . Thiago Silva, Oscar,  David Luiz e outros  convocados tiveram uma atuação discreta nos  sete jogos  disputados pelo Brasil nesse campeonato mundial de futebol.
Acompanhamos campeonatos mundiais desde a edição de 1950, quando a famosa Seleção Brasileira de grandes craque como Barbosa, Augusto e Juvenal, Bauer, Danilo e Bigode, Chico, Ademir , Jair, Friaça e Zizinho  deu o grande vexame conhecido por  maracanaço; perdeu para o Uruguai o titulo de campeão mundial numa final  eletrizante que arregimentou  uma população de algumas dezenas de milhões de pessoas. Mas a Seleção Brasileira viria a ser  campeã mundial na Suécia, no Chile, no México,  Estados Unidos, Japão/Coréia do Sul. Pentacampeão Mundial, o  Brasil deu novo fiasco ao não conquistar a Copa 2014, mais uma vez em casa. E diante de uma população apaixonada por futebol composta   por  mais de duzentos milhões de habitantes. Entretanto, diante da história virtuosa  da Canarinha  fica difícil  satanizar  a  Seleção  de 2014. Foram muitos resultados positivos  0btidos ao longo dos vinte campeonatos organizados pela Fifa. E em cada partida, só pode haver um vencedor, geralmente aquele que se preparou melhor  para  a competição. Fatores  extra campo, como cartolagem , interesses  econômicos de grupos  econômicos e políticos, a gestão dos negócios  internos dos clubes e das federações, influências políticas nem sempre honrosas, a escolha  adequada do  treinador, a força e o carisma deste, as opções táticas e a organização  administrativa  da seleção convocada; esses, e outros fatores interferem nos resultados da partida. É ingenuidade pensar que tudo pode ser resolvido pelos jogadores dentro do campo.

Você viu que no primeiro parágrafo  só citamos a palavra craque uma vez.  Sim, porque na seleção de 2014 só se enxerga um, o Neymar. Os outros são apenas bons  jogadores.  Aliás, desde a década de 80 que  essa situação se repete. Esperamos que a Canarinha se habilite a disputas a próxima Copa do Mundo, passando pelas eliminatórias. Já no próximo ano. Até lá, se espera que a seleção tenha um comando mais firme, uma organização tática  definida e clara e possa disputar  a competição. E que os convocados sejam  jogadores mais preparados emocionalmente.  E não uma porção de chorões;  previamente  preparados  para um combate do porte de uma Copa do Mundo.

terça-feira, 8 de julho de 2014

                     COPA DO MUNDO NO BRASIL
Bom dia amigos.
O tempo é curto e a vida vária. Os percalços pessoais e técnicos mantiveram o blog ausente por um bom tempo. Hoje, aos trancos e barrancos, estamos tentando voltar ao batente. Perdemos um mês atípico, um mês de Copa do Mundo. Copa do Brasil, de organização e resultados estruturais polêmicos. Muito foi dito contra a realização do evento patrocinado pela Fifa no Brasil. Manifestações de rua nas quais, a principio, se colocava alguma fé. Mas que perderam o foco ao se deixarem contaminar pela política partidária. Governo e oposição se digladiaram em praça público, num espetáculo suspeito e às vezes degradante. O que prova que o País ainda não amadureceu suficientemente para discutir em alto nível as questões fundamentais que o afetam. Educação, saúde, emprego, segurança, transporte público de passageiros, desenvolvimento econômico, entre outros temas, deveriam ser as bandeiras das manifestações. Infelizmente, setores partidários aproveitaram o evento a principio espontâneo e transformaram as manifestações nessa bandalheira que se viu Pais afora. Tentaram tirar proveito eleitoral de um movimento que se alastrou pelo mundo inteiro. E tanto aqui como lá fora acabou deturpado pela má fé das elites que governam aqui e por lá.  Grupos mascarados se infiltraram entre os manifestantes nas ruas das grandes cidades do Brasil e o resultado foi a quebradeira generalizada.Trabalho insensato, atitudes criminosas. Tudo o que se destruiu (ônibus, bancos, lojas, etc.) vai ser ressarcido pelos cofres públicos, pelo dinheiro do contribuinte. Sem contar as mortes provocadas por baderneiros de instintos criminosos infiltrados. Um absurdo sem tamanho.
 Os idealizadores das manifestações não tiveram pulso ou discernimento para evitar essa "contaminação". Ou tudo não passou de encenação de políticos matreiros que manipulam grupos e desservem à  população. Houve ações mais ousadas: grupos portavam faixas e gritavam palavras de ordem contra a Copa. Chegaram a dizer que "Não haverá Copa". Mas a Copa do Brasil está chegando ao fim com um saldo positivo em termos de movimentação econômica e repercussão social. As falhas  verificadas não são produtos da Copa, mas ações de políticos inescrupulosos corrompidos pelas empresas que se propuseram a construir estradas e viadutos, reformar estádios e aeroportos. Os investimentos públicos, infelizmente mal conduzidos, têm retorno. A Copa do Mundo deixará  um legado que será útil à população. A movimentação de milhares de turistas pelo  Brasil ampliou a rede hoteleira que tem sua capacidade instalada saturada em virtude do evento, ofertou milhares de empregos diretos e indiretos. A Copa, enfim, é uma oportunidade para se mexer com a economia e refletir sobre as lideranças que deveremos eleger em outubro próximo.
2014 ficará marcado na história do Pais como um ano em que foi possível mostrar nossa cultura ao mundo e e possibilitar a atração de investimentos produtivos que ajudarão o País a destravar sua economia.