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quarta-feira, 30 de julho de 2014

      ÓDIO ONDE DEVERIA HAVER  PAZ
A guerra entre Israel e o Hamas é mais um lamentável capítulo de uma história milenar de discordância, cisões e ódio entre povos que tiveram uma mesma origem territorial, um mesmo tronco antropológico e um mesmo cenário cultural.  Tudo ali, segundo a Bíblia e o Alcorão, começou com a capacidade agregadora de Abraão, Patriarca comum dos judeus, cristãos e muçulmanos. Das centenas de filhos de Abraão, dois foram colocados no pedestal da glória pelo pai: Isaac e Ismael. Isaac lançou os fundamentos doutrinários  que levaria à fundação de Israel. Ismael logo se isolou do irmão e foi habitar uma montanha, onde elaborou um corpo de doutrina que se diferenciaria da vertente de Isaac. 

A doutrina de Isaac formatou o Judaísmo e o conjunto doutrinário de Ismael criou o que se chamou de Ismaelismo, depois despersonalizado e denominado  Islamismo; surgem os muçulmanos. Em algum momento da história, judeus e muçulmanos reivindicavam o status de "Filho da Promessa" para seus fundadores. Essa busca "pela verdade" acabou em intolerância. Judeus e muçulmanos se transformaram em estados teocráticos e se tornaram inimigos viscerais. Povos irmãos, israelitas e árabes nunca se entenderam. Uma briga suscitada sobretudo pela religião. Que deveria unir os dois povos.


A guerra que se trava hoje no oriente não tem sentido, a não ser se observada sob o prisma dessa rivalidade milenar. Na verdade, há uma guerra entre Israel e um lado do estado palestino, estado oficialmente não constituído, embora já reconhecido por alguns países. A faixa de Gaza é reduto da facção  palestina que não quer negociar com Israel. Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, não tem poderes para impor providências em Gaza. E assim dividida a Palestina não tem como confrontar o estado de Israel. É absurda a matança de crianças, mulheres, idosos e demais pessoas indefesas do lado de Gaza. Como não é aceita a guerrilha do Hamas, levando terror às cidades de Israel. O ódio que separa as duas etnias está longe de ser debelado. Israel é forte, uma potência militar, e a Palestina sequer tem um exército. Uma luta de pigmeu com gigante, da formiga com um elefante.. Até quando?

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